Re: [Pactonacional] ENC: MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
Joelda da Silva Pais
joelda.silva em ac.gov.br
Segunda Junho 11 17:31:50 BRT 2012
Cara Susan,
Informamos que o número de nossa Proposta no SICONV para a ação do Pacto (consultoria) é 026290/2012.
Att,
Joelda Pais
SEPMULHERES/Acre
----- Mensagem original -----
De: "Susan Sousa Alves" <susan.alves em spmulheres.gov.br>
Para: "pactonacional em listas.planalto.gov.br" <pactonacional em listas.planalto.gov.br>
Enviadas: Sexta-feira, 8 de Junho de 2012 7:30:00
Assunto: [Pactonacional] ENC: MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
ENC: MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
Prezadas,
Para conhecimento.
Att,
Susan Alves
-----Mensagem original-----
De: Bruna Monteiro Rodrigues da Costa
Enviada em: quarta-feira, 6 de junho de 2012 09:45
Para: Aparecida Goncalves; Karina Morelli; Glaucia Helena de Souza; Ana Teresa Iamarino; Clarissa Correa de Carvalho; Marcilia Ribeiro dos Santos; Marcelo Oliveira Barbosa; Ione Pereira Franca; Irismar Gomes da Silva; Arthur Macedo Faco Bezerra; Le-Lyne Paes Leme Nunes Czeczko; Luciana da Silva Santos; Lara Macedo Aguiar; Carla Conceicao Ferraz; Karla Cristina Paiva Rocha; Thays de Souza Nogueira; Raquel Lima de Oliveira e Silva; Anna Carolina da Conceicao Aureliano; Maria Angelica Breda Fontao; Ana Paula Schwelm Goncalves; Renata Laviola Carreiro; Maira Bezerra de Medeiros Monte
Assunto: MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
MPF se posiciona contra soltura de Bruno e diz que atleta é perigoso
05 de junho de 2012 * 18h09 * atualizado às 19h19
O Ministério Público Federal encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra um pedido de liberdade do goleiro Bruno. Para o MPF, ele é considerado de "extrema periculosidade", e soltá-lo poderá influenciar os demais réus do caso. O jogador está preso preventivamente desde 2010, acusado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado, contra a ex-amante Eliza Samudio.
A defesa de Bruno alega que houve cerceamento do direito de defesa, ofensa ao princípio da presunção de inocência e que o clamor público não é fundamento para legitimar a continuidade de sua prisão. O pedido de habeas corpus já foi negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e pelo Superior Tribunal de Justiça. No STF, a última instância possível, a 2ª Turma analisará o mérito da questão, já tendo negado a soltura de Bruno em pedido liminar.
Para o MPF, no entanto, a prisão preventiva do goleiro é legítima e em prol da ordem pública. "Sua extrema periculosidade, denotada no modus operandi que teria empregado para praticar os vários crimes, perpetrados com requintes de crueldade e frieza, em verdadeira afronta à ordem pública e ultraje a vida do ser humano, além do total desrespeito aos poderes repressivos do Estado" são comportamentos do atleta, segundo o parecer da subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques, responsável pelo documento.
O caso Bruno
Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A então mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.
Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.
No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.
No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.
No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.
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Bruna Monteiro Rodrigues da Costa
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