[Pactonacional] ENC: SPM mídia: Incluir trabalho doméstico no cálculo do PIB acaba com invisibilidade de certas atividades, dizem pesquisadores
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Novembro 5 10:11:51 BRST 2012
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2012 10:02
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: Incluir trabalho doméstico no cálculo do PIB acaba com
invisibilidade de certas atividades, dizem pesquisadores
Colegas,
segue matéria com entrevista da coordenadora de Educação da SPM, Hildete
Preira.
UOL | ECONOMIA
SECRETARIA DE MULHERES
Incluir trabalho doméstico no cálculo do PIB acaba com invisibilidade de
certas atividades, dizem pesquisadores
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4461272
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4461272> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
461272
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
461272> >
Veja a matéria no site de origem
<http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/11/03/incluir-trab
alho-domestico-no-calculo-do-pib-acaba-com-invisibilidade-de-certas-atividad
es-dizem-pesquisadores.jhtm
<http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/11/03/incluir-trab
alho-domestico-no-calculo-do-pib-acaba-com-invisibilidade-de-certas-atividad
es-dizem-pesquisadores.jhtm> >
Chamada de capa
Lavar, passar, fazer comida, cuidar da casa, levar as crianças para escola e
todos os detalhes diários da manutenção de uma estrutura familiar valem, em
média, R$ 1.500 por mês, segundo três pesquisadores da UFF (Universidade
Federal Fluminense). Eles concluem também que, em média, as mulheres ocupam
em afazeres domésticos o dobro do tempo que os homens gastam com as mesmas
tarefas.
Com base no estudo de 2001 a 2010, os professores defendem que essas
atividades classificadas de "trabalho não remunerado e de invisibilidade"
sejam incluídas no cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país, que
é a soma de todos os bens e serviços produzidos na economia de uma nação.
A proposta dos professores do Departamento de Economia da UFF Hildete
Pereira de Melo, Claudio Monteiro Considera e Alberto Di Sabbato esbarra,
porém, em resistências da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo os
pesquisadores, se os afazeres forem contabilizados, revelarão o tamanho dos
serviços criados pela mão de obra não remunerada. Para chegar ao valor de R$
1,5 mil, os professores consideraram o gasto médio com a remuneração da
empregada doméstica.
A conclusão dos pesquisadores, que fazem o estudo desde 2001, é que no
Brasil os afazeres domésticos correspondem a cerca de 12,76% do PIB. Em
2004, por exemplo, representaram R$ 225,4 bilhões. Desse total, 82% (cerca
de R$ 185 bilhões) foram gerados pelas atividades desempenhadas por
mulheres.
"No mundo inteiro estão sendo feitos esses cálculos para ressaltar [o peso
das atividades não remuneradas na economia]. A ideia é que, ao não se contar
no PIB, esses afazeres são desvalorizados pela sociedade. Lembro que é dito
que uma mulher que trabalha em casa não trabalha", disse à Agência Brasil
Claudio Considera.
Hildete Pereira de Melo, que é coordenadora de Programas de Educação e
Cultura da Secretaria de Políticas Públicas para as mulheres, defende que a
inclusão dos gastos de atividades não remuneradas no cálculo do PIB
contribuirá para acabar com a "invisibilidade do trabalho doméstico".
"A iniciativa mudaria a percepção da mulher na sociedade. Não é por nada que
a sociedade ignora esse tipo de trabalho. Há um certo obscurantismo nessas
tarefas. Milenarmente isso ocorre. Mensurar esses gastos é mudar a
percepção, é empoderar as mulheres em relação ao trabalho não remunerado",
disse Hildete Melo.
Claudio Considera e Hildete Melo ressaltam que, ao não avaliar as atividades
domésticas das pessoas, reforça-se no país o conceito de "invisibilidade"
que caracteriza esses afazeres e a "inferioridade do papel da mulher na
sociedade". O estudo dos pesquisadores usou dados da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) e do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Os pesquisadores destacam também que, em vários países inclusive o Brasil,
mulheres optam por ficar em casa e não trabalhar devido à baixa remuneração
oferecida no mercado de trabalho. Os professores acrescentam que, nos países
desenvolvidos, o valor pago para afazeres domésticos é elevado e nem sempre
acessível.
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Presidência da República
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