[Pactonacional] ENC: + SPM mídia: entrevista da secretária Tatau Godinho ao jornal O Globo
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Novembro 5 10:30:35 BRST 2012
_____________________________________________
De: Isabel Clavelin
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2012 10:14
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: + SPM mídia: entrevista da secretária Tatau Godinho ao jornal O
Globo
Prioridade: Alta
Colegas,
segue matéria do jornal O Globo sobre o trabalho das mulheres e afazeres
domésticos, com entrevista da secretária Tatau Godinho, publicada ontem
(4/11). Também foi reproduzida pelo jornal A Tarde On Line.
O GLOBO - RJ | ECONOMIA
SECRETARIA DE MULHERES | OUTROS
Avanços da porta para fora
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4465238
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4465238> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
465238
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
465238> >
Chamada de capa
Em uma década, divisão do trabalho de casa entre homem e mulher não se mexe
no país
Cássia Almeida
cassia em oglobo.com.br <mailto:cassia em oglobo.com.br>
Letícia Lins
leticia.lins em oglobo.com.br <mailto:leticia.lins em oglobo.com.br>
Rio e Recife "Antes de Cristo vir à Terra, a mulher já tinha essa missão",
com essa declaração o pernambucano Cláudio Alencar resume o que pensa sobre
a divisão do trabalho doméstico. Ele reconhece, sem qualquer
constrangimento, que deixa 99% dos serviços da casa para a mulher Linda
Cruz.
Essa divisão desigual dos serviços do lar e do cuidado dos filhos permanece
congelada no tempo. Pelos números da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad), do IBGE, os homens que trabalham dedicavam 10 horas
semanais aos afazeres domésticos em 2001. Em 2011, faziam 10 horas e oito
minutos. Enquanto as mulheres que trabalham destinavam 24 horas e quatro
minutos no início da década passada. Em 2011, a atividade consumia 22 horas
e 13 minutos.
A situação se torna mais injusta diante da presença da mulher no mercado de
trabalho. Ela responde por 42% da força de trabalho ocupada do país e por
41% de toda a renda gerada pelas famílias. Uma presença indispensável,
diante de um mercado de trabalho onde a mão de obra fica cada vez mais
disputada no país presidido por uma mulher.
Somando-se as 22 horas do trabalho doméstico à jornada média de trabalho
pago de 39 horas em São Paulo, pelos dados do Dieese, a mulher tem uma carga
de 61 horas semanais. E a liberação da mulher desse trabalho requer, além da
maior responsabilidade masculina no cuidado da casa e dos filhos, políticas
públicas, segundo a socióloga da Unicamp, Elisabete Dória Bilac. Políticas
como creches e instituições para cuidado de idosos, trabalho que a sociedade
deixa em mãos exclusivamente femininas. No Brasil, somente 20,8% das
crianças de 0 a 3 anos estão nessas instituições. Tatau Godinho, secretária
nacional de Avaliação de Políticas e Autonomia Econômica da Secretaria de
Políticas para as mulheres, diz que o governo tem meta de construir 6 mil
creches até 2014:
- Sabemos que a cobertura não é suficiente, mas cresceu muito.
Em 2004, a rede atendia 13,4% de crianças na faixa etária. Sobre os idosos,
Tatau diz que começam a aparecer instituições de longa permanência de idosos
e hospitais dia para suprir esse trabalho feminino.
- Nos meios de comunicação e, principalmente, nas propagandas, esse papel da
mulher competente, que ganha bem e cuida de tudo da casa e dos filhos fica
cada vez mais marcado - diz Tatau.
Para cumprir todos os papeis, Linda se desdobra, sem ajuda do marido:
- Faço força para chegar cedo, para dar conta do recado. A correria é muito
grande, ando muito em casa e de noite sinto cansaço nas pernas, como se
estivessem podres.
Ela não sabe quantas horas gasta trabalhando por dia, somados os serviços
pagos e os domésticos:
- Nunca nem parei para fazer essa conta, nem quero - avisa.
E a sobrecarga tem reflexos na saúde da mulher. Ginecologista há 27 anos,
Elisabete Dobao viu crescer os casos de depressão e síndrome do pânico.
- A mulher não freia nunca. Não há sistema que aguente. Não somos feitos
para funcionar permanentemente. Acontecem alterações hormonais, piorando a
TPM. Ela começa a ganhar peso, a memória fica fraca, aumenta a ansiedade. É
uma cobrança muito grande. Ela tem que ser bonita, gostosa, sem celulite,
sem estria, com cabelo arrumado, unha feita, pele sem mancha, ser
supercompetente, ganhar bem, ter casa limpa e arrumada estilo "Caras" e
filhos bem educados e que te amem. Uma verdadeira família margarina.
Licença-paternidade pode aumentar
A empresária Mônica Medina sabe bem como é isso. Já saiu de uma reunião de
meia fina e salto alto direto para uma festa do Dia das Mães. A festa era
uma gincana, na areia. Tudo pelo filho: arrancou os sapatos e passou a
correr de tailleur. Mesmo com empregada, babá e motorista, a
responsabilidade pelos filhos ficava mais para ela.
- Não dá para contar com os homens quarta-feira e domingo, porque há o
futebol. O pior é levar horas arrumando as crianças para as festas infantis
e, depois, eles é que são os heróis. Descansados, participavam mais das
brincadeiras. E era assim com todos os casais com que convivíamos.
Hoje, separada e com os dois filhos criados, dedica mais tempo para o hobby
de cozinhar:
- Antes meu hobby era dormir.
O objetivo de Linda é fazer o marido levar as crianças para a escola.
- Esse ano fechei questão e quem leva é o marido mesmo. Só faço isso quando
ele está viajando - afirma.
Tatau, da Secretaria da Mulher, diz que é possível ampliar o papel do homem
no cuidado dos filhos. A ampliação da licença-paternidade é um exemplo. Para
Elisabete, da Unicamp, a mulher também precisa abrir mão do poder dentro de
casa.
- Há uma dimensão do poder feminino no espaço privado. As decisões
domésticas são da mulher.
"Antes de Cristo vir à Terra, a mulher já tinha essa missão"
Cláudio Alencar, sobre a divisão do trabalho em casa
A TARDE - BA | ECONOMIA
SECRETARIA DE MULHERES | OUTROS
Mulher dedica 22 horas por semana ao serviço doméstico
CÁSSIA ALMEIDA E LETÍCIA LINS
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4465127
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4465127> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
465127
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
465127> >
Chamada de capa
DESIGUALDADE Já os homens reservam 10 horas e oito minutos aos afazeres
dentro de casa, revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
CÁSSIA ALMEIDA E LETÍCIA LINS
Agência O Globo, Rio e Recife "Antes de Cristo vir à Terra, a mulher já
tinha essa missão", com essa declaração o pernambucano Cláudio Alencar
resume o que pensa sobre a divisão do trabalho doméstico. Ele reconhece, sem
qualquer constrangimento, que deixa 99% dos serviços da casa para a mulher
Linda Cruz.
Esta divisão desigual dos serviços do lar e do cuidado dos filhos permanece
congelada no tempo. Pelos números da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad), do IBGE, os homens que trabalham dedicavam 10 horas
semanais aos afazeres domésticos em 2001. Em 2011, faziam 10 horas e oito
minutos. Enquanto as mulheres quetrabalhamdestinavam24 horas e quatro
minutos no início da década passada. Em 2011, a atividade consumia 22 horas
e 13 minutos.
A situação se torna mais injusta diante da presença da mulher no mercado.
Ela responde por 42% da força de trabalho ocupada do País e por 41% de toda
a renda gerada pelas famílias. Uma presença indispensável, diante de um
mercado de trabalho onde a mão de obra fica cada vez mais disputada no País
presidido por uma mulher.
Somando-se as 22 horas do trabalho doméstico à jornada média de trabalho
pago de 39 horas em São Paulo, pelos dados do Dieese, a mulher tem uma carga
de 61 horas semanais. E a liberação da mulher desse trabalho requer, além da
maior responsabilidade masculina no cuidado da casa e dos filhos, políticas
públicas, segundo a socióloga da Unicamp, Elisabete Dória Bilac.
Políticas como creches e instituições para cuidado de idosos, trabalho que a
sociedade deixa em mãos exclusivamente femininas. No Brasil, somente 20,8%
das crianças de 0 a 3 anos estão nessas instituições.
creches
Tatau Godinho, secretária nacional de Avaliação de Políticas e Autonomia
Econômica da Secretaria de Políticas para as mulheres, diz que o governo tem
meta de construir 6 mil creches até 2014. "Sabemos que a cobertura não é
suficiente, mas cresceu muito", garante ela.
Em 2004, a rede atendia 13,4%decriançasnafaixaetária. Sobre os idosos, Tatau
diz que começam a aparecer instituições de longa permanência de idosos e
hospitais dia para suprir esse trabalho feminino.
"Nos meios de comunicação e, principalmente, nas propagandas, esse papel da
mulher competente, que ganha bem e cuida de tudo da casa e dos filhos fica
cada vez mais marcado", diz Tatau.
Para cumprir todos os papéis, Linda se desdobra, sem ajuda do marido. "Faço
força para chegar cedo, para dar conta do recado. A correria é muito grande,
ando muito em casa e de noite sinto cansaço nas pernas, como se estivessem
podres", diz.
A sobrecarga de trabalho tem reflexos na saúde da mulher. Ginecologista há
27 anos, Elisabete Dobao viu crescer os casos de depressão e síndrome do
pânico.
"A mulher não freia nunca. Não há sistema que aguente. Não somos feitos para
funcionar permanentemente. Acontecem alterações hormonais, piorando a TPM.
Ela começa a ganhar peso, a memória fica fraca, aumenta a ansiedade. É uma
cobrança muito grande. Ela tem que ser bonita, gostosa, sem celulite, sem
estria, com cabelo arrumado, unha feita, pele sem mancha, ser
supercompetente, ganhar bem, ter casa limpa e arrumada estilo "Caras" e
filhos bem educados e que te amem. Uma verdadeira família margarina".
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Presidência da República
61 3411 4228 / 9659 7975
isabel.clavelin em spmulheres.gov.br <mailto:isabel.clavelin em spmulheres.gov.br>
<mailto:isabel.clavelin em spmulheres.gov.br
<mailto:isabel.clavelin em spmulheres.gov.br> >
www.spm.gov.br <http://www.spm.gov.br> <http://www.spm.gov.br
<http://www.spm.gov.br> >
facebook.com/spmulheres
twitter.com/spmulheres
<<...OLE_Obj...>>
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: http://www1.planalto.gov.br/pipermail/pactonacional/attachments/20121105/e88b809f/attachment-0001.html
Mais detalhes sobre a lista de discussão Pactonacional