[Pactonacional] ENC: + SPM mídia: artigo ministra Eleonora Correio Braziliense

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Novembro 19 15:35:30 BRST 2012



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 19 de novembro de 2012 14:58
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: + SPM mídia: artigo ministra Eleonora Correio Braziliense

Colegas,

segue artigo da ministra Eleonora, publicado ontem (18/11) no jornal Correio
Braziliense, sobre o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a
Mulher.


CORREIO BRAZILIENSE - DF | OPINIÃO 
SECRETARIA DE MULHERES | LEI MARIA DA PENHA | LIGUE 180 
Todos pela não violência contra a mulher (Artigo)
ELEONORA MENICUCCI
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4579273> WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
579273>
Chamada de capa

O Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher foi instituído em 1999
pela ONU e é celebrado em todo o mundo a cada 25 de novembro. A data foi
escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa),
assassinadas pela ditadura Trujillo na República Dominicana. Desde então,
inúmeros países realizam eventos para lembrar que, diariamente, meninas,
jovens e adultas são vítimas de toda sorte de violência. 

No Brasil, os casos se multiplicam, como demonstram alguns dados dos 561.298
atendimentos realizados pela Central de Atendimento às mulheres (ligue 180)
entre janeiro e setembro de 2012. Desse total, 68.396 foram denúncias de
violência, majoritariamente física (38.535). É importante salientar que
27.638 mulheres relataram sofrê-la diariamente, e 19.723 se perceberam em
risco de morte. Em 25.329 dos casos, os filhos presenciaram ataques à mãe. 

A mídia noticia atos dessa natureza quase diariamente, destacando aqueles
que, por sua brutalidade, chocaram a opinião pública. O caso do goleiro
Bruno, com início de julgamento previsto para amanhã, é emblemático. 

Outra face perversa desse quadro é a violência sexual, que revela o complexo
contexto de poder que marca as relações sociais entre os sexos. São casos de
estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor, sedução, atos
obscenos e assédio, que podem ocorrer conjugados com lesão corporal,
tentativa de homicídio, maus-tratos e ameaças. 

A violência nas relações de gênero, particularmente, a sexual, pode gerar
diversos problemas de saúde física, reprodutiva e mental, e, portanto,
acarretar mais busca pelos serviços de saúde. Esses, sobretudo os
pronto-socorros, são os mais procurados. Eles têm de perceber (reconhecer) a
violência sofrida pela mulher, dando credibilidade a uma queixa, e romper
com uma recorrente prática de medicalizar os eventos. 

Na maioria das vezes, essas mulheres apresentam problemas que não se reduzem
às consequências imediatas dos atos vivenciados, mas apresentam interfaces
que precisam contar com o aporte interdisciplinar, como as cicatrizes
deixadas na vida sexual, afetiva, social, profissional. 

Os dados sobre violência sexual mostram que não há distinção entre classes,
segmentos sociais e cor/etnia. O tratamento dado socialmente a tais crimes,
em particular os estupros, oscila entre considerá-los hediondos,
principalmente quando praticados contra crianças, ou fatos banais, comuns.
Pode-se afirmar que a visão sobre eles ainda está intimamente vinculada à
imagem que se faz da vítima, de seu comportamento e moralidade. 

A Lei Maria da Penha, considerada uma das mais avançadas do mundo, é
importante instrumento no enfrentamento dessa situação. Seu caráter
pedagógico contribui para uma mudança de mentalidade das pessoas, fazendo
com que a violência seja cada vez menos tolerada pela sociedade. 

A Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República,
visando a que essa lei seja efetivamente conhecida e implementada, lançou,
no início de agosto, a campanha Compromisso e atitude - a lei é mais forte.
Ela foi dirigida inicialmente às autoridades judiciais, a fim de garantir
agilidade na prisão de agressores e na tramitação de processos e
julgamentos. 

Mas, acabar com a violência contra as mulheres exige muito mais. Exige
envolver e mobilizar toda a sociedade, para que ninguém assista passivamente
a casos ou relatos de agressões. Por isso é que a campanha entra agora em
sua segunda fase, que é a de mobilização da sociedade. 

A partir de 25 de novembro, Dia internacional da não violência contra a
mulher - com o mote "Violência contra a mulher: você pode combater a
impunidade. ligue 180" -, faremos ampla mobilização de empresas, órgãos
governamentais, organizações da sociedade civil e mídia, para mostrar à
população a necessidade de se ter compromisso e atitude diante desse quadro
brutal. Só assim, a lei, de fato, será mais forte - com a punição de quem a
desrespeitar. 

  

 Eleonora Menicucci Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para
as mulheres da Presidência da República


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