[Pactonacional] ENC: SPM mídia: entrevista ministra Eleonora no jornal Correio Braziliense

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Novembro 19 15:35:36 BRST 2012



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 19 de novembro de 2012 14:57
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: entrevista ministra Eleonora no jornal Correio
Braziliense

Colegas,

segue entrevista da ministra Eleonora, ao jornal Corrieo Braziliense,sobre
mulheres na indústria, construção civil e tecnologia.

CORREIO BRAZILIENSE - DF | TRABALHO 
SECRETARIA DE MULHERES 
Lugar de mulher, sim
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4579331
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4579331> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
579331
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
579331> >
Chamada de capa
Elas ainda são minoria em áreas como indústria, construção civil e
tecnologia. Governo federal lança campanha para incentivá-las a se
capacitarem nesses setores
Meu pai queria que eu estudasse design de interiores e só com muita conversa
consegui convencê-lo de que eu deveria fazer o que gosto." 
Gabriela Soares, estudante do curso de mecânica automotiva 
Qual não foi a surpresa do cliente que, ao levar o carro para a revisão na
oficina, descobriu que o mecânico que cuidaria do automóvel seria, na
verdade, uma mulher. Mesmo com o crescimento da participação delas no
mercado de trabalho brasileiro, algumas áreas permanecem territórios
francamente masculinos. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) feita em 2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) mapeiam os setores da economia nos quais a presença feminina é
raridade. Do total de trabalhadores na construção civil, 96,5% são homens.
Na indústria, 64,6% da força de trabalho é masculina. No caso dos serviços
industriais de unidade pública, eles representam 82,8% da mão de obra.
Apenas as atividades do setor de serviços são ocupadas predominantemente por
mulheres(52%). 
Ante a baixa participação feminina nesses segmentos, a Secretaria de
Políticas para as mulheres da Presidência da República (SPM-PR) lançou a
campanha mulheres que inovam. A estratégia é promover a qualificação delas
em áreas tradicionalmente associadas aos homens por meio do Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Segundo a
ministra da SPM, Eleonora Menicucci, a campanha tem por objetivo promover a
liderança das mulheres em todos os segmentos da economia. "Queremos mostrar
para elas que é possível ampliar o horizonte de trabalho e atuar nos setores
que estão em expansão, como a construção civil e a indústria", destaca.
Embora as mulheres já estejam atuando nesses setores, os números podem
crescer. No entanto, o preconceito é uma das barreiras. "Muita gente
acredita que as mulheres devam assumir um certo tipo de papel, e os homens,
outro", observa a ministra. Para ela, contudo, essa divisão não pode mais
existir. 
Questão social 
A especialista Márcia Vasconcelos, coordenadora do programa de promoção da
igualdade de gênero e raça no mundo do trabalho, e prevenção e enfrentamento
do tráfico de pessoas da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
acredita que a baixa presença de mulheres em setores considerados masculinos
diz respeito a como a sociedade e, consequentemente, o mercado de trabalho
brasileiro, se organizam. "As mulheres têm maior dificuldade de acessar o
mercado de trabalho e nele permanecerem em razão das responsabilidades que,
ainda num modelo tradicional, recaem quase que exclusivamente sobre elas,
que é o trabalho de cuidado da casa, das crianças", destaca. 
De acordo com ela, ao assumirem de forma principal a responsabilidade de
cuidar de tudo isso, embarcando em varias jornadas de trabalho por dia, as
mulheres têm menos tempo para a capacitação profissional e também para
investirem na própria formação. Isso afeta e pode prejudicar a própria
trajetória profissional e a inserção delas no mercado de trabalho. "Ao
considerarmos os dados atuais de participação no mercado de trabalho, as
mulheres ainda apresentam percentuais 20 pontos mais baixos que os dos
homens." Na opinião da especialista, isso demonstra as dificuldades que elas
enfrentam por não terem políticas públicas que apoiem toda a dimensão das
atividades de cuidado com a família. 
A necessidade de cuidar dos três filhos faz Maria Leonici Fernandes do
Nascimento trabalhar em casa como costureira. Com a primeira gravidez,
deixou os estudos para trás ainda na primeira série do ensino médio. Hoje,
aos 40 anos, voltou à sala de aula para realizar um grande sonho: trabalhar
na indústria. Ela é aluna do curso de torneiro mecânico do Pronatec
oferecido pelo Instituto Federal Brasília (IFB). Única mulher da turma,
Maria afirma que seu desempenho não deixa nada a desejar. "Muito pelo
contrário, devo ser uma das melhores da turma", afirma. Para ela, a
profissão de torneiro mecânico ser considerada essencialmente masculina não
passa de um mito. "Nós somos igualmente capazes de fazermos as mesmas
tarefas, os mesmos trabalhos", garante. Suas aulas preferidas são as
práticas, momento em que, de fato, ela pode colocar a mão na massa. "Muita
gente acha esquisito eu ter escolhido esse curso, mas meus filhos têm muito
orgulho de mim", conta a moradora de Brazlândia, que diz sentir falta apenas
de uma colega para ter com quem conversar. 
Novos papéis 
Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional
da Indústria (CNI) e diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai), afirma que o perfil do trabalhador na indústria tem
sofrido grandes mudanças. As mulheres começam a ganhar espaço no chão de
fábrica. "Como o trabalho que requeria força física perdeu espaço para o
computador, as mulheres se sentem mais à vontade para desempenhar qualquer
tipo de função." Ele destaca o número de alunas matriculadas nos cursos
oferecidos pelo Pronatec: "Das vagas ofertadas em 190 cursos, 70% são
preenchidas pelas mulheres". 
Professora do programa de pós-graduação em sociologia da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Lorena Holzmann avalia que, nos
últimos 30 anos, foi marcante a evolução das mulheres em ocupações
masculinas. "Hoje, são inúmeros os empregadores da área de tecnologia, por
exemplo, que preferem trabalhar com a mão de obra feminina, considerada mais
minuciosa", avalia. 
A estudante Gabriela Soares, 17 anos, faz parte de uma das turmas de
mecânica automotiva do Pronatec, oferecida pelo Senai de Taguatinga . No
entanto, sua trajetória não tem sido nada fácil. Para começar, a jovem
precisou enfrentar a resistência da família. "Meu pai queria que eu
estudasse design de interiores e só com muita conversa consegui convencê-lo
de que eu deveria fazer o que gosto." Ser a única mulher de uma turma de 12
pessoas também é difícil. "As piadinhas e comentários feitos pelos colegas
mostram como a minha presença ali causa estranheza", desabafa. 
Aluna do curso de auxiliar de redes do Pronatec oferecido pelo Instituto
Federal Brasília (IFB), Jocilene Gomes de Oliveira, 39 anos, viu na
capacitação uma forma de mudar de vida. Quando decidiu estudar, estava
desempregada há dois anos e quatro meses. Após um mês e meio do início das
aulas, ela já havia sido contratada por uma empresa de manutenção de redes
em empresas. "Tomei coragem e resolvi investir nessa área na qual eu nunca
havia trabalhado, mas que me fascinava", conta. Apesar de acreditar que é um
mercado masculino, ela sente que isso está mudando. A turma dela já é
paritária: são cinco homens e cinco mulheres. "O trabalho feminino é
valorizado, pois somos detalhistas e temos vontade de aprender," comemora. 
Acesso à educação 
O Pronatec foi criado em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos
de educação profissional e tecnológica no Brasil. Para se candidatar é
preciso ter pelo menos 16 anos e ser inscrito no CadÚnico 
onde buscar formação 
 » Pronatec     0800-616161 
 » Instituto Federal 
Brasília (IFB)    (61) 2103-2154 
 » Senac    (61) 3313-8877 
 » Senai    (61) 3362-6000


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