[Pactonacional] ENC: ++SPM mídia: entrevista ministra sobre Dia da Não Violência contra a Mulher

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Novembro 26 11:46:00 BRST 2012



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 26 de novembro de 2012 09:16
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: ++SPM mídia: entrevista ministra sobre Dia da Não Violência contra
a Mulher


Colegas,

segue entrevista da ministra Eleonora sobre o Dia da Não Violência contra a
Mulher.

Ampliar rede de atendimento às vítimas de violência doméstica é o atual
desafio, diz ministra

25/11/2012 - 12h43 

*	Cidadania <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/cidadania
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/cidadania> >
*	Nacional <http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/nacional
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/assunto/nacional> >

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x2
25/gallery_assist/25/gallery_assist707689/prev/Ag%C3%AAncia%20Brasil121112_D
SA0010.jpg
<http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/_agenciabrasil/files/imagecache/300x2
25/gallery_assist/25/gallery_assist707689/prev/Ag%C3%AAncia%20Brasil121112_D
SA0010.jpg> >Brasília - Seis anos depois da implementação da Lei Maria da
Penha, que endureceu as penas para os agressores das mulheres, o principal
desafio nas políticas de combate à violência doméstica é a ampliação da rede
de atendimento às vítimas, que inclui delegacias especializadas, centros de
referência, casas-abrigo, entre outros.

A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres
da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia
Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado hoje (25), é uma
data para se reafirmar o enfrentamento do que chamou de "lamentável tragédia
brasileira e mundial".

"Acredito que [o principal desafio] é consolidar e expandir essa rede. As
delegacias especializadas, por exemplo, somam 375, que é muito pouco para o
tamanho do Brasil", disse a ministra, acrescentando que, além de poucas,
essas unidades são mal distribuídas no país. Somente o estado de São Paulo
concentra um terço (125) de todas as delegacias especializadas de
atendimento à mulher.

De acordo com dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, há ainda
115 núcleos de atendimento; 207 centros de referência, que oferecem atenção
social, psicológica e orientação jurídica às mulheres vítimas; 72
casas-abrigo, 51 juizados especializados em violência domiciliar e 47 varas
adaptadas.

Eleonora Menicucci informou que, para expandir a rede, o governo está
renovando um pacto com os estados, que prevê a implementação de medidas de
proteção à mulher até 2016, como a criação de unidades de saúde para vítimas
de violência sexual e ampliação do número de órgãos do Judiciário que atuam
com o tema, a exemplo de juizados especiais. Das 27 unidades da Federação,
já renovaram o pacto o Distrito Federal, Amazonas, Espírito Santo e a
Paraíba.

Neste ano, a SPM investiu cerca de R$ 30 milhões no enfrentamento à
violência doméstica contra a mulher.

A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, uma organização não
governamental que atua em projetos de defesa dos direitos da mulher, Jacira
Vieira de Melo, acredita que sem o incremento da rede assistencial será
impossível tirar do papel a Lei Maria da Penha.

"O Estado precisa dar respostas a essa situação. Nos municípios, por
exemplo, não existe um programa de atendimento integrado às vítimas. As
delegacias de defesa da mulher são poucas, não atendem 24 horas e ficam
distantes dos locais de atendimento psicossocial, que, além de
insuficientes, são desconhecidos da população", disse, enfatizando que o
medo ainda é apontado pela maioria das mulheres como principal razão para
não denunciarem os agressores.

Edição: Tereza Barbosa
 


CORREIO POPULAR - SP | BRASIL
SECRETARIA DE MULHERES | LEI MARIA DA PENHA 
Ampliar proteção à mulher é desafio, afirma ministra
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643358
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643358> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643358
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643358> >
Chamada de capa

Seis anos depois da implementação da Lei Maria da Penha, que endureceu as
penas para agressores de mulheres, o principal desafio nas políticas de
combate à violência doméstica é a ampliação da rede de atendimento às
vítimas.

A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as mulheres
da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia
Internacional da Não Violência contra a Mulher, lembrado ontem, serve para
se reafirmar o enfrentamento do que chamou de "lamentável tragédia
brasileira e mundial".

"Acredito que (o principal desafio) é consolidar e expandir essa rede. As
delegacias especializadas, por exemplo, somam 375, que é muito pouco para o
tamanho do Brasil", disse. Para ela, além de poucas, as unidades são mal
distribuídas-só o Estado de São Paulo concentra um terço dessas delegacias.
Segundo a SPM, há ainda 115 núcleos de atendimento; 207 centros de
referência, que oferecem atenção social, psicológica e orientação jurídica;
72 casas-abrigo, 51 juizados especializados em violência domiciliar e 47
varas adaptadas.

Eleonora informou que o governo está renovando um pacto com os estados, que
prevê a implementação de medidas de proteção à mulher até 2016, como criação
de unidades de saúde para vítimas de violência sexual e ampliação do número
de órgãos do Judiciário que atuam com o tema. A violência contra mulheres no
Brasil causou aos cofres públicos, em 2011, gasto de R$ 5,3 milhões com
internações. O dado foi calculado pelo Ministério da Saúde a pedido da
Agência Brasil. Foram 5.496 mulheres internadas no Sistema Único de Saúde
(SUS) em decorrência de agressões. Além dessas, 37,8 mil mulheres entre 20 e
59 anos precisaram de atendimento no SUS por ter sido vítimas de algum tipo
de violência. O número é quase 2,5 vezes maior do que o de homens na mesma
faixa etária atendidos por esse motivo. (Agência Brasil)


TRIBUNA DA BAHIA - BA | DIA E NOITE 
LEI MARIA DA PENHA 
SUS interna 5,4 mil mulheres alvo de violência
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4642897
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4642897> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
642897
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
642897> >
Chamada de capa
A violência contra mulheres no Brasil provocou o internamento de 5.496
mulheres internadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no ano passado, em
decorrência de agressões.
A violência contra mulheres no Brasil provocou o internamento de 5.496
mulheres internadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no ano passado, em
decorrência de agressões. Além das vítimas internadas, 37,8 mil mulheres,
entre 20 e 59 anos, precisaram de atendimento no SUS por terem sido vítimas
de algum tipo de violência.
O número é quase 2,5 vezes maior do que o de homens na mesma faixa etária
que foram atendidos por esse motivo, conforme dados do Sistema de
Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A
violência contra a mulher, além da brutalidade, causou aos cofres públicos,
em 2011, um gasto de R$ 5,3 milhões somente com internações. O dado foi
calculado pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil.
A socióloga Wânia Pasinato, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência
da Universidade de São Paulo (USP), destaca que além dos custos financeiros,
há "enormes prejuízos sociais" gerados pela violência contra a mulher.
Ela citou estudos que indicam, por exemplo, que homens que presenciaram
cenas de violência doméstica durante a infância tendem a reproduzir, com
mais frequência características de dominação e agressividade em suas
relações afetuosas.
A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, que atua em projetos de
defesa dos direitos da mulher, Jacira Vieira de Melo, destacou que os
números confirmam que, apesar de a Lei Maria da Penha, criada há seis anos,
ser uma referência nacional e conhecida pela maioria da população, a
violência contra a mulher ainda é um grave problema social.
AMPLIAÇÃO - Seis anos depois da implementação da Lei Maria da Penha, o
principal desafio nas políticas de combate à violência doméstica é a
ampliação da rede de atendimento às vítimas, que inclui delegacias
especializadas, centros de referência, casas-abrigo, entre outros.
A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as mulheres
da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia
Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado ontem, é uma data
para se reafirmar o enfrentamento do que chamou de "lamentável tragédia
brasileira e mundial".


PANORAMA BRASIL | CIDADES
SECRETARIA DE MULHERES | LEI MARIA DA PENHA 
Ministra: ampliar rede de atendimento às vítimas de violência doméstica é o
atual desafio
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643791
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643791> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643791
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643791> >
Veja a matéria no site de origem
<http://www.panoramabrasil.com.br/cidades/ministra-ampliar-rede-de-atendimen
to-as-vitimas-de-violencia-domestica-e-o-atual-desafio-id98446.html
<http://www.panoramabrasil.com.br/cidades/ministra-ampliar-rede-de-atendimen
to-as-vitimas-de-violencia-domestica-e-o-atual-desafio-id98446.html> >
Chamada de capa

Eleonora Menicucci informou que, para expandir a rede, o governo está
renovando um pacto com os estados, que prevê a implementação de medidas de
proteção à mulher até 2016

Por: Agência Brasil

BRASÍLIA

Elza Fiúza/ABr

Ministra-chefe da SPM, Eleonora Menicucci

Seis anos depois da implementação da Lei Maria da Penha, que endureceu as
penas para os agressores das mulheres, o principal desafio nas políticas de
combate à violência doméstica é a ampliação da rede de atendimento às
vítimas, que inclui delegacias especializadas, centros de referência,
casas-abrigo, entre outros.

A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as mulheres
da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia
Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado hoje (25), é uma
data para se reafirmar o enfrentamento do que chamou de "lamentável tragédia
brasileira e mundial".

"Acredito que [o principal desafio] é consolidar e expandir essa rede. As
delegacias especializadas, por exemplo, somam 375, que é muito pouco para o
tamanho do Brasil", disse a ministra, acrescentando que, além de poucas,
essas unidades são mal distribuídas no país. Somente o estado de São Paulo
concentra um terço (125) de todas as delegacias especializadas de
atendimento à mulher.

De acordo com dados da Secretaria de Políticas para as mulheres, há ainda
115 núcleos de atendimento; 207 centros de referência, que oferecem atenção
social, psicológica e orientação jurídica às mulheres vítimas; 72
casas-abrigo, 51 juizados especializados em violência domiciliar e 47 varas
adaptadas.

Eleonora Menicucci informou que, para expandir a rede, o governo está
renovando um pacto com os estados, que prevê a implementação de medidas de
proteção à mulher até 2016, como a criação de unidades de saúde para vítimas
de violência sexual e ampliação do número de órgãos do Judiciário que atuam
com o tema, a exemplo de juizados especiais. Das 27 unidades da Federação,
já renovaram o pacto o Distrito Federal, Amazonas, Espírito Santo e a
Paraíba.

Neste ano, a SPM investiu cerca de R$ 30 milhões no enfrentamento à
violência doméstica contra a mulher.

A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, uma organização não
governamental que atua em projetos de defesa dos direitos da mulher, Jacira
Vieira de Melo, acredita que sem o incremento da rede assistencial será
impossível tirar do papel a Lei Maria da Penha.

"O Estado precisa dar respostas a essa situação. Nos municípios, por
exemplo, não existe um programa de atendimento integrado às vítimas. As
delegacias de defesa da mulher são poucas, não atendem 24 horas e ficam
distantes dos locais de atendimento psicossocial, que, além de
insuficientes, são desconhecidos da população", disse, enfatizando que o
medo ainda é apontado pela maioria das mulheres como principal razão para
não denunciarem os agressores.

JORNAL DO BRASIL ONLINE - RJ | PAÍS 
SECRETARIA DE MULHERES | LEI MARIA DA PENHA 
Ministra: desafio é ampliar atendimento às vítimas de violência doméstica
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643788
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643788> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643788
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643788> >
Veja a matéria no site de origem
<http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/11/25/ministra-desafio-e-ampliar-at
endimento-as-vitimas-de-violencia-domestica/
<http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/11/25/ministra-desafio-e-ampliar-at
endimento-as-vitimas-de-violencia-domestica/> >
Chamada de capa

Thais Leitão

Brasília - Seis anos depois da implementação da Lei Maria da Penha, que
endureceu as penas para os agressores das mulheres, o principal desafio nas
políticas de combate à violência doméstica é a ampliação da rede de
atendimento às vítimas, que inclui delegacias especializadas, centros de
referência, casas abrigo, entre outros.

A avaliação é da ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as mulheres
da Presidência da República (SPM), Eleonora Menicucci. Segundo ela, o Dia
Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado hoje (25), é uma
data para se reafirmar o enfrentamento do que chamou de "lamentável tragédia
brasileira e mundial".

"Acredito que [o principal desafio] é consolidar e expandir essa rede. As
delegacias especializadas, por exemplo, somam 375, que é muito pouco para o
tamanho do Brasil", disse a ministra, acrescentando que, além de poucas,
essas unidades são mal distribuídas no país. Somente o estado de São Paulo
concentra um terço (125) de todas as Delegacias Especializadas de
Atendimento à Mulher.

De acordo com dados da Secretaria de Políticas para as mulheres, há ainda
115 núcleos de atendimento; 207 centros de referência, que oferecem atenção
social, psicológica e orientação jurídica às mulheres vítimas; 72 casas
abrigo, 51 juizados especializados em violência domiciliar e 47 varas
adaptadas.

Eleonora Menicucci informou que, para expandir a rede, o governo está
renovando um pacto com os estados, que prevê a implementação de medidas de
proteção à mulher até 2016, como a criação de unidades de saúde para vítimas
de violência sexual e ampliação do número de órgãos do Judiciário que atuam
com o tema, a exemplo de juizados especiais. Das 27 unidades da Federação,
já renovaram o pacto o Distrito Federal, Amazonas, Espírito Santo e a
Paraíba.

Neste ano, a SPM investiu cerca de R$ 30 milhões no enfrentamento à
violência doméstica contra a mulher.

A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, uma organização não
governamental que atua em projetos de defesa dos direitos da mulher, Jacira
Vieira de Melo, acredita que sem o incremento da rede assistencial será
impossível tirar do papel a Lei Maria da Penha.

"O Estado precisa dar respostas a essa situação. Nos municípios, por
exemplo, não existe um programa de atendimento integrado às vítimas. As
delegacias de defesa da mulher são poucas, não atendem 24 horas e ficam
distantes dos locais de atendimento psicossocial, que, além de
insuficientes, são desconhecidos da população", disse, enfatizando que o
medo ainda é apontado pela maioria das mulheres como principal razão para
não denunciarem os agressores.



AGORA - RS | PAÍS 
LEI MARIA DA PENHA 
Disque 180 recebeu 47,5 mil denúncias de violência contra mulher
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643571
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
ia=4643571> > WEB
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643571
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=4
643571> >
Veja a matéria no site de origem
<http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=6&n=36405
<http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=6&n=36405
> >
Chamada de capa

Marcello Casal Jr/ABr

O casamento de mais de 20 anos não resistiu às constantes agressões verbais
e físicas. Geralmente motivados por ciúme de "amantes imaginários", os
ataque intensificaram-se ao longo dos últimos sete anos até que, há cerca de
um mês, a auxiliar de serviços gerais Marcela*, 39 anos, decidiu "dar um
basta à violência". Depois de ser ameaçada pelo marido com um facão, ela foi
até uma delegacia especializada de atendimento à mulher no Distrito Federal
e denunciou o pai de seus três filhos.

"Era uma humilhação muito grande, principalmente quando as agressões
ocorriam na frente dos meus filhos. Ele me xingava de tudo, de baleia, égua,
capeta. Mas foi quando ele me ameaçou com um facão que eu vi que poderia
virar uma tragédia maior. Decidi pedir ajuda", disse ela, que foi
encaminhada a uma casa-abrigo da região. O endereço do local, que faz parte
da rede de atendimento do governo do DF é mantido em sigilo.

Casos como o de Marcela são frequentes no Brasil. Segundo dados da
Secretaria de Políticas para mulheres, o Disque 180, que recebe denúncias e
oferece orientações às vítimas, registrou no primeiro semestre deste ano,
47,5 mil atendimentos com relatos de violência, sendo a maior parte (26,9
mil) de violência física.

Para vencer o medo, apontado por especialistas como principal razão para que
muitas mulheres deixem de denunciar agressores, Marcela disse que pensou nos
filhos. "Por muito tempo, eu aguentei aquela humilhação por causa deles.
Tinha medo de que sem o pai por perto, eles se metessem com a criminalidade
da área onde morávamos. Mas depois vi que, se eu morresse, seria muito
pior", disse. "Hoje, apesar de estar presa em um lugar sigiloso, me
refazendo, sinto que estou livre. Não vou me esconder por muito tempo. Estou
recebendo muito apoio lá dentro e em breve vou retomar minha vida",
acrescentou.

O medo de morrer também foi o que impulsionou a universitária Ana Barbosa*,
25 anos, a procurar uma delegacia para denunciar o homem com quem vivia há
dois anos e meio. Cansada dos xingamentos e dos "ataques de ciúmes", ela
fugiu de casa ferida e "quase sem força física" após sofrer tentativa de
sufocamento. "Ele tentou me matar, apertando meu pescoço com muita força. Eu
mal conseguia andar, mas fugi praticamente sem roupa e fui até a delegacia.
Não aguentava mais aquela situação, mas eu era apaixonada por ele e não
queria ficar longe", disse ela, que também foi encaminhada a uma casa-abrigo
no Distrito Federal. As mãos trêmulas, a voz embargada e as lágrimas nos
olhos ao falar do assunto são apenas algumas das consequências que o trauma
deixou. Mesmo sem saber como será a vida após deixar o local, ela garante
que não se arrepende. "Não me arrependo porque eu não tinha saída. Ele ia me
matar, estava transtornado. Ele costumava inventar histórias de traição e me
batia e xingava. Se eu não confirmasse as fantasias da cabeça dele e criasse
outros detalhes, ele me batia mais", disse.

* Os nomes utilizados na matéria são fictícios para preservar a identidade
das vítimas. 



Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Presidência da República
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