[Pactonacional] ENC: Ministra Eleonora aponta relação entre violência e HIV/aids em lançamento da campanha "Mulheres e Direitos"

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Quinta Outubro 11 10:56:19 BRT 2012



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De: SPMULHERES - SPM Imprensa 
Enviada em: quarta-feira, 10 de outubro de 2012 16:32
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Ministra Eleonora aponta relação entre violência e HIV/aids em
lançamento da campanha "Mulheres e Direitos"


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10/10 - Ministra Eleonora aponta relação entre violência e HIV/aids em
lançamento da campanha "Mulheres e Direitos"
 
Segunda fase da campanha apresenta depoimentos de vítimas de violência
domésticas portadoras de HIV/Aids, em filmes inéditos, traduzidos para o
Português, Inglês, Espanhol e, pela primeira vez, em Tikuna, idioma de 30
mil indígenas brasileiros
 
O lançamento da segunda edição da Campanha Mulheres e Direitos - Violência e
HIV contou com a presença da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de
Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), na tarde
dessa terça-feira (09/10), na Câmara dos Deputados, em Brasília, DF. A
campanha é mais um reforço para as mulheres portadoras de HIV/Aids na luta
contra o preconceito.
 
Tendo como eixo 'Violência e HIV', essa edição é resultado de uma parceria
entre a UNAIDS - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/ Aids, a
União Europeia, o UNFPA - Fundo de População das Nações Unidas, e a ONU
Mulheres - a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o
Empoderamento das Mulheres. A campanha conta ainda com o apoio da
Presidência da Câmara dos Deputados para o lançamento - que acontece hoje, a
partir das 16h30, em Brasília, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.
 
A ministra Eleonora Menicucci destacou que a SPM apoia essa campanha. "É
nosso compromisso aprofundar os direitos das mulheres em todas as suas
dimensões e, com a Lei Maria da Penha, temos uma lei para o enfrentamento e
total eliminação de qualquer tipo de violência doméstica". Acrescentou que
é, nesse espaço, onde são transmitidas as DST/Aids às mulheres, "no
casamento, onde elas escolheram um homem para ser seu parceiro, onde
deveriam ter segurança e proteção".
 
Garantia de direitos - Eleonora Menicucci assinalou que as mulheres devem
decidir o caminho que desejam para suas vidas, com direitos iguais aos dos
homens. A ministra lembrou que as mulheres do campo e das florestas,
especialmente as que se encontram em regiões de fronteiras precisam ser
ouvidas e de ações e políticas que garantam seus direitos. 
 
A embaixadora Ana Paula Zacarias, chefe da delegação da União Europeia no
Brasil, afirmou que "em 2011 demos prioridade à luta contra a violência às
mulheres, às crianças e adolescentes, e às populações vulneráveis, entre as
quais as populações indígenas". Salientou que a campanha fosse desenvolvida
numa perspectiva de impacto local, chegando às comunidades mais afastadas e
carentes, destacando os aspetos transversais da violência contra a mulher,
como as doenças sexualmente transmissíveis, notadamente o HIV/AIDS. "Este
tipo de ação conjunta e direcionada se torna imprescindível no âmbito do
combate à violência de gênero".
 
De acordo com o coordenador do UNAIDS no Brasil, Pedro Chequer, de modo
similar à violência homófobica, a violência contra a mulher é inaceitável e
deve ser coibida. "Além de violar direitos humanos básicos, em ambas as
circunstâncias, é fator acrescido de vulnerabilidade à infecção pelo HIV. A
existência de norma legal é necessária, mas não suficiente, para que se
possa alcançar um ambiente social favorável". Para Chequer, é imprescindível
a mobilização de modo permanente de toda a sociedade com vistas ao alcance
desse objetivo.
 
Desenvolvimento com direitos - O coordenador residente da ONU no Brasil,
Jorge Chediek, apontou que o desenvolvimento só é legítimo se estiver
acompanhado da expansão de direitos. "Nos associamos a uma iniciativa como
esta campanha por que sabemos que a construção de direitos é muito complexa,
principalmente quando se trabalha com questões culturais muito arraigadas na
sociedade". 
 
Para ele, apesar de o sistema de proteção da Lei Maria da Penha abranger
todo o território brasileiro, o fato de mais de 2,7 milhões de pessoas
ligarem para a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, mostra que a
violência doméstica contra a mulher é um problema sério. "A lei é apenas um
dos instrumentos para o enfrentamento a esse tipo de violência. Mas a
verdadeira solução é a mudança cultural".
 
Também participaram da solenidade a embaixadora da Guiné Bissau, Eugênia
Saldanha, e as deputadas federais Jandira Fregalli e Elcione Barbalho. 
 
Dados HIV/Aids - Segundo dados do governo federal, estima-se que mais de 630
mil pessoas vivam com HIV/Aids no Brasil. A cada cinco minutos, uma mulher é
agredida no país; a cada 2 horas, uma mulher é assassinada. Em 80% dos
casos, o agressor é o marido, companheiro ou namorado.
 
Um estudo realizado pela iniciativa Amazonaids, ONU e governo brasileiro, na
área indígena do Alto Solimões e Vale do Javari, examinou mais de 20 mil
indígenas. Foi encontrada uma taxa de prevalência de sífilis de 2,3% e de
HIV de 0,13%.
 
Campanha - A 'Campanha Mulheres e Direitos - Violência e HIV' tem como
objetivo principal contribuir para a conscientização da população brasileira
sobre redução da violência contra a mulher, promoção da equidade de gênero e
da saúde feminina. Para isso, ela disponibilizará produtos de divulgação
como spots de rádio, folder, DVDs, painéis de pano e filmes para TV. O
material estará disponível em Português, Inglês, Espanhol e, pela primeira
vez, também em Tikuna - idioma indígena falado por mais de 30 mil pessoas no
Brasil.
 
Essa inovação foi adotada em respeito aos direitos de cidadania e os povos
indígenas devem ser cada vez mais objeto de respeito cultural e do pleno
exercício do direito à informação em seu próprio idioma. Materiais
educativos em HIV também vêm sendo elaborados pela Unesco em outros idiomas
de povos indígenas do Alto-Solimões.
A campanha é co-financiada pelo Instrumento Europeu para a Promoção da
Democracia e os Direitos Humanos (IEDDH), mostrando o compromisso da União
Europeia com a promoção e proteção dos direitos humanos.
 
Filmes - Inspirados em casos reais, foram criados três filmes para
divulgação: o mais longo com dois minutos de duração e os outros dois, com
27" e 30". O filme de dois minutos é mais abrangente, mostrando situações
conceituais e depoimentos alternados de mulheres e homens. Nos filmes de
menor duração, os enfoques são separados por gênero. Os áudios dos filmes
também foram adaptados para veiculação em rádio.
 
Além do folheto informativo, que será distribuído para todos os estados
brasileiros, a campanha Mulheres e Direitos inovou ao criar, imprimir e
produzir mil painéis em pano com mensagens em português para divulgação. O
projeto conta ainda com uma tiragem de 200 painéis de pano na língua tikuna.
 

Assessoria de Comunicação Social 
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