[Pactonacional] ENC: Comida de menos ou comida demais?
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Outubro 22 15:41:39 BRST 2012
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De: SPMULHERES - SPMULHERES - Secretaria de Politicas para as Mulheres
Enviada em: segunda-feira, 22 de outubro de 2012 10:59
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Comida de menos ou comida demais?
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De: ascom em consea.planalto.gov.br [mailto:ascom em consea.planalto.gov.br]
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Assunto: Comida de menos ou comida demais?
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19 de outubro de 2012
Comida de menos ou comida demais?
Selvino Heck
Deu no jornal, na Semana Mundial da Alimentação: "Outro problema de país
rico: o número de obesos cresce há seis anos. Saltou de 11,4%, em 2006, para
15,8% em 2011, segundo o Ministério da Saúde, que culpa os novos hábitos
alimentares dos brasileiros por esse aumento" (O Globo, 16.10.12, p. 21).
Em sua última reunião, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Consea) discutiu o Plano Intersetorial de Prevenção e Controle
da Obesidade - Promovendo modos de vida e alimentação adequada e saudável
para a população brasileira, proposta pela Câmara Interministerial de
Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), que reúne 19 ministérios, sob
coordenação do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS),
e formulado com participação do Consea e da Organização
Panamericana/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).
Na apresentação do plano diz-se o seguinte: "As pesquisas do Ministério da
Saúde apontam que a cada ano a prevalência de obesidade, entre adultos
brasileiros, cresce cerca de 0,8% ao ano. Ao todo são 75 milhões de
brasileiros que já apresentam algum grau de sobrepeso e de obesidade, dentre
eles 5,7 milhões de crianças entre 5 e 9 anos, o que representa 01 em cada
03 crianças nessa idade. A obesidade interfere na qualidade de vida do
indivíduo e das coletividades, além de ser um forte fator de risco para o
desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes,
doenças cardiovasculares e câncer. A determinação do sobrepeso e da
obesidade é multifatorial e social. Está relacionada à má alimentação, aos
modos de comer e de viver da atualidade e também, preponderandemente, ao
sistema alimentar vigente no país".
Em 2003, o presidente Lula colocou como prioridade máxima de seu governo o
combate à fome e à miséria, lançando o Fome Zero. Em 2011, a presidenta
Dilma lançou o Brasil Sem Miséria, para acabar com a extrema pobreza até o
fim de 2014.
Agora, "o governo brasileiro, por meio da Caisan, apresenta um Plano
Intersetorial para o enfrentamento deste cenário epidemiológico do sobrepeso
e da obesidade, configurado como um problema social com dimensões morais e
repercussões na saúde e na qualidade de vida do indivíduo, pautado em 6
grandes eixos de ação: 1. Disponibilidade e acesso a alimentos adequados e
saudáveis; 2. Educação, comunicação e informação; 3. Promoção de modos de
vida saudáveis nos ambientes/territórios; 4. Vigilância alimentar e
nutricional e das práticas de atividade física da população; 5. Atenção
integral à saúde do indivíduo com excesso de peso/obesidade; 6. Regulação e
controle da qualidade e inocuidade dos alimentos".
Completa-se assim um conjunto de programas, planos e ações, articulados com
políticas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o incentivo à agricultura familiar,
entre tantos outros. Em 2011, foi lançado o 1º Plano Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional 2012-2015, com diretrizes, objetivos e metas. Em
breve será lançado o Planto Intersetorial de Prevenção e Controle da
Obesidade e até março de 2013 deverão estar concluídos a Política e o Plano
Nacionais de Agroecologia e Produção Orgânica.
A fome, que continua existindo no mundo e em função da crise econômica vem
aumentando nos países ricos, o crescimento acelerado da obesidade,
aparentemente contraditórios, são resultado de um mesmo projeto de
desenvolvimento. São faces da mesma moeda, de valores baseados na
desigualdade social e econômica, no consumismo desvairado, no descuidado com
o planeta terra. Os alimentos produzidos são mais que suficientes para
todos. São mal distribuídos, por um lado. Por outro, são apenas fonte de
lucro. Felizmente, o Brasil está tomando outro caminho, fazendo políticas
públicas com participação social. "País rico é país sem pobreza" é a
prioridade do governo da presidenta Dilma.
Da minha parte, vou ter que tomar algumas providências. Nunca passei fome
nem sou obeso. Mas aos 61, a barriguinha, a falta de cuidados alimentares,
os poucos exercícios regulares como caminhadas - a bicicleta está parada em
casa -, às vezes uns tragos a mais, trazem consequências e fazem seus
estragos. Não custa nada cuidar-se, cuidando assim também dos que nos
cercam, do meio ambiente e do futuro. E avisei aos manos Elma e Marino, que
plantam hortifrutigranjeiros e os vendem na Feira do Produtor em Venâncio
Aires: é hora de acabar com venenos nas verduras, frutas e legumes.
O amanhã não espera. Ele é feito por nós.
Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da
República e secretário executivo da Comissão de Agroecologia e Produção
Orgânica
Opiniões e conceitos emitidos em artigos assinados não expressam
necessariamente a posição institucional do Conselho. A veiculação tem o
objetivo de estimular o debate sobre temas de interesse do Consea,
respeitando as linhas de pensamento e o pluralismo de ideias.
Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3279 / 3483
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