[Pactonacional] ENC: artigo "Fim dos homens", um modo de dizer
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Setembro 25 19:21:28 BRT 2012
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De: Nilza do Carmo Scotti
Enviada em: terça-feira, 18 de setembro de 2012 16:47
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: artigo "Fim dos homens", um modo de dizer
VALOR ECONÔMICO -SP | EU E CULTURA
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"Fim dos homens", um modo de dizer
Por Sheelah Kolhatkar
Formato A4: PDF
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Chamada de capa
Por Sheelah Kolhatkar | Bloomberg Businessweek
Divulgação / DivulgaçãoRosin acredita que a economia em transformação
favorece as mulheres
Em 29 de agosto, um protesto irrompeu na convenção republicana, em Tampa,
nos Estados Unidos, durante o discurso do candidato a vice-presidente Paul
Ryan. Duas mulheres se levantaram e começaram a gritar: "Um corpo, minha
escolha!" Foi um momento breve, mas intenso., que parecia saído dos comícios
"Take Back the Night" (reconquiste a noite), em defesa dos direitos das
mulheres, nos anos 70. O protesto foi rapidamente abafado pela resposta da
multidão de republicanos presentes: "USA! USA!" - e as mulheres, retiradas
do estádio.
É uma cena que vale a pena recordar quando se lêem artigos sobre uma suposta
"mancession" (mistura das palavras homem e recessão, em inglês). Um paraíso
dominado pelas mulheres - ou mesmo um em que qualquer mulher tenha acesso a
ambientes de trabalho livres de assédio ou a licença-maternidade paga -
ainda parece algo remoto. Um dos dois grandes partidos políticos apresenta
uma plataforma que retiraria direitos pelos quais as mulheres lutaram há
décadas. Paul Ryan opõe-se publicamente ao projeto de lei que trata da
diferença salarial entre homens e mulheres - elas ganham US$ 0,77 para cada
US$ 1 dos homens. De acordo com Hanna Rosin, no entanto, "o fim" dos homens
está próximo.
O título do livro de Rosin provocou risadas descontroladas entre homens que
o viram em jantar de que participei. Riam quanto quiserem, há evidências de
sobra do declínio masculino em todos os cantos da vida, poderia rebater
Rosin. Jornalista e escritora talentosa, Rosin explorou a ideia
primeiramente em reportagem de capa da revista "The Atlantic"; os argumentos
parecem programados para causar furor entre comentaristas da internet e
especialistas. Seja a partir dos vários casais observados por Rosin em todo
país, nos quais o marido não paga as contas da casa e a mulher tem um
trabalho estável, ou das enxurradas de mulheres em profissões de altos
salários antigamente dominadas por homens ou, ainda, do número cada vez
maior de empresas do Vale do Silício que oferecem flexibilidade no trabalho
para executivos com filhos, Rosin acredita que a atual economia em
transformação favorece as mulheres e os talentos e habilidades que podem
oferecer.
Já foi bem documentado que a recente recessão atingiu com mais força áreas
de trabalho tradicionalmente masculinas. A construção civil, a indústria e,
por certo tempo, o setor financeiro encolheram, encabeçando a perda de 7,5
milhões de empregos, 75% dos quais pertenciam a homens. O persistente
desemprego no longo prazo deixou muitas famílias de ponta-cabeça: o marido
sem emprego e caindo em desânimo, enquanto a mulher veste sua meia-calça e
paga as contas. As mulheres, hoje, representam 60% dos formados em
faculdades; e a maioria das profissões com previsão de maior expansão nos
próximos dez anos tem predominância de mulheres, como enfermagem,
contabilidade, ensino e atendimento a crianças.
"O que é valorizado na nova economia da informação e de serviços é a
inteligência social, comunicação aberta e habilidade de concentrar-se o
tempo suficiente para conseguir as qualificações necessárias - áreas em que
as mulheres são pelo menos iguais aos homens e, de várias formas, se
sobressaem", escreve Rosin.
São observações respeitáveis e muitas vezes fascinantes, que Rosin explora
profundamente, ainda que às vezes com certa dose de exagero. Ainda assim, na
maioria das áreas que realmente contam - nas quais dinheiro e poder estão
concentrados - os homens continuam com predominância avassaladora. As
mulheres ocupam pouco menos de 17% dos assentos no Congresso. Apenas 3,8%
das empresas da lista "Fortune 500" têm mulheres como executivas-chefes,
proporção que mal variou nos últimos anos. Em Wall Street, onde estão os
salários realmente altos, o que se continua a ver é um mar de homens.
The End of Men"
Hanna Rosin. Editora: Riverhead. 320 págs., US$ 27,95
Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
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