[Pactonacional] ENC: SPM mídia: entrevista secretária Tatau ao G1 - PEC das Domésticas
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Abril 1 08:51:59 BRT 2013
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: segunda-feira, 1 de abril de 2013 08:49
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: entrevista secretária Tatau ao G1 - PEC das Domésticas
01/04/2013 07h47 - Atualizado em 01/04/2013 07h47
PEC dá mais direitos às domésticas, mas informais ainda são maioria
Pesquisador do Ibre/FGV diz que informalidade deve aumentar com lei.
Secretaria de Políticas para Mulheres e sindicato apostam em regularização.
Simone CunhaDo G1, em São Paulo
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Aprovada na última terça-feira (26) pelo Senado, a chamada PEC das
domésticas dá mais direitos aos profissionais da categoria. Segundo dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, a
maioria desses trabalhadores ainda está na informalidade.
De cada dez trabalhadores domésticos, só três tinham registro na carteira de
trabalho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad)
de 2011. A taxa de informalidade entre esses empregados chega a 69%, e é
ainda mais alta entre as mulheres, que são mais de 93,6% deste mercado. Para
elas, a informalidade é de 70,7%, contra 53% entre os homens.
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Os dados levam em conta trabalhadores como motoristas, cuidadores,
empregadas mensalistas e até as diaristas, formando um universo de 6,6
milhões de trabalhadores.
Segundo o Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos de São Paulo
(Sindoméstica-SP), a informalidade entre as mensalistas alcança 63%, sendo
que as outras 47% têm registro em carteira.
"É um dos setores com mais informalidade da economia, com certeza", diz o
professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas
(Ibre/FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho.
A informalidade é ainda mais acentuada na região Nordeste, onde apenas 14%
das domésticas têm carteira assinada, contra 36% no Sudeste.
Entre 2001 e 2011, a taxa de formalização entre as domésticas cresceu 31,8%,
enquanto o número de trabalhadores domésticos cresceu 11,95%. Entre 2009 e
2011, a taxa subiu apenas 3 pontos percentuais, de 26,4% para 29,3%, uma
diferença considerada pequena pela Secretária Nacional de Avaliação de
Políticas e Autonomia Econômica das Mulheres, da Secretaria de Políticas
para as Mulheres da Presidência da República, Tatau Godinho.
Maior ou menor formalização?
Tatau acredita, no entanto, que a formalização irá aumentar com a PEC das
Domésticas.
"A expectativa é que a legislação eleve a formalização porque avaliamos que
há um aumento do reconhecimento na sociedade brasileira de que isso é um
direito", diz Tatau. "Não acredito que vai diminuir, até porquê quem está
com muito medo é porque não cumpre os que elas já têm hoje.
Mesma opinião tem a presidente do Sindoméstica-SP, Eliana Gomes Menezes:
"deve melhorar porque o patrão vai respeitar mais os empregados. Hoje mesmo,
diversas pessoas vieram tirar dúvidas sobre como formalizar", afirma.
Mas o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre, acredita que a
PEC das Domésticas
<http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/03/veja-o-passo-pass
o-para-ter-uma-empregada-domestica-legalizada.html
<http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/03/veja-o-passo-pass
o-para-ter-uma-empregada-domestica-legalizada.html> > vai elevar o grau de
informalidade no mercado por conta da elevação dos custos trabalhistas.
"Sobre a lei, o que se observa é que ela tende a aumentar a informalidade,
possivelmente vai haver uma troca (de domésticas para diaristas), substitui
um tipo por outro. O governo vai antecipar um processo natural, já que esse
trabalho estava sendo reduzido, mas ia demorar alguns anos", diz Barbosa.
O salário médio dos trabalhadores domésticos está aumentando em ritmo
elevado, entre 2009 e 2011, segundo a PNAD. A alta foi de 18% para os
trabalhadores com carteira assinada e 29,7% para os sem carteira.
O pesquisador, que desenvolve o Índice de Economia Subterrânea (IES) em
parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), acredita
que o ajuste não será imediato; deve acontecer gradativamente.
Para a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República,
já há diminuição do número de trabalhadoras domésticas no país, em parte
porque as mulheres buscam outras formas de trabalho e em parte porque as
famílias estão se organizando de outra maneira.
Citando a redução de 12% para menos de 3% no número de empregadas domésticas
que moravam na casa em que trabalham, entre 1995 e 2009, Tatau Godinho vê
uma "mudança brutal das relações de trabalho, da vida domestica, divisão do
trabalho entre mulheres e homens". "A sociedade vai aprendendo a convier com
relação que não é servil, é de trabalho".
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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