[Pactonacional] ENC: Acusado de homicídio dá nova versão do crime

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Abril 2 19:18:14 BRT 2013



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De: Nilza do Carmo Scotti 
Enviada em: terça-feira, 2 de abril de 2013 10:03
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Acusado de homicídio dá nova versão do crime 

JORNAL DE BRASÍLIA - DF | CIDADES 
LEI MARIA DA PENHA 
Acusado de homicídio dá nova versão do crime 
Formato A4: PDF <exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5864023> WEB
<exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5864023> 
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04.pdf
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04.pdf> > 
Chamada de capa 
Isa Stacciarini, Luís Augusto Gomes e Patrícia Fernandes
redacao em jornaldebrasilia.com <mailto:redacao em jornaldebrasilia.com>  .br Réu
confesso do assassinato da professora Christiane Silva Mattos, de 37 anos,
Walisson Santos Lemos, 24 anos, deu uma nova versão do crime à polícia. Em
depoimento, disse que estava em busca de uma vítima para cometer um roubo,
em um shopping do Setor Comercial Sul. A abordagem teria ocorrido no
estacionamento do centro comercial. Ele assegura que só queria roubá-la. 
No primeiro depoimento, quando foi preso, na quinta-feira, o suspeito
relatou que havia surpreendido Christiane no Parque da Cidade. 
Mas, agora, versão é bem diferente e bem mais próxima da verdade, segundo a
polícia. Walisson afirmou que estava desesperado por ter sido demitido do
emprego de repositor de supermercado, e saiu para distribuir currículos em
shoppings. 
Preocupado com as despesas do filho, teria decidido, naquele momento,
praticar um roubo para conseguir dinheiro. 
ABORGAGEM 
Ele contou que tentou abordar uma outra pessoa antes de Christiane, mas
desistiu quando passou um vigilante. No entanto, permaneceu atrás de uma
pilastra até que a pedagoga chegou. 
A professora teria sido surpreendida depois de guardar as compras e abrir a
porta do motorista para ligar o carro. O suspeito teria entrado e sentado no
banco do passageiro. Portando um celular, ele fingiu estar armado e anunciou
o assalto. Determinou que a vítima fosse a um lugar seguro e mandou seguir
para o Parque da Cidade. No local, teria afirmado que queria dinheiro.
Christiane disse que só tinha R$ 15. O suspeito pegou o valor e quando
deixava o carro, a vítima teria reagido e começado a gritar. Neste momento,
o homem teria estrangulado-a. Antes de fugir, retirou a aliança do dedo
dela. 
Intenção inicial do autor ainda não está clara Segundo a delegada Mabel
Farias, da 1ª DP (Asa Sul), o suspeito reiterou a versão de latrocínio
(roubo seguido de morte). Ele teria matado por ter se assustado . "Ele disse
que segurou o pescoço dela e trouxe para o lado dele. Quando a soltou, ela
estava mole. Não há dúvidas quanto à autoria do crime. Ainda não sabemos
qual a intenção inicial dele. É isso o que estamos investigando", diz. 
A possibilidade de um relacionamento entre o suspeito e a vítima já foi
descartada pela polícia, mas o mistério continua. Uma testemunha relatou que
horas antes do homicídio, avistou os dois dentro de um carro na 102 do
Sudoeste. Mas o veículo era outro. 
A testemunha contou que resolveu alertá-los sobre o perigo de ficar dentro
do veículo, uma vez que já tinha sido vítima de assalto. E no dia seguinte,
quando soube da morte, ficou assustada por acreditar que se tratava da mesma
pessoa. 
Família quer justiça 
O desespero e a comoção são os sentimentos que pairam na Escola Classe 204
Sul, onde Christiane trabalhava. Ontem, o marido da professora encontrada
morta foi até o local concluir algumas questões administrativas pendentes.
De acordo com Marcos Mattos, a expectativa é de que a justiça seja feita. "É
um momento muito doloroso. Esperamos que ele pague pelo que fez. Em breve, a
polícia deve dar novos esclarecimentos sobre o caso", declarou. 
Segundo ele, a família passa por um momento delicado. "M inha filha chora
todos os dias chamando a mãe, pois ainda não entende o que aconteceu. Ela
acha que ela irá voltar", disse. 
Marcos conta que o apoio dos familiares tem sido essencial durante esse
momento. "Estamos juntos para superarem esse momento doloroso", afirma. 
O irmão de Marcos, Alexandre de Souza, tem a esperança de que a volta à
rotina ajude as crianças a superar a situação. "Na quarta, eles já voltam à
escola. Acredito que será bom ter contato com os coleguinhas nesse momento",
afirma. Ele conta que todos estão apreensivos com a decisão da Justiça, caso
Walisson seja libertado. "Ele já foi indiciado duas vezes pela Lei Maria da
Penha. 
A prisão dele é uma garantia de segurança para a sociedade", declara. 
Alexandre conta que o irmão ainda não sabe qual será o futuro da família.
"Nós somos do Rio de Janeiro. Ele ainda está analisando se fica em Brasília
ou se muda para o Rio. Ele não pretende continuar na mesma casa", detalha 
Agressões em ficha criminal 
Walisson já foi indiciado duas vezes pelo crime relativo à Lei Maria da
Penha, em junho do ano passado e em novembro de 2010. A ocorrência recente é
sobre injúria, ameaça e perturbação de tranquilidade. A vítima, de 24 anos,
namorada do irmão de Walisson, foi alvo de ameaças e agressões verbais por
parte do ex-companheiro e do ex-cunhado. 
De acordo com o depoimento da vítima à polícia, após as injúrias, os autores
teriam a ameaçado de morte. O episódio aconteceu na frente de alguns
familiares, como a irmã e a mãe da vítima, que serviram como testemunhas do
caso. Na época, a vítima recebeu medida protetiva decretada pela Justiça. Os
acusados negaram o crime. 
A mãe da vítima, uma dona de casa de 59 anos, está perplexa desde que soube
das suspeitas da morte da professora. "É um choque para todos nós, que nunca
esperávamos isso. De repente a pessoa se transforma em um monstro",
ressalta. 
Já em 2010, Walisson foi indiciado por ameaça a uma jovem de 23 anos, com
quem tem um filho. A vítima compareceu à 33ª Delegacia de Polícia, em Santa
Maria, e comunicou que o ex-companheiro teria a ameaçado de morte, além de
ter puxado pelos cabelos após um desentendimento de reconciliação conjugal. 
Na casa de Walisson, o clima é de silêncio. A reportagem tentou conversar
com a mãe do rapaz, mas ela se limitou a afirmar que "não havia nada a
dizer". Por telefone, o irmão do suspeito disse que a família foi instruída
pelo advogado a não prestar informações à imprensa. 
DEPOIMENTOS 
A polícia continua em busca de provas para esclarecer o crime. Novas
testemunhas devem ser intimadas a prestar depoimento. Alessandra Lopes,
amiga de Christiane e diretora da escola onde a vítima trabalhava, foi
ouvida ontem. Ela afirmou não acreditar na possibilidade de a colega
conhecer o bandido. A diretora disse que Christiane tinha o tempo dedicado
exclusivamente aos alunos e à família. 
A diretora conta sobre sua relação com Christiane: "Nos conhecemos há muitos
anos. Saíamos juntas, eu dormia na casa dela direto. Ela era um anjo e com
certeza está iluminando o céu", diz. De acordo com ela, o momento é de
superação. "Va i ser difícil para todos. Ela era uma professora muito amada
e participativa. Os alunos a adoravam. Vai ser muito difícil para todos
nós", lamenta. 
INDICIAMENTO 
Walisson foi indiciado por homicídio qualificado, praticado por motivo
fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa à vítima. No entanto, a
delegada Mabel Farias afirma que nada impede que a tipifica- ção seja mudada
para latrocínio, caso haja elementos para tanto. 
Mabel tem dez dias para relatar o inquérito e encaminhá-lo ao Judiciário. No
entanto, o prazo pode ser prorrogado. Ela pede a quem obtiver alguma
informação sobre o suspeito, que telefone para os nú- meros 3426-4900 ou 197


Nilza Scotti
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