[Pactonacional] ENC: Desigualdade cai, mas ainda continua elevada

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Fevereiro 1 11:51:52 BRST 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 08:06
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Desigualdade cai, mas ainda continua elevada

O GLOBO - RJ | ECONOMIA 
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Desigualdade cai, mas ainda continua elevada
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A histórica desigualdade brasileira caiu pouco em uma década. O levantamento
do IBGE dos últimos dez anos do mercado de trabalho mostrou que desigualdade
de renda entre negros e brancos ficou menor, mas os negros ainda ganham
somente 53,1% do salário dos brancos. Há dez anos, o salário correspondia a
48,4%.Entre as mulheres, o avanço a passos lentos se repete, mas numa
situação melhor.

Em 2012, o salário feminino representava 72,7% do rendimento masculino. Em
2003, essa relação era de 70,8%. A taxa de desocupação das mulheres (6,8%)
também era superior à taxa de desemprego dos homens (4,4%) no fim do ano
passado. O desemprego é ainda pior para mulheres negras ou pardas, ficando
em 8,1% em 2012.

Essa situação com a mulher avançando no mercado de trabalho. O nível de
ocupação feminina (parcela de ocupadas em relação à população em idade
ativa) passou de 45,3% em 2011 para 46% em 2012, enquanto para os homens
esse indicador ficou praticamente inalterado: de 63,4% para 63,7%.

A desigualdade também aparece entre as regiões metropolitanas. Em São Paulo,
por exemplo, 53,1% dos trabalhadores têm carteira de trabalho assinada,
percentual que é de 50,5% em Porto Alegre, mas de apenas 44,4% em Recife e
de 44,1% no Rio.

Para Cimar Azeredo, do IBGE, as desigualdades continuam altas pois são
causadas por questões culturais e sociais, não apenas econômicas.

- Apesar de mais estudo que os homens, na média, a taxa de desemprego da
mulher é superior. (Henrique Gomes Batista)

Recordes no trabalho
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Desemprego de 5,5% em 2012 é o menor em 10 anos. Renda subiu 4,1%, maior
alta na década

Henrique Gomes Batista

Leo Martins

apesar do PIBINHO

O morno desempenho econômico de 2012 - quando o Brasil deve ter crescido
cerca de 1% apesar de todos os estímulos - não afetou fortemente o mercado
de trabalho: o desemprego, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do
IBGE, fechou o ano em 4,6% em dezembro, menor resultado mensal para a
pesquisa iniciada em 2002. O número é ligeiramente inferior ao registrado em
novembro (4,9%) e em dezembro de 2011 (4,7%). A média do desemprego do ano
passado também é um piso histórico: 5,5%, contra 6% em 2011. O ano de 2012
apresentou alta do rendimento e da formalização de emprego nas seis regiões
metropolitanas pesquisadas pelo instituto (São Paulo, Rio, Belo Horizonte,
Recife, Salvador e Porto Alegre).

O total de ocupados nas seis regiões chegou a 22,956 milhões de pessoas no
ano passado, uma alta de 2,2% frente a 2011. O rendimento médio no ano foi
estimada em R$ 1.793,96, o que correspondeu a um crescimento de 4,1%, em
relação a 2011, motivado principalmente pela alta do salário mínimo, de 14%.
Foi a maior alta em dez anos. No ano anterior, a subida do rendimento havia
sido de 2,7%

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, afirma que o
ano de 2012 apresentou resultados mais modestos que em 2011. Em parte,
explica, isso se deve à menor atividade econômica e à comparação com 2011,
ano bom para o mercado de trabalho, ainda sob o efeito da recuperação da
crise de 2008 e 2009. Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE, afirma que o
crescimento menor da economia em 2012 não retraiu o mercado de trabalho:

- Não houve, de maneira alguma, deterioração do mercado de trabalho no ano
passado. O que vimos, no máximo, foi um ritmo menor no crescimento do
emprego formal e do nível de ocupação - disse.

Dezembro mais "frio" que o ano

Mas os dados de dezembro vieram piores que o esperado pelos analistas. A
variação da taxa do desemprego foi considerada estatisticamente estável e
foi obtida principalmente por uma redução na procura por emprego, algo comum
no fim do ano. O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 1.805, valor
0,9% inferior ao de novembro de 2012. Azeredo afirmou que apenas com os
dados de janeiro será possível saber se o mercado de trabalho continua
evoluindo ou se haverá uma certa acomodação. Ele afirmou ainda que é cedo
para falar em pleno emprego no país:

- A pesquisa trata apenas de seis regiões metropolitanas e que, mesmo entre
elas, há muitas diferenças. E temos ainda um contingente muito grande de
trabalhadores sem carteira assinada, sem proteção previdenciária, com baixa
escolaridade e renda, não acho correto falar de pleno emprego.

O economista José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio, afirma que a
retração da renda em dezembro deve ter sido causada principalmente pela
aceleração da inflação. Ele acredita que o país já está vivendo o pleno
emprego - pois a renda do trabalho cresce em velocidade superior à da
produtividade. Para ele, o mercado de trabalho em expansão mesmo com a
economia fraca vem da alta do setor de serviços, que demanda mais
trabalhadores que a indústria, por exemplo, e que está crescendo em
velocidade superior ao total da economia. Ele também diz que a oferta de mão
de obra e a demanda devem continuar crescendo, o que dá margem para taxas de
desemprego ainda mais baixas em 2013.

- O resultado foi um pouco aquém do esperado em dezembro, mas a taxa está
muito baixa e tende a ficar neste patamar.

Caio Martins, economista da LCA Consultores, também credita ao setor de
serviços e comércio a alta do emprego, além da manutenção de postos na
indústria. Ele alega que o setor não quer dispensar funcionários pelos altos
custos das demissões e por temer ficar sem pessoal, se a economia crescer de
forma vigorosa. Ele estima que o desemprego em 2013 vai ficar em 5,3%.

O comércio continua contratando forte. A rede de supermercado Superprix está
abrindo lojas e contratando 350 pessoas, como Beatriz Brás, de 18 anos, que
conseguiu seu primeiro emprego. Nessa leva de contratações entrou também
Míriam de Oliveira, que estava procurando um posto há cinco meses e que se
surpreendeu com a velocidade da recolocação, mas lembrou que os empregadores
estão cobrando mais qualificação.

- Não basta agora ter apenas experiência, estamos exigindo mais cursos na
hora de contratar - diz Miriam.

Em 10 anos, renda sobe 27,2%

O IBGE também divulgou ontem um estudo comparativo dos primeiros dez anos de
PME. Na década, o total de desempregados caiu de 2,608 milhões de pessoas em
2003 para 1,338 milhões em 2012. A média de horas trabalhadas por semana
passou de 41,3 em 2003 para 40,3 horas. Também aumentou o percentual de
trabalhadores que contribuem para a previdência: passou de 61,2% em 2003
para 72,8% em 2012. No período, o setor de serviços foi o que mais ganhou
peso: passou de 13,4% em 2003 para 16,2% em 2012. O setor de comércio,
contudo, ainda lidera com 18,7% dos trabalhadores. A renda média do
trabalhador no período cresceu 27,2%, já descontada a inflação.

DESIGUALDADE CAI, MAS AINDA CONTINUA ELEVADA

A histórica desigualdade brasileira caiu pouco em uma década. O levantamento
do IBGE dos últimos dez anos do mercado de trabalho mostrou que desigualdade
de renda entre negros e brancos ficou menor, mas os negros ainda ganham
somente 53,1% do salário dos brancos. Há dez anos, o salário correspondia a
48,4%.

Entre as mulheres, o avanço a passos lentos se repete, mas numa situação
melhor. Em 2012, o salário feminino representava 72,7% do rendimento
masculino. Em 2003, essa relação era de 70,8%. A taxa de desocupação das
mulheres (6,8%) também era superior à taxa de desemprego dos homens (4,4%)
no fim do ano passado. O desemprego é ainda pior para mulheres negras ou
pardas, ficando em 8,1% em 2012. Essa situação com a mulher avançando no
mercado de trabalho. O nível de ocupação feminina (parcela de ocupadas em
relação à população em idade ativa) passou de 45,3% em 2011 para 46% em
2012, enquanto para os homens esse indicador ficou praticamente inalterado:
de 63,4% para 63,7%.

A desigualdade também aparece entre as regiões metropolitanas. Em São Paulo,
por exemplo, 53,1% dos trabalhadores têm carteira de trabalho assinada,
percentual que é de 50,5% em Porto Alegre, mas de apenas 44,4% em Recife e
de 44,1% no Rio.

Para Cimar Azeredo, do IBGE, as desigualdades continuam altas pois são
causadas por questões culturais e sociais, não apenas econômicas.

- Apesar de mais estudo que os homens, na média, a taxa de desemprego da
mulher é superior. (Henrique Gomes Batista)




Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
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