[Pactonacional] ENC: Adolescente atacada com golpes de machado se recupera no Afeganistão (Mundo)

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Fevereiro 1 11:52:13 BRST 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 08:39
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Adolescente atacada com golpes de machado se recupera no
Afeganistão (Mundo)

ZERO HORA ONLINE | 
LEI MARIA DA PENHA 
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Adolescente atacada com golpes de machado se recupera no Afeganistão (Mundo)
Veja a matéria no site de origem
<http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/01/adolescente-atacada
-com-golpes-de-machado-se-recupera-no-afeganistao-4029272.html
<http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/01/adolescente-atacada
-com-golpes-de-machado-se-recupera-no-afeganistao-4029272.html> >
A jovem Gul Meena foi atacada pelo próprio irmão depois de ter supostamente
desonrado a família
A jovem Gul Meena foi atacada pelo próprio irmão depois de ter supostamente
desonrado a família 

Cabul, Afeganistão - Os pontos e curativos já se foram, mas as cicatrizes
percorrem uma das faces da garota, sua bochecha e atrás de sua orelha: um
testemunho marcante do ataque brutal ao qual ela mal sobreviveu três meses
atrás. Quando a garota, Gul Meena, está perto de outras pessoas, mesmo
aquelas que ela conhece no abrigo onde mora hoje, ela puxa um véu sobre o
lado danificado de seu rosto, frequentemente tocando-o delicadamente e
prendendo o fôlego. - Dói - ela disse baixinho. O homem que acertou o
machado várias vezes sobre seu rosto e pescoço era seu irmão, de acordo com
seus vizinhos e a polícia afegã. O motivo dele, pelo que se pode deduzir dos
depoimentos das pessoas que conheciam a família, era que Gul Meena havia
desonrado a família ao fugir com um homem com o qual ela não era casada. O
que tornou seu notável crime pior - e, ao olhos de algumas pessoas, tornou
necessária a "matança honrosa" - foi que ela, mal saída da infância, era
casada, disseram os parentes e as pessoas da vila. Com os pequenos e magros
punhos de uma criança e com grandes olhos tristes, as emoções de Gul Meena
alternavam entre um sorriso ocasional e um olhar distante e solene, enquanto
ela se refugiava dentro de si mesma. Enquanto os médicos que a atenderam na
primeira vez que ela foi ao hospital acharam que ela tinha 20 anos, agora
sem os curativos, ela parece muito mais jovem. As pessoas que cuidam dela no
abrigo em Cabul acham mais provável que ela tenha apenas 16. Ao falar com as
pessoas, às vezes, ela parece confusa, mesmo surpresa com sua situação, como
uma pessoa que acorda pela primeira vez em um lugar novo e não se lembra de
como chegou até lá. - Eu não sei como isso aconteceu comigo - ela disse
enquanto passava o dedo indicador nas cicatrizes em relevo. Nem os médicos
nem os atendentes do hospital que a viram nos dias e até nas semanas depois
de ter sido levada ao hospital no leste do Afeganistão no final de setembro
- com o cérebro saindo do crânio - acharam que ela iria sobreviver, muito
menos recobrar a habilidade de andar, lavar-se, comer e falar. O cirurgião
que a atendeu pela primeira vez disse que não ter certeza de que ela
recobraria suas habilidades motoras algum dia. Ela se lembra de onde vem sua
família, e fala disso o tempo todo: ela tem quatro irmãos e duas irmãs, e
eles cresceram na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. No lado do
Afeganistão, a área fica no distrito de Naray, na província de Kunar; no
lado do Paquistão, está em Chitral. No entanto, ela diz não se lembrar do
motivo do ataque. Ela não tem lembrança nenhuma de ter fugido de casa ou de
ter ido com um homem que não era seu marido para a província de Nangarhar,
onde seu irmão a encontrou dez dias depois. - Nós a levamos a um
conselheiro, mas nós não queremos forçá-la - disse Manizha Naderi, diretora
executiva do mulheres pelas mulheres Afegãs, um grupo de direitos humanos
que dirige o abrigo que está cuidando dela - Ela diz coisas diferentes em
momentos diferentes. No começo ela dizia que era casada e tinha quatro
filhos, agora ela diz que nunca foi casada. Perdas de memória depois de
eventos traumáticos é uma resposta vista, algumas vezes, nas vítimas
ocidentais de estupro que tenham tido ferimentos na cabeça, ou em casos de
abuso infantil, mas esse tipo de amnésia e menos frequente no Afeganistão,
disseram vários defensores das mulheres. - Eu não consigo me lembrar de um
caso no qual a pessoa tenha perdido a memória, mas tenho certeza que é
possível, com tempo e tratamento adequado, que ela a recupere - disse Belqis
Roshan, senadora da província de Farah que tem falado abertamente sobre os
problemas das mulheres. Questionada sobre o que gostaria de fazer agora, Gul
Meena diz que tudo que ela quer é voltar para sua família. - Eu vou assim
que você me levar - disse ela a Naderi. Para uma mulher no Afeganistão que
quebrou todos os tabus, no entanto, não há volta para casa. Ao invés de
voltar para um porto seguro, é bem mais provável que ao menos um membro da
família, se não mais, sinta-se obrigado a aplicar a lei tribal Pashtun e
matá-la para reconquistar o lugar da família na comunidade, dizem os
defensores das mulheres. Isso foi o que aconteceu com Nilofar, outra jovem
sob os cuidados de um dos abrigos de Naderi. Seu pai e seu irmão tentaram
matá-la, cortando sua garganta e esfaqueando-a no estômago depois de ter se
recusado a casar-se com um homem mais velho que eles haviam escolhido para
ser seu marido. Eles a deixaram para morrer, mas com um enorme esforço ela
conseguiu chegar até alguns agricultores que a levaram para o hospital.
Quando ela voltou para casa, ela logo descobriu, através da cunhada, que seu
irmão começou a esconder uma faca de açougueiro debaixo do travesseiro e que
planejava matá-la no meio da noite. Alguns dias depois, ela fugiu. - Eu não
acho que Gul Meena possa ir para casa - disse Hassina Nekzad, diretora da
rede Afghan Women no oeste do Afeganistão, onde houve 22 "matanças honrosas"
nos últimos nove meses - Tenho certeza que eles irão tentar matá-la
novamente. Se o irmão dela fez isso e não o colocaram na cadeia, por que ele
teria mudado? E talvez ele sinta isso com mais força.Com todo o trauma pelo
qual ela passou, não é novidade que ela tenha o desejo de voltar para casa,
para ficar a salvo da infelicidade do mundo. E mesmo assim, até ela parece
perceber que isso poderia ser perigoso. Questionada se conseguia dormir à
noite, ela respondeu: - Eu caio no sono, mas aí, todas as noites, eu sonho
com o meu irmão mais velho vindo em minha direção e dizendo: "está na hora
de você vir para casa", e eu acordo e me sinto muito assustada. 



Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
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