[Pactonacional] ENC: Sob pressão popular, banda New Hit começa a ser julgada por estupro de fãs na Bahia

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sábado Fevereiro 23 19:01:17 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 09:27
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Sob pressão popular, banda New Hit começa a ser julgada por estupro
de fãs na Bahia


UOL | UOL NOTÍCIAS 
LEI MARIA DA PENHA 
Sob pressão popular, banda New Hit começa a ser julgada por estupro de fãs
na Bahia
Veja a matéria no site de origem
<http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/02/18/sob-pressa
o-popularbanda-new-hit-comeca-a-ser-julgados-por-estupro-de-fas-na-bahia.htm
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o-popularbanda-new-hit-comeca-a-ser-julgados-por-estupro-de-fas-na-bahia.htm
> >
Começa nesta segunda-feira (18) a audiência de instrução e o julgamento dos
nove integrantes da banda baiana New Hit e de um policial militar acusados
de abuso sexual a duas adolescentes de 16 anos. O crime teria ocorrido em
agosto de 2012, após show do grupo na cidade de Ruy Barbosa (323 km de
Salvador). Entidades de defesa dos direitos humanos prometem protestos para
pressionar pela condenação dos suspeitos. 
Segundo a versão apresentada pelas adolescentes, elas foram até o ônibus do
grupo para pedir autógrafo e parabenizar um dos integrantes que fazia
aniversário. Lá, teriam sido levadas para o banheiro e violentadas
sexualmente, sob a conivência de um policial militar que fazia a segurança
da banda. Os integrantes da banda, que chegaram a ficar presos 38 dias,
negam o crime. 
A instrução e julgamento seguem até a quarta-feira (20), no Fórum Edgar
Mendes de Quintela, em Ruy Barbosa, e será presidido pela juíza titular da
comarca da cidade, Márcia Simões. A acusação será feita pela titular da 2ª
Promotoria de Justiça do município, Jansen Melo de Oliveira. 
Serão ouvidas pela Justiça as duas supostas vítimas, 11 testemunhas de
acusação e 48 testemunhas de defesa vão prestar depoimento. Também serão
interrogados pelo MPE (Ministério Público Estadual) os 10 denunciados no
caso. 
Por não ser um júri popular, o julgamento não deverá ter sentença dada
imediatamente, e a juíza ainda poderá pedir novas oitivas antes de definir o
destino dos acusados. Por se tratar de crime contra adolescente, o caso
corre em segredo de Justiça, e a imprensa não poderá acompanhar o
julgamento. 
Serão julgados os nove integrantes da banda: Alan Aragão Trigueiros, Edson
Bonfim Berhends Santos, Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, Guilherme
Augusto Campos Silva, Jefferson Pinto dos Santos, Jhon Ghendow de Souza
Silva, Michel Melo de Almeida, Weslen Danilo Borges Lopes e William Ricardo
de Farias. 
Para o MPE, que ofereceu a denúncia, todos são acusados de estupro
qualificado, com concurso de duas ou mais pessoas, e concurso material com
características de crime hediondo. O MPE também denunciou o policial militar
Carlos Frederico Santos de Aragão, acusado de acobertar o crime. 
O UOL tentou conversar com a promotora responsável pela acusação, mas, por
meio da assessoria de imprensa do MPE, Jansen Melo de Oliveira afirmou que
não iria dar entrevistas para passar detalhes sobre acusação. 
Em nota, a promotora afirmou que espera a condenação dos acusados. "Afirmar
que as adolescentes são culpadas e mereceram ser violentadas sexualmente é
endossar a cultura do estupro, contribuindo para que vários criminosos
continuem impunes, além de estimular o não rompimento da barreira do
silêncio. Estou na expectativa de comprovar em juízo as acusações
sustentadas na denúncia", disse. 
Segundo a acusação, eles praticaram o estupro "mediante extrema violência,
por repetidas vezes e em alternância, conjunção carnal e atos libidinosos
diversos, inclusive desvirginando uma das vítimas, em razão do que foram
presos em flagrante." 
Segundo o advogado de seis dos nove integrantes da banda, Cléber Andrade,
ainda não há uma tese de defesa, já que os acusados negam a prática de
estupro. Ele afirmou que espera uma reviravolta no caso. 
"Nós vamos verificar qual será a versão apresentadas pelas meninas. Após
isso veremos como será a defesa, pois não sabemos agora o que elas dirão, se
vão falar a verdade ou se vão manter a versão", explicou, citando que a
"verdade" é que não teria havido estupro. 
"Temos esperança que elas digam a verdade. Meus clientes não cometeram crime
algum. Que as adolescentes praticaram sexo, está obvio e consta nos laudos.
Mas é preciso que ela diga com quem praticou e como foi. A versão dita por
elas até agora não está batendo com a realidade dos fatos", disse Andrade,
sem querer dar detalhes sobre quem do grupo reconheceria ter mantido
relações sexuais com as adolescentes. 
Para os dias de julgamento, um protesto foi convocado pela organização
internacional Marcha Mundial das mulheres. Segundo nota assinada por 48
instituições de todo o país, a ideia é pressionar a Justiça a punir os
integrantes da banda, já que as adolescentes estariam sendo ameaçadas. 
"Além do sofrimento provocado pelo crime violento, as vítimas estão
distantes da sua cidade, afastadas do convívio social e tendo suas
liberdades cerceadas. Sofreram violência sexual e encontram-se encarceradas
por conta das ameaças de morte. Enquanto isso, os autores do crime estão em
liberdade realizando shows pelo Brasil. Uma completa inversão de valores",
diz a nota, convocando para o protesto, na porta do Fórum, nesta
segunda-feira. 
"Por tudo isso, convocamos todas e todos ao julgamento dos estupradores que
acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro de 2013, na cidade de Ruy
Barbosa, Bahia. Sabemos que o fato deles serem homens com fama e dinheiro os
protegem. Somente com muita pressão social e política os estupradores serão
condenados. A prisão de Eduardo Martins e de toda a Banda New Hit será uma
vitória das mulheres e homens que defendem uma sociedade justa e
igualitária." 


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
Presidência da República - PR
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