[Pactonacional] ENC: Pela 1ª vez, PGR poderá ser comandada por uma mulher

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Quinta Janeiro 10 17:45:26 BRST 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 09:12
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Pela 1ª vez, PGR poderá ser comandada por uma mulher


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Pela 1ª vez, PGR poderá ser comandada por uma mulher

Inédito. Três dos quatros nomes pré-indicados para substituir Roberto Gurgel
são de procuradoras. Uma das vice-procuradoras é favorita

De forma inédita, a PGR (Procuradoria Geral da República) poderá ficar, a
partir de maio, sob comando de uma mulher. Com o fim do mandato do atual
procurador-geral, Roberto Gurgel, a categoria se movimenta para a escolha do
substituto, que terá um mandato de dois anos, com possibilidade de
recondução. As candidaturas só serão oficializadas em abril.

Porém, quatro procuradores aparecem como nomes certos na disputa. O único
homem é o procurador Rodrigo Janot, que já foi presidente da ESMPU (Escola
Superior do Ministério Público da União). As três procuradoras cotadas são:
Deborah Duprat, atual vice-procuradora-geral da República; Raquel Dodge,
hoje subprocuradora-geral da República; e Sandra Cureau, vice-procuradora-
-geral eleitoral.

Um dos quatro nomes será descartado e novos ainda podem surgir. A lista
tríplice com a ordem de mais votados será encaminhada à presidente Dilma
Rousseff provavelmente em 7 de maio. Dilma poderá oficializar o preferido
pelos procuradores ou fazer uma indicação de um nome fora da lista.

O novo procurador da República precisará ainda passar por sabatina na CCJ
(Comissão de Constituição e Justiça) e ser aprovado no plenário do Senado,
antes de assumir o cargo.

Favorita Conhecida por manter um estilo considerado 'linha-dura', Deborah
Duprat é apontada, em consultas informais, como favorita ao cargo. Nos
últimos anos, tem se mantido a tradição de indicar o vice-procurador-geral
nas eleições organizadas pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da
República).

Não será uma experiência totalmente nova para Duprat. Em julho de 2009, ela
assumiu o cargo interinamente, antes da posse do primeiro mandato de Roberto
Gurgel. Durante 22 dias, a procuradora teve uma atuação polêmica. Tirou da
gaveta ações como as que buscavam união civil entre homossexuais,
instauração do sistema de cotas, liberação das marchas da maconha e aborto
de anencéfalos - todos os três últimos votados pelo plenário do STF.

A procuradora Raquel Dodge é especialista na área criminal e carrega no
currículo a análise do processo contra o ex-governador do Distrito Federal
José Roberto Arruda. A procuradora Sandra Cureau ficou conhecida por aplicar
multas ao ex-presidente Lula e a Dilma Rousseff na campanha de 2010. O
procurador Rodrigo Janot tem como trunfo o fato de ser ex-presidente da
ANPR, a exemplo de Roberto Gurgel, com quem mantém relações próximas.


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
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Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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