[Pactonacional] ENC: SPM mídia: missão Itália/tráfico mulheres

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Março 1 09:54:29 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: sexta-feira, 1 de março de 2013 08:51
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: missão Itália/tráfico mulheres


ESTADO DE MINAS - MG | NACIONAL 
OUTROS 
Brasileiros viram escravos na Itália
Veja a matéria no site de origem
<http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/nacional/2013/03/01/interna_
nacional,69033/brasileiros-viram-escravos-na-italia.shtml
<http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/nacional/2013/03/01/interna_
nacional,69033/brasileiros-viram-escravos-na-italia.shtml> >
Missão do governo identifica que 10% das vítimas de tráfico de pessoas no
país são exploradas em trabalhos domésticos
Renata Mariz
Brasília - Embora o tráfico de seres humanos esteja normalmente associado a
atividades sexuais, a cada 10 brasileiros vítimas do crime na Itália, pelo
menos um é explorado no trabalho doméstico em condições análogas à
escravidão. A constatação preocupa a missão do Brasil que está atualmente em
Roma e Milão para tratar do tema. De um total de 128 brasileiros que nos
dois últimos anos receberam apoio do governo italiano por terem sido
traficados, pouco mais de 10% cuidavam de afazeres domésticos dentro de
residências em condições insalubres e sob ameaças. A maior parte atuava com
programas sexuais.
O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, que integra a comitiva
brasileira na Europa, explica que os casos de trabalho escravo em ambiente
doméstico são ainda mais difíceis de combater. "As pessoas estão dentro de
casas, de apartamentos, em um ambiente privado, em que o nível de
dificuldade de detecção do problema é muito elevado", destaca Abrão. Além
dele, que representa o Ministério da Justiça, fazem parte da missão
brasileira integrantes da Secretaria de Direitos Humanos, da Secretaria de
Políticas para mulheres, da Polícia Federal e do Ministério das Relações
Exteriores.
A vulnerabilidade dos gays, lésbicas, travestis e transexuais foi outro
ponto ressaltado durante as visitas que estão sendo feitas pelo grupo
brasileiro na Itália. Em um relato colhido ontem, uma transexual de Foz do
Iguaçu (PR), que se apresenta com o codinome Kelly por temer represálias,
denunciou uma máfia que trafica travestis e transexuais de todo o mundo para
a cidade de Pisa, na Região Central da Itália. Ela afirmou que o grupo tem
gente em São Paulo e no Paraná. Devido às revelações, Kelly foi incluída em
um programa de proteção do governo italiano.
No roteiro denunciado há retenção de passaportes, jornadas exaustivas,
agressão, cárcere privado e repasse do dinheiro recebido. Kelly contou às
autoridades brasileiras e italianas que chegava a trabalhar durante toda a
madrugada. Embora soubesse, quando convidada para a Itália, que iria se
prostituir, nunca imaginou que seria no regime de escravidão. "Parte das
vítimas tem consciência de que prestará serviço sexual no outro país. A
existência ou não do consentimento não vem ao caso. O que determina o crime
de tráfico de pessoas são os fatos posteriores", esclarece Abrão.
O Brasil já fez missões semelhantes em Portugal, Espanha e Suíça - países
com grande número de vítimas identificadas, ao lado da Holanda. A Itália
também está no mapa do tráfico de brasileiros para fins de exploração sexual
ou trabalho escravo. A comitiva do Brasil discutirá ações conjuntas com as
autoridades italianas para fechar o cerco contra o crime. As 128 vítimas
brasileiras identificadas nos últimos dois anos no país europeu, explica
Abrão, foram resgatadas em ações policiais da Itália, que oferece apoio a
elas. "Já temos uma parceria intensa, mas vamos fechar outras questões",
diz. Hoje, a missão continuará os trabalhos em Milão.
Ditadura Parte da missão brasileira se ocupará da digitalização dos arquivos
da Fundação Lelio e Lisli Basso, criada na Itália em 1973, sobre a ditadura
militar no Brasil. No período, organizações internacionais começaram a
relatar violações de direitos humanos no país em documentos preservados pela
fundação. Entre outros, há relatórios do Tribunal Russell 2 (criado na
década de 1970 para denunciar regimes totalitários na América Latina), do 1º
Congresso Nacional da Comissão Brasileira pela Anistia (realizado em São
Paulo em 1978) e do Tribunal Permanente dos Povos. O acervo ficará
disponível ao público e deve ser guardado no Memorial da Anistia, que será
construído no Bairro Santo Antônio, Zona Sul de Belo Horizonte.


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
Presidência da República - PR
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