[Pactonacional] ENC: Ações sustentáveis ainda deixam a desejar, diz estudo sobre grandes empresas incluindo tratamento às mulheres

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Março 1 09:57:42 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 08:52
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Ações sustentáveis ainda deixam a desejar, diz estudo sobre grandes
empresas incluindo tratamento às mulheres


VALOR ECONÔMICO -SP | EMPRESAS 
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Ações sustentáveis ainda deixam a desejar, diz estudo
Alan Bjerga
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Por Alan Bjerga | Bloomberg

Grandes empresas alimentícias, como a Kellogg, receberam notas baixas na
classificação da Oxfam International sobre o apoio a temas de
sustentabilidade e direitos humanos, incluindo o tratamento a mulheres.

A Associated British Foods, fabricante londrina dos chás Twinings e do
Ovomaltine, teve a pontuação mais baixa no relatório, segundo o grupo de
defesa dos direitos humanos. Acima dela, as outras duas com pontuações mais
baixas foram a Kellogg e a General Mills. Nestlé, Unilever e Coca-Cola
tiveram os melhores resultados, embora nenhuma tenha feito mais de 38 entre
70 pontos possíveis.

"O que queremos fazer é direcionar os refletores e chamar a atenção para
essas questões", diz Chris Jochnick, diretor do departamento encarregado do
setor privado da Oxfam America, o braço nos Estados Unidos do grupo
britânico. O estudo avaliou as políticas das empresas sobre direitos à
propriedade dos pequenos fazendeiros; sua relação com mulheres, agricultores
e trabalhadores; mudanças climáticas; transparência empresarial; e uso da
água.

A Associates British Foods criticou o informe em comunicado, sustentando que
qualquer acusação de que esconde maus-tratos a pessoas em sua cadeia de
fornecimento é "simplesmente ridícula". "Tratamos o ambiente, as comunidades
e os produtores locais com o máximo respeito", segundo o comunicado da
empresa, enviado por e-mail. "Quando se encontram problemas, eles são
resolvidos apropriadamente."

Kris Charles, porta-voz da Kellogg, disse que a empresa, cuja sede fica em
Battle Creek, em Michigan, entrou em contato com a Oxfam quando o informe
era preparado e que a multinacional valoriza essas discussões.

"A Kellogg está comprometida com uma cadeia de fornecimento transparente,
ética e sustentável e estamos trabalhando com os agricultores que plantam
nossos grãos para incentivar melhorias colaborativas de sustentabilidade",
escreveu Charles, em e-mail.

As dez empresas estudadas no informe estão entre as principais produtoras do
mercado mundial de bebidas e alimentos, que a firma de consultoria IMAP, de
Istambul, avalia em quase US$ 7 trilhões. A Nestlé, maior empresa
alimentícia do mundo, teve receita de US$ 92,2 bilhões em 2012, quase o
Produto Interno Bruto (PIB) da Eslováquia e suficiente para deixá-la à
frente de quase 70% dos países naquele ano, segundo dados do Fundo Monetário
Internacional (FMI).

"Ao trabalhar de forma cooperativa com mais de 600 mil agricultores que
fornecem nossas matérias-primas, estamos em posição única para provocar
impacto real", destacou a Nestlé em comunicado. "O uso sustentável da água
também é uma de nossas maiores prioridades".

Cada uma das sete categorias foi classificada em uma escala de 1 a 10 e as
empresas se saíram melhor nas de transparência e uso da água, nas quais
houve grandes avanços nos últimos anos, segundo Jochnick. "Há um modelo de
negócios a ser feito nessas áreas, e elas entendem isso", disse.

O tratamento às mulheres e as políticas que buscam proteger os direitos dos
pequenos agricultores quando empresas tentam comprar grandes áreas de terra
tiveram as menores pontuações. Muitas empresas nem tocaram no assunto ou
suas iniciativas não abordaram os problemas de forma abrangente, de acordo
com o relatório.

Nenhuma das dez empresas soube informar ou tentou descobrir quantas
agricultoras estavam envolvidas em suas cadeias de fornecimento ou que tipo
de atividades agrícolas elas faziam, de acordo com o informe da Oxfam.

Os projetos para fortalecer as mulheres em vigor na Coca-Cola e na PepsiCo
"são apenas o começo da jornada, não o fim", segundo o relatório da Oxfam.

Com a classificação em mãos, o próximo passo da Oxfam é colocar em evidência
problemas individuais, para pressionar as empresas e suas políticas, de
acordo com Jochnick. O tratamento às mulheres será o primeiro a receber o
foco, com eventos feitos em coordenação com o Dia Internacional da Mulher,
em 8 de março.

Em comunicado, a Unilever defendeu que "progressos significativos" apenas
poderão ser alcançados se produtores, processadores, comercializadores,
varejistas e governos trabalharem juntos. "Também acreditamos que é preciso
dedicar mais atenção à importância de uma melhor nutrição."

Foram selecionadas para o relatório empresas de bens de consumo por terem
marcas reconhecíveis, segundo Jochnik.

As outras empresas estudadas foram Mars, Danone e Mondelez International. As
notas das dez empresas foram: Nestlé, 38 pontos; Unilever, 34; Coca-Cola,
29; PepsiCo, 22; Mars, 21; Danone e Mondelez, 20; General Mills e Kellogg,
16; e Associated British Foods, 13.

A Nestlé que recebeu 7 pontos em transparência e uso da água, e a Unilever,
com a mesma pontuação no tratamento aos agricultores, foram as únicas a ter
pontuações tão altas em qualquer uma das categorias.

A Coca-Cola e a Mars afirmaram estar ansiosas para entrar em contato com a
Oxfam para discutir algumas das questões levantadas pelo estudo.
"Acreditamos em criar oportunidades econômicas para mulheres e pequenos
fazendeiros, assim como em cuidar da água e de outros recursos naturais",
indicou a Coca-Cola, em comunicado por e-mail.

A Mondelez, desmembrada em 2012 da Kraft Foods, ficou surpresa com a
classificação da Oxfam. "Sua avaliação é uma oportunidade perdida de engajar
as empresas em mudanças positivas", escreveu Richard Buino, porta-voz da
empresa de Deerfield, Illinois, em e-mail. "Trabalhando em conjunto e
levando o foco a nosso denominador comum - em vez de direcionando-o ao que
não temos em comum - teremos um progresso muito maior."

A General Mills não quis comentar o assunto antes do anúncio do relatório. A
PepsiCo não retornou contatos por telefone e e-mail para comentar o estudo.
A Danone informou que não comentaria o assunto no momento.


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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