[Pactonacional] ENC: + SPM mídia: Exposição em São Paulo mostra resistência e feminilidade da mulher contemporânea

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Março 1 10:00:11 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 10:34
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: + SPM mídia: Exposição em São Paulo mostra resistência e
feminilidade da mulher contemporânea

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Exposição em São Paulo mostra resistência e feminilidade da mulher
contemporânea
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Em 2008, o fotógrafo belga Pascal Mannaerts visitou a capital da Indonésia,
Jacarta. Passando por um mercado, registrou a imagem de um manequim, em
primeiro plano, com adesivos cobrindo seus olhos, nariz, sobrancelhas e
boca. No fundo da fotografia, destacou a imagem de uma mulher real, com os
cabelos cobertos por um véu.

Três anos depois, visitando vários países da África, Mannaerts fez registros
de mulheres carregando baldes de água na cabeça em Burkina Faso e de
mulheres sorrindo ao participar de um ritual ukuli, na Etiópia.

Em um período de cerca de dez anos, Mannaerts viajou por vários países
capturando imagens da mulher contemporânea. Os mais de 50 cliques feitos
pelo fotógrafo belga estarão expostos a partir do dia 2 de março, na Caixa
Cultural, no centro de São Paulo. A exposição Elas: Resistência e
Feminilidade das mulheres no Mundo pretende originar uma reflexão sobre a
visibilidade das mulheres em diferentes países, como vivem, se casam,
sobrevivem e até como enfrentam as dificuldades para criar os filhos.

Em entrevista à Agência Brasil, a cocuradora e produtora da exposição no
Brasil, Lilian Fraiji, contou que o interesse de Mannaerts pelo tema começou
quando ele trabalhava no Departamento de Imigração da Bélgica. "Ele
trabalhava como advogado, fazendo a parte da autorização da imigração. Com
esse trabalho, passou a ouvir muitas histórias de imigrantes e se interessou
muito por essas histórias de vida. Ele começou então a viajar pelo mundo
fazendo o registro dessas pessoas", explicou.

Mostrando os diferentes hábitos culturais, religiosos e sociais de cada
país, Mannaerts retrata especificamente mulheres, principalmente aquelas que
vivem em países ou comunidades que enfrentam graves problemas de miséria e
de exclusão social. Nesse trabalho, ele notou que, independentemente de
classe social, muitas mulheres são vítimas de violência (física, moral,
sexual e psicológica) e enfrentam dificuldades de acesso ao trabalho, à
geração de renda, à educação e à participação política.

A ideia do fotógrafo era não se limitar a um trabalho etnográfico e
documental, mas enfatizar o fortalecimento da autoestima e o empoderamento
das mulheres. "Essa exposição foi um grande desafio para a gente porque não
queríamos mostrar as mulheres como vítimas. Só que a realidade não é essa. A
realidade é que a mulher sofre um problema sério de violência em todo o
mundo. Independentemente do país, a mulher ainda sofre uma série de
problemas sociais, tendo que lutar pelas condições mais básicas e
primordiais", disse a cocuradora.

"Precisamos olhar a mulher por meio da realidade em que ela vive e do
contexto em que ela está inserida. Independentemente do país, ela ainda
sofre muita discriminação e isso é coisa inadmissível em pleno século 21.
Queremos reverter esse olhar. E a transformação começa quando identificamos
que existe o problema. Essa exposição traz uma série de dados para atestar
essa situação que as mulheres vivem hoje. E, a partir dessa identificação,
tentar transformar essa realidade", acrescentou Lilian.

O fotógrafo deve vir ao Brasil para o encerramento da exposição. A
expectativa é que em sua primeira vinda ao país ele faça também registros
das mulheres brasileiras - o que poderia compor uma nova exposição.

Além das fotos, a exposição também vai apresentar uma instalação sonora,
idealizada pela dupla Carol Misorelli e Marilia Scharlach, como parte do
projeto Clementinas. Na instalação, elas reúnem vídeos e áudios de
mulheresque são grandes líderes e figuras importantes para mudanças sociais
em seus países. A instalação será inaugurada no dia 8 de março, como parte
das comemorações do Dia Internacional da Mulher.



Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
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