[Pactonacional] ENC: + SPM mídia: Mercado do sexo na Itália envolve 6 mil brasileiros

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Março 1 10:00:19 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 10:29
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: + SPM mídia: Mercado do sexo na Itália envolve 6 mil brasileiros

O GLOBO - RJ | O PAÍS
SECRETARIA DE MULHERES
Mercado do sexo na Itália envolve 6 mil brasileiros

Desse total, 2 mil são transexuais e sofrem mais com preconceito

Evandro Éboli

BRASÍLIA Uma missão do governo que investiga o tráfico internacional de
pessoas na Europa identificou, nesta semana, que cerca de seis mil
brasileiros na Itália sobrevivem por meio de atividades sexuais, como a
prostituição. Desse total, cerca de dois mil são transexuais. A comitiva
obteve do governo italiano a informação de que 118 brasileiros estão presos
apenas em Roma por problemas de documentos e exercício de atividades
ilegais.

Nesse grupo, há 67 homens, 29 transexuais e 22 mulheres. Os números do
governo italiano apontam que 30 mil brasileiros vivem legalmente no país. Já
dados do Itamaraty estimam que, ao todo, incluídos os que estão em situação
irregular, o número chegue a 60 mil.

Representantes do Itamaraty, do Ministério da Justiça, dos Direitos Humanos
e da SECRETARIA DE mulheres reuniram-se na Itália, ontem, com representantes
de ONGs que dão apoio a essas vítimas e autoridades italianas.
Diferentemente de outras vitimas de tráfico de pessoas, os transexuais não
têm uma rede de apoio e de serviços de acolhimento por sofrerem maior
preconceito.

- A vida para um transexual é mais cara, pois eles são rejeitados no
comércio comum e à luz do dia. Por isso, tem que consumir em um circuito
social de compras paralelo que cobra três vezes mais caro que o mercado
regular - disse o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, que está na
Itália.

A diretora do Departamento Consular e de Brasileiro no exterior, ministra
Luiza Lopes da Silva, do Itamaraty, explicou que essas vítimas do tráfico
para fins sexuais nem sempre querem voltar ao Brasil e, por essa razão,
temem em procurar o serviço do governo.

- Essas vítimas nem sempre sabe o que querem, e quase ninguém quer voltar.
Acham que já sofreram tanto no exterior e não querem retornar sem dinheiro.
Acham que é prematuro - disse Luiza Lopes.

Clarissa Carvalho, da Secretaria das mulheres, é coordenadora do Disque
Denúncia 180, serviço telefônico que funciona na Espanha, em Portugal e na
Itália, e que será estendido a outros países.

O grupo de autoridades brasileiras constatou também a prática do casamento
servil. São mulheres brasileiras que conheceram italianos no Brasil,
casaram-se e foram viver na Itália com promessa de uma vida melhor. Algumas
eram ex-prostitutas e, na Itália, segundo Paulo Abrão, os maridos as obrigam
a continuar na prostituição para elevar ganhos e manter a casa.

- Os casais geram filhos, e os pais impedem que as crianças possam
registrar-se também com a cidadania brasileira, para impedir que as mães
saiam e voltem para o Brasil - afirmou Paulo Abrão.



Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
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