[Pactonacional] ENC: Espaço inédito: Cerco ao racismo e à homofobia no RS

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Março 19 10:40:06 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: terça-feira, 19 de março de 2013 10:01
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Espaço inédito: Cerco ao racismo e à homofobia no RS

ZERO HORA - RS | POLICIA
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Cerco ao racismo e à homofobia no RS.

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78996.xml&template=3898.dwt&edition=21593&section=1001
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DP inaugura unidade para combater crimes relacionados à intolerância

A 3ª Delegacia da Polícia Civil de Canoas inaugurou um espaço inédito para
combater o racismo e a homofobia no Rio Grande do Sul. Na semana passada,
entrou em funcionamento o Cartório da Diversidade e Igualdade Racial, o
primeiro local desse tipo no Estado a fazer atendimento específico a crimes
relacionados à intolerância em uma DP.

O objetivo é avaliar os casos a partir do perfil das vítimas de racismo e
homofobia. Como os crimes são investigados pelo tipo de violência, muitas
vezes não se sabe como as pessoas que sofreram as agressões ficaram após o
episódio. Com a criação do cartório, a Polícia Civil espera mapear os locais
e qual o tipo de violência praticada.

- Na maioria das vezes, a discriminação é velada e em grupo. Em briga de
vizinhos, por exemplo, podem acontecer ofensas como "macaco imundo", mas a
injúria racial vai além da ofensa. Pretendemos abrir a porta a esses casos,
pois, assim, poderemos tabular onde, quando e como ela ocorre, e fazer um
trabalho de prevenção - diz a delegada titular da 3ª DP de Canoas, Sabrina
Deffente.

A delegada é a idealizadora do projeto que culminou na criação da unidade.
Para ela, o mais árduo em casos que envolvam grupos classificados como
vulneráveis é oferecer condições para que eles denunciem os agressores.
Muitas vítimas têm medo de prestar queixas. Por isso, a criação de uma
delegacia cidadã - como denomina o secretário de Segurança Pública e
Cidadania de Canoas, Guilherme Pacífico - incentiva a exposição dos casos:

- Um grupo vulnerável já sofre com os estigmas, então a gente passa a
atendê-los para formar uma rede de proteção e construção de diagnósticos.

Os casos de violência que configuram crime seguirão o caminho normal. A
vítima se apresentará à polícia e fará o registro de ocorrência. Já os casos
que não se caracterizam como crime, mas oferecem algum risco às vítimas,
serão analisados pelos profissionais e encaminhados às coordenadorias de
Diversidades e Igualdade Racial do município. Além disso, a unidade terá
psicólogos, assistentes sociais e profissionais do Direito especializados no
acompanhamento de pessoas que tenham sofrido qualquer tipo de discriminação.

Denúncias cresceram 240% no ano passado

De acordo com os dados da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, as
denúncias ao Disque 100 mais que triplicaram no Estado em 2012. Foram 140
registros a mais do que em 2011, o que representa um aumento superior a
240%. O Rio Grande do Sul é o quinto Estado com maior número de delações
sobre violência relacionada ao gênero. O perigo, para os delegados e para a
professora, está na discriminação velada.

matheus.beck em zerohora.com.br <mailto:matheus.beck em zerohora.com.br> 

MATHEUS BECK



Juliana Camelo
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