[Pactonacional] ENC: SPM mídia: Comissão da Verdade de SP vai homenagear única sobrevivente da 'Casa da Morte'

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Março 22 11:05:40 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: sexta-feira, 22 de março de 2013 09:27
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: Comissão da Verdade de SP vai homenagear única
sobrevivente da 'Casa da Morte'


O GLOBO ONLINE | 
SECRETARIA DE MULHERES 
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Comissão da Verdade de SP vai homenagear única sobrevivente da 'Casa da
Morte'
Veja a matéria no site de origem
<http://oglobo.globo.com/pais/comissao-da-verdade-de-sp-vai-homenagear-unica
-sobrevivente-da-casa-da-morte-7913315
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-sobrevivente-da-casa-da-morte-7913315> >
SÃO PAULO - A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva" fará
na próxima segunda-feira, às 19h, uma homenagem a Inês Etienne Romeu, a
última presa política a ser libertada no Brasil e única prisioneira a sair
viva da Casa de Petrópolis, conhecida como "Casa da Morte", depois de 96
dias de tortura. Por motivo de saúde, Inês não deve comparecer à próxima
audiência pública da comissão, mas será representada no evento. Também
confirmaram presença a Ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de
Política para as mulheres da Presidência da República, e das integrantes da
Comissão Nacional da Verdade Maria Rita Khel e Rosa Maria Cardoso, além de
representantes da comissão estadual paulista. 
O tema a ser abordado "Verdade e Gênero - A violência da ditadura contra as
mulheres" pauta, praticamente, os trabalhos da comissão estadual neste mês
de março. Nesta quinta-feira, em audiência pública na Assembleia Legislativa
paulista, o grupo ouviu os depoimentos de mulheres vítimas de tortura no
período da ditadura, entre 1964 e 1985. Aos integrantes da comissão
paulista, elas relataram casos de violência ocorridos dentro das
dependências da Operação Bandeirantes (Oban), em São Paulo, alguns deles na
frente dos maridos e dos filhos. Além disso, as depoentes falaram sobre
métodos sádicos empregados pelos agentes públicos, como deixar mulheres nuas
durantes as sessões de tortura e a violência física e psicológica contra
grávidas, como no caso de Criméia Alice Schimidt de Almeida, integrante da
Guerrilha do Araguaia presa na capital paulista em dezembro de 1972, na casa
da irmã, a militante política Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha. 
Também prestaram depoimento na comissão Tania Rodrigues Mendes, do Movimento
de Libertação Popular (Molipo) e da Aliança Libertadora Nacional (ALN),
mulher de Gabriel Prado Mendes, morto em 1997, e, antes, Ilda Martins da
Silva, viúva de Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, militante da ALN torturado
e morto em setembro de 1969 nas dependências do Destacamento de Operações de
Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São
Paulo. 
Criméia relatou casos de tortura quando grávida nas dependências da Oban, em
São Paulo. Contou também que Amelinha foi torturada na frente dos filhos,
Janaína e Edson, a mando do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do
DOI-Codi, na ocasião. Posteriormente, em 2008, por uma ação movida pela
família Teles, o oficial foi declarado "torturador". O filho de Criméia, que
nasceu na prisão, em Brasília, chegou a ser indenizado, em 2004, pelos danos
que a tortura lhe causou. 
- Eu havia sido presa em Ibiúna (em 1968) e, para eles (militares), todos
nós éramos terroristas. A partir do momento em que descobriram que a Criméia
era a de Ibiúna começaram a me torturar. O médico disse que, por estar
grávida de sete meses, a tortura não poderia acontecer no pau de arara, não
poderiam espancar minha barriga. Levei palmatória na sola dos pés, nas mãos,
muitos choques, sempre nua - declarou. 
No caso de Tania Mendes, presa em 5 de maio de 1973, poucas horas depois do
marido, a tortura psicológica foi tão prejudicial quanto a física. Ela
passou um mês nas dependências do DOI-Codi, outro mês no Departamento de
Ordem Política e Social (Dops) e sete meses no Presídio do Hipódromo, em São
Paulo. Ela aponta os delegados Aparecido Laertes Calandra e Sérgio Paranhos
Fleury, além de Ustra, como os principais responsáveis pela tortura, na
ocasião. 
- Quando acontecia a prisão de um casal, isso dava ao torturador ainda mais
instrumentos (de sadismo). Fiquei numa caixa encolhida ouvindo outras
torturas, por exemplo. Só não fomos parar no sítio do Fleury (imóvel
localizado na Zona Sul de São Paulo, conhecido como 'sítio da tortura')
porque o Gabriel teve de fazer uma cirurgia. 
Tania conta que um dos piores episódios de sua prisão aconteceu nas
dependências da Oban quando ficou com um revólver na cabeça por 6 horas na
ocasião do anúncio das mortes do casal Maria Augusta Tomaz e Márcio Beck
Machado, também integrantes do Molipo. Os agentes diziam temer uma
represália do grupo guerrilheiro. 
- Sou sobrevivente e vitoriosa em relação ao período. Vitoriosa porque
tínhamos projetos para o país, como melhorar a educação, acabar com a
corrupção. Não era só derrubar o regime sanguinário (...) E ainda tem muita
coisa que hoje está de pé, desde aquela época. Não dá para parar de militar.

Antes, Ilda Martins da Silva, viúva de Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, e a
jornalista Rose Nogueira, do Grupo Tortura Nunca Mais, também falaram da
violência contra a mulher e a família. Lembraram que os quatro filhos de
Ilda e Virgílio chegaram a ser levados para o Dops quando da prisão dos
pais, em 1969. Depois, foram para o juizado de menores à espera de adoção. 
- As coisas que faziam com as crianças eram absurdas. Me identifiquei com a
Ilda no (presídio) Tiradentes, onde ela ficou presa sem nenhum documento.
Ela não tinha direitos e tinha de ver os filhos da janela do presídio. Vocês
não têm ideia do que era ser mãe ali - disse Rose. 
Nesta quinta-feira, o presidente da comissão, deputado Adriano Diogo (PT),
disse que as mulheres eram os principais alvos dos torturadores. 
- Eles tinham uma predileção, um sadismo total pelas mulheres. As mulheres
eram humilhadas, violentadas na frente dos filhos. O golpe vai fazer 49 anos
e muitas histórias, principalmente as das vítimas mulheres, ainda não foram
contadas. 
Diogo fala em debater, em sessões futuras da comissão, o entendimento da Lei
da Anistia, que, segundo ele, "só beneficiou até hoje os torturadores". 




Isabel Clavelin
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