[Pactonacional] ENC: Mulheres são minoria em cargos de alta gerência
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Março 22 11:07:29 BRT 2013
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De: Isabel Clavelin
Enviada em: sexta-feira, 22 de março de 2013 09:21
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Mulheres são minoria em cargos de alta gerência
JORNAL DO COMMERCIO - RJ | CARREIRAS
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Mulheres são minoria em cargos de alta gerência
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Estudo mostra que 72% dos candidatos contratados para essas funções são
homens. Para consultores, é questão de tempo até que mais executivas ocupem
posições estratégicas
De sexo frágil elas não têm absolutamente nada - e nem poderiam.
Não é de hoje que elas praticamente cumprem tripla jornada ao trabalharem
fora, cuidar da casa e, em muitos casos, dar atenção aos filhos. Apesar de
as mulheres alcançarem cada vez mais evidência em tudo, como nos mostrou a
última eleição presidencial, ainda há claras diferenças entre os públicos
masculino e feminino no mercado de trabalho.
Ao menos é o que indica pesquisa divulgada este ano pela consultoria de
recrutamento de executivos Michael Page. De acordo com o estudo, 72% dos
candidatos contratados são homens nos casos de cargos de gestão, com
remuneração acima de R$ 8 mil. O levantamento mostra ainda que, em nenhuma
das áreas estudadas, as mulheres receberam uma faixa salarial acima da
aplicada aos profissionais de sexo masculino para os mesmos cargos e
divisões.
Em uma análise por setores, as mulheres estão em desvantagem em todas as
posições. Em cargos de gestão, os maiores destaques ocorremnas áreas de
seguro e varejo, em que os homens recebem, respectivamente, 65% e 34% a mais
do que o sexo oposto.
Para a gerente de consultoria da Michael Page, Maíra Campos Palmieri, o
resultado ao menos retrata o gradual processo de crescimento da participação
das mulheres no mercado de trabalho.
Ela ainda ressalta que, diante desse cenário de evolução, é natural haver
conflito entre um balanço de vida pessoal e profissional. "Para que alcemos
posições mais estratégicas e de gestão dentro da companhia, temos que nos
dedicar mais e assim abrirmos mão de algumas realizações pessoais", avalia.
Características
Para Maíra, que é graduada em administração de empresas, não se trata de uma
batalha a ser travada no planejamento do futuro, mas de eleger uma escolha
pessoal e definir o objetivo de vida.
Para ela, a partir do momento em que a mulher passa a empreender esforços na
carreira, automaticamente ganha o espaço que almeja.
"Ainda assim, homens tendem a ser mais racionais do que as mulheres, o que
combina mais com a orientação do mundo corporativo", reconhece a executiva.
É o que pensa também Shirley Sperandio. Formada em psicologia, ela teve
algumas experiências profissionais que atestam a crescente participação das
mulheres no mundo corporativo. Por último, foi gestora de Recursos Humanos
(RH) em um grande clube carioca. "Por se tratar de segmento esportivo, mais
precisamente futebol, deveria haver mais homens do que mulheres. A realidade
lá era outra, porém. Diria que era dividido meio a meio, o que acabou,
inclusive, rendendo algumas reportagens na imprensa", diz.
As opiniões de Shirley e Maíra convergem. Para ambas, as mulheres se
destacam pela capacidade de enxergar com mais sensibilidade tudo o que se
passa em volta. Porém, só não são mais reconhecidas porque, em alguns casos,
a dedicação à empresa não pode ser integral e absoluta, já que muitas
executivas têm casa e filhos para administrar.
Shirley também atuou como gestora de RH em uma companhia de origem indiana
instalada no Brasil. Apesar de ser uma sociedade patriarcal, onde a presença
masculina se sobrepõe à feminina em todos os setores, ela conta que a
maioria dos cargos de gestão eram ocupados por mulheres, ao menos na unidade
nacional.
Ela diz que na prática não enxerga diferenças entre homens e mulheres em
cargos de média e alta gerência no Brasil, mas acredita nos dados, visto que
a mesma informação já foi tabulada por outras organizações.
Ela acredita que as mulheres, no entanto, deveriam ter mais oportunidades
nestas funções. "Acho que é apenas uma questão de tempo", avalia.
Equivalência
Diretor regional na Asap, consultoria especializada em recrutamento e
seleção de executivos de média e alta gerência, Rafael Meneses vê o mercado
cada vez mais acessível para as mulheres, o que prova que essa preferência
está se dissolvendo. "Estimamos que o comando das empresas esteja
equivalente até 2030", afirma.
Para Menezes, um dos motivos para o desequilíbrio existente entre homens e
mulheres em cargos de média e alta gerência nas empresas está no fato do
sexo feminino ter ingressado de forma mais tardia no mercado de trabalho.
Segundo ele, faz 20 anos que elas se inseriram no mundo corporativo, algo
muito recente. Porém, o diretor ressalta que hoje, 39% das contratações da
Asap para média gerência são do sexo feminino.
A consultora da Crowe Horwath, Mayara Lima, cita a pesquisa Corporate Gender
Report, promovida pelo World Economic Forum com os maiores empregadores de
16 setores da economia em 20 países, incluindo o Brasil. Entre os fatores
que mais dificultam a chegada da mulher aos postos de liderança, o
levantamento aponta a falta de metas para aumentar a participação da mulher
dentro da organizações; a ausência de políticas específicas voltadas para
equilibrar melhor trabalho e vida pessoal; a escassez de oportunidades para
o regresso após licenças maternidade; cultura corporativa masculina e
patriarcal; falta de infraestrutura para filhos de funcionários e ausência
de comprometimento da liderança com a diversidade.
"A ideia de que as mulheres são mais voltadas ao trato familiar do que o
profissional ainda é uma imagem que garante preferência aos homens", diz
Mayara, acrescentando que esse retrato é, no mínimo, equivocado e precisa
ser rapidamente revisto. "As executivas que conquistam postos mais
importantes demonstram de maneira incontestável que mulheres conseguem
conciliar carreira e família e, com isso, acabam por ter maior rendimento
profissional em razão da harmonia emocional", completa.
Lideranças
De acordo com Mayara, a consolidação da presença feminina no mercado de
trabalho é um caminho sem volta. O marco desta conquista é comemorado
mundialmente no dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. "A chegada da
mulher aos postos de liderança pode ser representada, entre outras, pela
chanceler alemã, Angela Merkel, a ex-secretária de Estado norte-americana,
Hillary Clinton, e, obviamente, a presidente Dilma Rousseff", diz a
consultora da Crowe Horwath.
Para ela, ver mais mulheres ocupando cargos estratégicos no mercado
corporativo é questão de tempo. Mayara reconhece, no entanto, que algumas
barreiras atualmente existentes precisam ser removidas.
"Isso vai permitir que organizações de todos os tipos se beneficiem de uma
das fontes de talento mais inexploradas, o que não será de uma hora para
outra, mas estamos caminhando para esse objetivo", afirma.
Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
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