[Pactonacional] ENC: Jornal de Brasília: O pesadelo por trás de um convite tentador
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Março 25 14:32:27 BRT 2013
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De: Juliana Camelo da Silva
Enviada em: segunda-feira, 25 de março de 2013 09:34
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Jornal de Brasília: O pesadelo por trás de um convite tentador
JORNAL DE BRASÍLIA - DF | EM TEMPO
TRÁFICO DE MULHERES
O pesadelo por trás de um convite tentador
Veja a matéria no site de origem
<http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20130324-jornal/pdf/
04.pdf
<http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20130324-jornal/pdf/
04.pdf> >
Falsas propostas de emprego atraem quem busca uma vida melhor. Jovem relata
o drama Isa Stacciarini is a.coelho em jornaldebrasilia.com
<mailto:a.coelho em jornaldebrasilia.com> .br Quem assiste a novela das 21h da
TV Globo, Salve Jorge, pode não imaginar que o crime contado na ficção está
bem próximo da realidade. Na esperança de conquistar uma oportunidade de
trabalho no exterior, muitas mulheres são enganadas e tornam-se escravas
sexuais. Em seis anos, entre 2005 e 2011, das 475 vítimas de tráfico humano
identificadas pelo Ministério das Relações Exteriores, 337 (70,94%) sofreram
exploração sexual.
Este foi o drama vivido por Viviane (nome fictício), 27 anos. Em fevereiro
de 2009, a jovem de 23 anos, moradora do DF, recebeu o convite de uma
organização criminosa. O grupo teve origem em Goiânia (GO), mas contava com
colaboradores na capital federal.
A promessa era de um retorno financeiro surpreendente, além da oportunidade
de conhecer outro país e adquirir bens. Diante de tantos sonhos, Viviane
aceitou as condições, mas acabou sendo vítima do RAFAELA FELICCIANO esquema
criminoso.
Após dois dias de viagem, a jovem chegou ao bordel no municí- pio El
Vendrell, na Espanha. Ali, dormia no mesmo quarto onde era obrigada a manter
relações sexuais com os clientes. A alimentação só era servida e permitida
uma vez por dia, em horário estipulado: sempre às 19h.
P RO G RAMAS Eram as próprias mulheres aliciadas que tinham de se submeter
às tarefas domésticas. Já os programas, de segunda a quinta-feira, ocorriam
por 11 horas seguidas. De sexta-feira a domingo, a explora- ção se estendia
até as 5h.
"Tínhamos que ficar praticamente nuas e eu me sentia acuada com isso. Os
homens nos tocavam sem nenhum respeito, sem pudor e eu não queria deixar,
repudiava essa situação. Lá a gente era dinheiro, um negócio. A porta do
bordel era de ferro, ficava travada e só abria a partir das 11h. Parecia uma
prisão", relata.
PAGAM E N TOS Durante 45 dias, a jovem se submeteu aos programas. Por dia,
tendo ou não clientes, Viviane era obrigada desembolsar 15 euros referentes
ao pagamento da estada no hotel. A jovem também tinha de pagar para o bordel
os três mil euros que seriam das passagens - de ida e volta, uma vez que
para burlar a fiscalização, a organização criminosa já marcava o período de
viagem.
"Eu comecei a ficar enlouquecida com aquela situação. Fui com a esperança de
subir na vida, de comprar um carro zero e uma casa para a minha família",
conta.
Cliente ajudou na fuga Vítima do tráfico, Viviane conseguiu deixar o bordel
com a ajuda de um árabe, um dos homens com quem a jovem manteve relação
sexual. Foi em um dos contatos íntimos que ela teve a oportunidade de
conversar sobre o desejo de ir embora. No entanto, para se livrar da
situação, a vítima se viu obrigada a se envolver com o estrangeiro. "Fa -
lei que não tinha dinheiro para sair daquele lugar e ele me disse que podia
me ajudar, mas que tinha interesse emmim. Apesar dos costumes dele, que eram
super rígidos, ele nunca me deixou faltar nada.
Foi um anjo que me salvou", conta.
Depois de quase dois meses vivendo com o homem na cidade de Tarragona,
também na Espanha, Viviane teve a ajuda de uma amiga do Brasil, que acionou
o Ministério das Relações Exteriores. Já outro colega procurou a Polícia
Federal de forma anônima. "Não tinha dinheiro nenhum e eu tinha medo de não
voltar nunca mais. Foi uma experiência dolorida, mas válida para servir de
exemplo. No exterior, nós não somos nada", lamenta.
P R I SÕ E S Cinco dias após voltar ao Brasil, a mulher foi procurada pela
PF, que iniciou as investigações depois dos contatos e do reconhecimento de
algumas pessoas da organização criminosa. "Tive conhecimento, por colegas
que fiz em El Vendrell, de que algumas pessoas foram presas por pouco tempo,
mas logo depois saíram. No bordel, muitas meninas se envolvem com drogas e
devem muito. Na época, eram cerca de 50 mulheres de várias partes do mundo",
explica.
Data: 24/03/2013 07:50
Cadastro: 24/03/2013 07:53
Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
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