[Pactonacional] ENC: Jornal de Brasília : Silêncio dificulta investigações

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Março 25 14:32:33 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: segunda-feira, 25 de março de 2013 09:43
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Jornal de Brasília : Silêncio dificulta investigações

JORNAL DE BRASÍLIA - DF | EM TEMPO
TRÁFICO DE MULHERES

Silêncio dificulta investigações

Veja a matéria no site de origem
<http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20130324-jornal/pdf/
05.pdf
<http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20130324-jornal/pdf/
05.pdf> >

 De acordo com o Ministério da Justiça, o país onde mais brasileiras são
encontradas vítimas de tráfico de pessoas é o Suriname - que funciona como
rota para a Holanda -, com 133 vítimas. Os demais países onde há uma
incidência maior de vítimas do Brasil é a Suíça, com 127 casos, a Espanha
(104) e a Holanda (71).De acordo com o Departamento de Polícia Federal, a
principal dificuldade nas investigações sobre o crime de tráfico de pessoas
é obter a plena colaboração das vítimas. O órgão alega que muitas vezes a
pessoa tem vergonha do que lhe ocorreu, medo de que a família passe a
tratá-la com preconceito caso saiba que era explorada sexualmente, e até
receio de represálias dos integrantes do grupo criminoso que a explorava.

De acordo com a Polícia Federal, especialmente diante do tráfico
internacional, as informações da vítima são chave para a solução do crime,
pois ela pode identificar todos os principais integrantes da organização
criminosa, desde o "olheiro" responsável pelo aliciamento, até os gerentes
dos estabelecimentos ou "serviços" em que foram exploradas, passando pelas
pessoas responsáveis pelo seu alojamento e transporte.

MEDO As ameaças, de fato, muitas vezes intimidam as vítimas. No caso de
Viviane (nome fictício), os criminosos a intimidaram por conta das "dívidas"
que ela deixara no bordel.

Quando retornou ao Brasil, ela mudou de endereço e trocou o número de
telefone. "As ameaças ficaram por lá e nunca mais fui procurada por ninguém.
Hoje, a minha vida é um paraíso, e tiro de lição um arrependimento muito
grande. Não tem nada melhor do que trabalhar dignamente", destaca.

Entre os momentos mais difíceis, a vítima lembra dos contatos por telefone
que fez com a mãe, quando relatou o que estava passando. "Ela começou a
chorar e eu demorava a ligar, porque não tinha moeda para usar o telefone.
Falava com a minha mãe uma vez por semana devido à difícil condição
financeira", conta.

Crime é discutido no Congresso

 Em maio de 2012, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de
Pessoas foi criada na Câ- mara dos Deputados com três linhas de atuação:
tentar compreender a natureza exata do crime, cobrar de forma mais eficiente
políticas públicas para o enfrentamento da situação, e organizar uma
legislação mais contemporânea e eficaz para o combate do aliciamento de
mulheres e homens.

O presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) aponta que o tráfico de
pessoas é um negócio rentável e ainda camuflado. que gera 32 bilhões de
dólares anualmente. O crime perde apenas para o mercado de armas e drogas.
"Po r ano, no mundo inteiro, três milhões de pessoas são traficadas. Essa
realidade não é distante da nossa, uma vez que no Brasil essa prática é
frequente", alerta.

O parlamentar avalia que o crime de aliciamento de pessoas para fins de
exploração sexual ainda é escondido e, por isso, destaca a importância de
políticas públicas mais efetivas. Segundo o deputado, a CPI tem por objetivo
cobrar e articular dos estados e do Governo Federal atitudes mais densas,
contundentes e aparelhadas.

VOTAÇ Ã O No Congresso Nacional, uma proposta que pode ser votada dentro de
30 dias irá discutir a reformulação da legislação para o crime específico de
tráfico de pessoas, para que seja atualizado. Segundo Jordy, as ferramentas
jurídicas estão obsoletas e impedem o enfrentamento ao problema. "Hoje, há
instrumentos que não respondem à altura", defende o deputado federal
paraense Arnaldo Jordy.

Editoria: EM TEMPO 
Data: 24/03/2013 07:52
	

Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
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