[Pactonacional] ENC: De salto alto nas urnas

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Março 25 14:32:56 BRT 2013



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De: Juliana Camelo da Silva 
Enviada em: segunda-feira, 25 de março de 2013 09:51
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: De salto alto nas urnas

ESTADO DE MINAS ONLINE | POLÍTICA
REFORMA ELEITORAL

De salto alto nas urnas

Veja a matéria no site de origem
<http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2013/03/24/interna_politica,36199
0/de-salto-alto-nas-urnas.shtml
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0/de-salto-alto-nas-urnas.shtml> >

Mais uma legenda está em gestação no país: o Partido da Mulher Brasileira.
Para que seja formalizado no TSE e possa disputar o próximo pleito faltam 25
mil assinaturas de eleitores

Isabella Souto

A sopa de letrinhas partidárias está prestes a ganhar mais uma combinação: o
PMB, ou Partido da Mulher Brasileira. Para que a recém-criada legenda seja
formalizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falta relativamente pouco:
cerca de 25 mil assinaturas de eleitores em dia com suas obrigações. Esse
número as representantes da legenda tentarão conseguir em Belo Horizonte, a
partir desta segunda-feira, quando farão uma mobilização no Centro durante
todo o dia. Enquanto isso, o partido já tem cores - vermelho e azul -,
símbolo e ideologia. Vai integrar o grupo de direita, que aliás é oposição
ao governo da primeira mulher a chegar ao Palácio do Planalto, a petista
Dilma Rousseff.

A ideia de criar uma legenda voltada para elas surgiu da necessidade de a
mulher se impor no meio político, explica a presidente nacional do PMB, Suêd
Haidar. "Hoje as mulheres são procuradas apenas para preencher a cota mínima
de candidatas durante as eleições. Nunca têm voz", diz. A primeira bandeira
já está na ponta da língua: que as mulheres casadas tenham reconhecido seu
documento de solteira. Isso porque 70% das assinaturas coletadas não foram
aceitas pela Justiça Eleitoral porque o nome não bateu com aquele do título
de eleitor. "As mulheres se casam e trocam todos os documentos, menos o
título. O curioso é que para votar ele serve, para ajudar a criar um
partido, não", reclama Haidar.

A partir da criação formal - durante a convenção nacional marcada para 30 de
abril, em Brasília -, as integrantes do PMB terão a missão de convencer as
mulheres a votar em pessoas do mesmo sexo. Para isso, já estão nos planos da
direção aulas de política nos municípios onde o partido estiver instalado.
Mas engana-se quem pensa que o PMB será um partido feminista - alerta a
presidente estadual, Rosimere Machado de Jesus. "Somos o partido da
igualdade, com o mesmo direito para homens e mulheres", diz ela, que já foi
filiada ao PTC, PTB e PRB e já perdeu disputas para vereadora, deputada
federal e estadual.

A igualdade entre os sexos passa até pelo comando da legenda. Embora a
maioria dos diretórios tenha mulheres na presidência, há aqueles presididos
por homens, mas desde que haja indicações femininas para os demais cargos de
direção. Em Minas Gerais, a bandeira dos filiados será a mudança nas leis e
a defesa de empregos de qualidade para as mulheres. "Com um partido nosso,
quem sabe nossa vida vai mudar? É uma esperança", afirma a dirigente
partidária.

Caçulas Para conseguir o registro no TSE, o PMB precisa de no mínimo 500 mil
assinaturas validadas. Em Minas Gerais, são necessárias 51.425 assinaturas e
ainda a homologação de diretórios em pelo menos 87 cidades. Em 13 estados o
diretório regional já está formado. O site da legenda na internet traz
material para divulgação, modelo de camiseta e banner. Há ainda um link para
baixar o estatuto da legenda e uma cartilha com as propostas. A meta é
disputar todos os cargos em 2014, o que inclui a sucessão da presidente
Dilma Rousseff.

O Brasil tem hoje 30 partidos políticos registrados no TSE. Os caçulas são o
Partido Ecológico Nacional (PEN), registrado em 19 de junho do ano passado,
e o Partido da Pátria Livre (PPL), oficializado em 4 de outubro de 2011.

Saiba mais

Criação de partido

Para começar a formar um partido é preciso ter no mínimo 101 fundadores com
domicílio eleitoral em um terço dos estados, elaborar um programa e estatuto
que será publicado no Diário Oficial da União. Passada a primeira etapa,
terá o estatuto registrado aquele que comprovar o apoio de eleitores
correspondente a pelo menos 0,5% dos votos dados na última eleição para a
Câmara dos Deputados - excluídos os brancos e nulos, distribuídos por um
terço, ou mais, dos estados, com um mínimo de 10% do eleitorado que haja
votado em cada um deles.



Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República -  SPM/PR
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