[Pactonacional] ENC: + spm mídia: O empreendedorismo feminino
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Março 25 14:33:28 BRT 2013
_____________________________________________
De: Juliana Camelo da Silva
Enviada em: segunda-feira, 25 de março de 2013 09:58
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: + spm mídia: O empreendedorismo feminino
JORNAL OPÇÃO - GO | REPORTAGENS
SECRETARIA DE MULHERES
O empreendedorismo feminino
Veja a matéria no site de origem
<http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/o-empreendedorismo-feminino
<http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/o-empreendedorismo-feminino
> >
Elas dominam a criação de empresas e recebem premiação em níveis estadual e
nacional
Sebrae
Maria Aparecida, Rosimar Bernardete e Eleni Fernandes: empreendedoras que
venceram o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em âmbito estadual em 2012
Marcos Nunes Carreiro
Pesquisas apontam que o número de mulheres que estão à frente de seus
próprios negócios tem aumentado exponencialmente nos últimos anos e, em
algumas regiões do país, já é maior que o de homens. De acordo com o
relatório executivo GEM - sigla em inglês para Global Entrepreneurship
Monitor - "Empreendedorismo no Brasil", as regiões Sul e Nordeste têm a
maior porcentagem de mulheres empreendedoras iniciais (51,8%), mas em todas
as regiões a taxa está acima dos 40%, acompanhando a média nacional, que é
49,6%.
Na região Centro-Oeste o porcentual de mulheres que estão começando seu
próprio negócio é de 47,7%, enquanto o de mulheres com empresas
estabelecidas é de 43,9%, quase o mesmo porcentual nacional (44%). A
pesquisa, que é realizada pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e
Produtividade (IBQP) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios
(FGVcenn), mostra uma realidade crescente no Brasil. As mulheres
conquistaram seu espaço no mercado de trabalho, o que é reflexo de vários
fatores, como a escolaridade - que é mais alta que a dos homens - e a
demanda por mercado cada vez maior.
Como explica a antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e colunista do jornal "Folha de S.Paulo", Mirian Goldenberg,
é preciso falar não só do empreendedorismo das mulheres como o crescimento
do mercado para elas, uma vez que elas são, hoje, grandes consumidoras e as
empresas e serviços ainda não estão preparados para responder às diferentes
demandas dessas mulheres, que mudaram muito. "A mulher atual é nova, pois
trabalha, viaja, estuda, mas continua meio invisível para o mercado, que
continua achando que a mulher é só dona de casa, mãe, esposa e um corpo, mas
não enxerga a mulher com seus novos desejos", ressalta.
A antropóloga, que estará em Goiânia, na sede do Sebrae, no dia 26,
palestrando sobre "A nova mulher brasileira gerando oportunidades de
negócios", aponta que as mulheres são grandes empreendedoras e que sua
demanda de consumo não é só maior, como mais diversificada. "A mulher mudou
muito e o mercado ainda não se abriu completamente para enxergar essa
mudança. A mulher quer coisas novas e interessantes para fazer e consumir",
declara.
Segundo ela, o quadro social onde a mulher aparece ativamente como provedora
e empreendedora de seus próprios anseios está caminhando para a aceitação
sem preconceito. Porém, as mudanças na vida cultural são lentas. "Essa ideia
de que os homens eram os provedores e que as mulheres apenas ajudavam ainda
está presente na sociedade, tanto é que quando alguém tem que ficar com o
filho para o outro trabalhar é sempre a mulher. E o homem trabalha. Em
outras culturas isso já não acontece. Por exemplo, em Berlim Oriental, que
tem muito mais trabalho para as mulheres, muitos homens ficam em casa e não
tem muito preconceito", argumenta ela.
Para a antropóloga, é importante falar que o fato da mulher estar cada vez
mais presente, atuante e bem sucedida não é uma ameaça aos homens. "A mulher
tem seus próprios anseios que não são ser somente mãe e esposa, além de ter
se tornado uma parceira dentro e fora de casa, não uma competidora. E
acredito que os homens estão começando a enxergar assim. Elas dividem as
responsabilidades e isso é bom para todos os lados", pontua.
Entretanto, essas mudanças são recentes no Brasil, o que provoca reações por
parte da sociedade, que ainda é predominantemente masculina. Por exemplo,
até pouco tempo o Brasil era um país só de jovens, que não tinha uma classe
C ativa economicamente e onde o papel das mulheres era apenas o de estar
dentro de casa. Mas esse quadro mudou completamente nos últimos 20 anos e
irá mudar mais nos próximos anos. Mirian diz que não acredita que a postura
da sociedade quanto ao papel das mulheres mude completamente na próxima
década, mas relata que a tendência é que isso mude. "Já existem, por
exemplo, mulheres que não querem casar, que não querem ter filhos, etc."
Da mesma forma, é novo para o brasileiro lidar com uma sociedade
envelhecida, mas que ainda consome. "É como se somente fossem visíveis
aqueles que sempre foram consumidores e os outros continuassem invisíveis.
Estão todos encantados com a classe C e nova classe média, mas temos, por
exemplo, um mercado de pessoas que estão envelhecendo e ninguém fala nada,
nem produz. Os velhos consumidores não encontram uma calça jeans adequada.
Só encontram roupa de velho, ou de muito jovem. Não tem. Isto é, falta
enxergar mais os novos consumidores, que estão carentes de produtos", aponta
Mirian.
Empresárias reconhecidas
Todos os anos o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios premia as mulheres que mais
se destacam no campo do empreendedorismo com o objetivo de reconhecer as
mulheres empreendedoras a nível estadual e nacional. O prêmio é uma parceria
entre o Sebrae, a Secretaria Especial de Políticas para as mulheres (SPM), a
Federação das Associações de mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil
(BPW) e a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
Na edição 2012 do prêmio, as três goianas premiadas na etapa estadual foram
Eleni Fernandes dos Santos, na categoria pequenos negócios; Rosimar
Bernadete Queiroz, na categoria negócios coletivos; e Maria Aparecida Vaz de
Souza, no empreendedorismo individual. Eleni é dona do salão de beleza Leni
Hair, que há 13 anos atende as mulheres do Bairro Hilda, em Aparecida de
Goiânia. Eleni diz que entrou no prêmio por meio de uma consultora do
Sebrae. "Pedi uma consultoria acerca de uma reforma que iria fazer, ela
achou minha história interessante e me inscreveu no prêmio", diz.
Rosimar Queiroz, que está à frente da Associação Escola de Aperfeiçoamento
Profissional dos Cirurgiões Dentistas (EAP -Goiás), classifica a presença da
mulher no mercado como um resgate histórico. "Ganhamos prêmios e estamos à
frente de negócios porque resgatamos nosso papel na sociedade. Antes da
invenção do arado, éramos nós que pegávamos as frutas e colhíamos as flores.
E conquistamos esse espaço graças à oportunidade de estudar. Esse espaço foi
acontecendo e nós mulheres competentes o preenchemos", pontua ela.
Já Maria Aparecida Vaz, empreendedora da cidade de Catalão, foi a mais nova
empreendedora a ser premiada. O Souza Moda Intima tem apenas três anos de
existência e surgiu para complementar a renda familiar. "Isso prova que nós
mulheres estamos cada vez mais independentes. Eu, por exemplo, era diarista,
mas sempre tive o sonho de trabalhar para mim, por meio de um negócio
próprio. E com todas as mulheres que converso são assim." A gerente de
inovação e competitividade do Sebrae Goiás, Eliana Moura, declara que as
mulheres, hoje, representam um bom percentual dos empreendimentos que são
formalizados atualmente. "O prêmio foi um meio que o Sebrae encontrou de
reconhecer as mulheres que conseguiram transformar esse sonho em realidade
com inovação e sustentabilidade, pois mostra que elas superaram as
dificuldades ao longo do processo e que inspiram outras mulheres que querem
seguir o caminho. É esse o objetivo do prêmio: reconhecer e servir como
inspiração", ressalta ela.
As inscrições para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios começaram no dia 8 de
março e ficam abertas até o dia 31 de julho. E podem ser realizadas de forma
gratuita pelo site mulherdenegocios.fnq.org.br.
Juliana Camelo
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República - SPM/PR
(61) 3411.5887
Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos Três Poderes
CEP 70150-908 | Brasília-DF |
Acesse as redes sociais: <<...OLE_Obj...>> /spmulheres e <<...OLE_Obj...>>
/spmulheres
<<...OLE_Obj...>>
-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: http://www1.planalto.gov.br/pipermail/pactonacional/attachments/20130325/4e1577b7/attachment.html
Mais detalhes sobre a lista de discussão Pactonacional