[Pactonacional] ENC: Portal Brasil: "Bater em mulher é crime e dá cadeia", afirma ministra Eleonora ao programa 'Fala, Ministra'

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Outubro 7 17:39:08 BRT 2013


 

 

  _____  

De: Cilene Alves Menezes de Freitas Pinheiro
[mailto:cilene.pinheiro em spm.gov.br] 
Enviada em: segunda-feira, 7 de outubro de 2013 17:38
Para: geral em spmulheres.gov.br
Assunto: Portal Brasil: "Bater em mulher é crime e dá cadeia", afirma
ministra Eleonora ao programa 'Fala, Ministra'

 

GOVERNO

"Bater em mulher é crime e dá cadeia", afirma ministra

Fala, Ministra

por Portal Brasil - publicado07/10/2013 15:27, última modificação 07/10/2013
15:27

Eleonora Menicucci, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres,
falou ao Blog do Planalto sobre a importância da Lei Maria da Penha

 

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora
Menicucci, destacou, no programa Fala, Ministra, a importância da Lei Maria
da Penha, que passou a punir com cadeia, e pena de no mínimo três anos, a
violência contra a mulher. Ela lembra que mais de 37 mil homens foram
presos, quase 30% em flagrante. Outro ponto destacado pela ministra é que,
agora, o agressor precisa ressarcir o INSS pelo custo de licenças e pensões.

"A Lei Maria da Penha é uma lei importantíssima, exitosa e é, das leis
brasileiras, aquela que pegou, ela veio para ficar. Por quê? Porque ela
mudou completamente a perspectiva da punição. Antes, tinha como punição ao
agressor, independente do crime, distribuir cestas básicas. E a Lei Maria da
Penha coloca, no mínimo, três anos na cadeia. (...) Então, hoje, bater em
mulher e matar a mulher é crime e dá cadeia. Então, a Lei Maria da Penha já
mudou bastante a mentalidade brasileira, e a mentalidade de juízes, das
delegadas, dos defensores, dos procuradores públicos", afirma.

A Lei Maria da Penha não pegou?

A Lei Maria da Penha é uma lei importantíssima, exitosa e é, das leis
brasileiras, aquela que pegou, ela veio para ficar. Por quê? Porque ela
mudou completamente a perspectiva da punição. Antes, na Lei 9.099, tinha
como punição ao agressor, independente do crime, distribuir cestas básicas.
E a Lei Maria da Penha coloca, no mínimo, três anos na cadeia. E ainda,
desde o ano passado, mexe na conta bancária do agressor. O que é isso? São
as indenizações regressivas. O agressor que mata a mulher e ela deixa
dependentes tem que ressarcir ao INSS o custo que a União tem com os
dependentes. E, no caso dela ficar sequelada, também o agressor tem que
devolver à União. Portanto, a Lei Maria da Penha é uma lei exitosa. Em
comparação com a passada, a de agora é importante.

Por que no Brasil se mata tanta mulher?

Vejam, quando se fala que no Brasil matam muitas mulheres, é necessário
contextualizar e datar. Não é que no Brasil se matam tantas mulheres. No
mundo, ainda existe um sistema patriarcal muito forte, que coloca a mulher
ainda numa posição de não sujeito, de sujeito dependente do homem, ou seja,
ela é posse, propriedade do homem. E o que acontece? Nós temos que,
primeiro, investir muito em sensibilização, mobilização da sociedade civil,
para que a sociedade, como um todo, também dê a mão para as mulheres e para
o governo federal no enfrentamento à violência. E por que aumentou [a morte
de mulheres]? Dizem que aumentou o número? Não aumentou: [a variação de]
0.2% de mortes de mulheres é muito pequeno estatisticamente, não tem
representação. E nós conseguimos, este ano, aumentar o número de denúncias,
termos por volta de 37 mil prisões, quase 30% dessas em flagrante, e
condenação de casos exemplares. Então, hoje, bater em mulher e matar a
mulher é crime e dá cadeia. Então, a Lei Maria da Penha já mudou bastante a
mentalidade brasileira, e a mentalidade de juízes, das delegadas, dos
defensores, dos procuradores públicos. Portanto, eu tenho certeza que o
governo federal está no caminho correto quando lança o Programa "Mulher
Viver sem Violência", que é a unificação de todos os serviços.

Como combater a defasagem salarial entre homens e mulheres?

Uma questão importante que o governo federal tem feito, e isso é importante
que as mulheres saibam, é políticas que enfrentem a desigualdade salarial
entre homens e mulheres. A última pesquisa do Pnad mostra que essa
desigualdade aumentou um ponto. Mulheres são mais escolarizadas, mas ainda
ganham menos que os homens. Isso por quê? Elas entram no mercado de
trabalho, mas elas têm uma dificuldade enorme na ascensão na carreira.
Então, entre um homem e uma mulher se opta, independente da competência, da
qualificação, por colocar o homem na chefia. Então, as mulheres que chegam a
cargo de poder, elas têm que, além de terem um desempenho extraordinária,
mostrar que são melhores que os homens. A despeito de nós termos um belo
programa, também exitoso, de autonomia econômica, que é o Pró-equidade de
Gênero e Raça, que nós temos 87 empresas, hoje, que aderiram a esse programa
há 5 anos. Esse programa premia anualmente as empresas públicas e privadas,
ou estatais, que tenham boas práticas de gênero e que impeçam e desenvolvam
práticas que eliminem a discriminação contra as mulheres, de gênero, no
mundo do trabalho.

Fonte:
 <http://blog.planalto.gov.br/> Blog do Planalto 

 

Link: http://goo.gl/XH2Y2p <http://goo.gl/XH2Y2p>  

 

Att,

Cilene de Freitas

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