[Mulheresdepartidos] ENC: [MULHERESPPS] Cota na Inglaterra e aborto na América Latina
Tereza
t.vitale em terra.com.br
Sexta Outubro 30 09:43:24 BRST 2009
NotÃcias do Parlamento britânico e da América Latina sobre as mulheres. Os atrasos só mudam de geografia.
Tereza
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Trinta anos após eleições de Thatcher, conservadores criam cota feminina
Decisão para garantir mais mulheres no Parlamento britânico gera polêmica
Fernando Duarte / Correspondente
LONDRES. Em 1979, a eleição de Margareth Thatcher como primeira-ministra do Reino Unido representou um momento histórico não apenas na polÃtica do paÃs. Trinta anos depois, porém a ascensão de Thatcher ganha contornos ainda mais mÃticos quando se examina a atual composição do Parlamento. Dos 656 deputados eleitos em 2005 para a Câmara dos Comuns, 128 eram mulheres, o maior número da História. Mas a proporção de 19,5% é uma mancha pra um paÃs que prega ideais democráticos mundo afora. Por isso, o Partido Conservador, de Thatcher, resolveu criar listas femininas pra as próximas eleições ao Parlamento.
Segundo estatÃsticas da União Interparlamentar Internacional (IPU), o Reino Unido ocupa um modesto 47º lugar numa lista de 164 paÃses em termos de representatividade feminina em suas assembléias nacionais. Mesmo Estados conturbados como Ruanda e Afeganistão, ou mesmo ditaduras como Cuba, têm mais mulheres deputadas. E em termos regionais, há 27 paÃses europeus à frente dos britânicos. Os números sugerem maiores dificuldades de acesso para as súditas da rainha Elizabeth II buscando ingressar na polÃtica.
– Uma coisa é certa: os 20 paÃses no mundo que hoje têm mais de 30% de mulheres em seus parlamentos têm algum tipo de dispositivo de cotas, já a partir dos diretórios regionais partidários, mesmo que em caráter temporário, para estimular um equilÃbrio. É mais democrático – afirma a pesquisadora e ativista feminista Lesley Addela.
Assim como em discussões sobre relações raciais, cotas são um assunto polêmico nos debates sobre gênero no Reino Unido. Semana passada, o anúncio feito pelo lÃder do Partido Conservador, David Cameron, da criação de listas femininas para a escolha de candidatos já ganhos pelos conservadores nas próximas eleições teve recepção mista. Entre os crÃticos está justamente uma deputada conservadora, Ann Widdecombe:
– Imagino que qualquer mulher que busque uma carreira polÃtica tem como ideal olhar para um colega masculino no Parlamento com a consciência de que chegou lá por méritos próprios, não por apadrinhamento.
Porém, foi com um sistema de cotas que a representatividade feminina parlamentar no Reino Unido ganhou corpo. Se em 1979 havia apenas Thatcher e outras 18, em 1997 o número de deputadas saltou para 120, dobrando em relação ao pleito de 1992. Isso graças à iniciativa do então lÃder da oposição, o trabalhista Tony Blair, de impor um sistema de cotas para seu partido.
A popularidade do atual premier, Gordon Brown, junto às colegas segue sua tendência de queda. Na onda de renúncias de ministros, em junho, três entregaram o cargo. E uma delas, Caroline Flint, acusou Brown publicamente de apenas usar a presença feminina no Gabinete para fins decorativos.
O Globo – 25/10/09
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America Latina, um baluarte contra o aborto
Oposição de autoridades leva a 4 milhões de cirurgias clandestinas e 4 mil mortes por ano.
Soledad Gallego-Diniz / Do El PaÃs
BUENOS AIRES. Maria Silva e Maria Dias tinham 22 e 21 anos, respectivamente, já eram mães e não queriam ter mais filhos. Morreram em Santa Fé e em Córdoba (Argentina) vÃtimas de infecções provocadas por abortos clandestinos. A única jornalista a relatar isso foi Mariana Carvajal, na “Página 12â€. Os demais meios argentinos ignoraram as duas mortes.
A negação a debater os efeitos da proibição do aborto, e o fato de ser um grave problema de saúde pública são uma das maiores maldições que sofrem as mulheres na América do Sul. De nada serve que haja quatro milhões de abortos clandestinos por ano, ou quatro mil mulheres mortas. É impossÃvel conseguir que os Parlamentos discutam a situação, ou que polÃticos de peso se pronunciem a favor de legalizar a interrupção voluntária da gravidez. Em alguns casos leis aprovadas nos anos 1930 para autorizar abortos terapêuticos (por risco de vida da mãe ou estupro) foram endurecidas.
Em Bogotá, uma menina de 13 anos estuprada por um vizinho, apesar de ter direito de abortar, foi recusada por sete hospitais. No Peru, o debate para a legalização de abortos em caso de estupro, má-formação do feto ou de risco para a mãe, que está no Congresso, provocou a ameaça de demissão do ministro da Defesa. No Chile, a ditadura mudou a lei para que a vida da mãe esteja subordinada à do feto, e a presidente Michelle Bachelet nada pôde fazer.
No Uruguai, a lei aprovada é vetada por Tabaré Vázquez.
A posição da Igreja é combativa. Na República Dominicana foi aprovada uma mudança da Constituição que institui “a inviolabilidade da vida da concepção até a morteâ€, mesmo com 80% do povo a favor da legalização do aborto terapêutico. O mesmo ocorreu na Nicarágua.
Os olhos se viraram pra o Uruguai. O Congresso aprovou uma lei parecida com a da Europa. Mas a esperança acabou porque o presidente, Tabaré Várquez, vetou a lei. Ele ignorou que 60% do povo apoiavam a iniciativa, e respaldou a campanha de católicos e evangélicos. A hierarquia católica uruguaia chegou a afirmar que as mulheres não têm livre arbÃtrio sobre o próprio corpo.
O Globo – 25/10/09
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