[Pactonacional] ENC: +++SPM mídia: Ligue 180 - reportagem no jornal O Tempo

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Agosto 27 11:55:56 BRT 2012


Para conhecimento.

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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 27 de agosto de 2012 09:35
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: +++SPM mídia: Ligue 180 - reportagem no jornal O Tempo

Colegas,

seguem reportagens sobre o Ligue 180, publicadas no jornal O Tempo, no final
de semana. Foram entrevistadas Clarissa Carvalho e Elisamar dos Santos (uma
das atendentes da Central). Mais abaixo segue matéria publicada no dia 8/8.

Ligações revelam desespero 
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=210605,OTE&busca=ligue%
20180&pagina=1
<http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=210605,OTE&busca=ligue
%20180&pagina=1> 

Coordenadora de serviço diz que vítimas de Araçaí podem estar em dúvida
sobre procurar polícia
Publicado no Jornal OTEMPO
<http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=210605
<http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=210605> > em 27/08/2012
 <http://www.google.com/buzz/post <http://www.google.com/buzz/post> >
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Ainda ensanguentada após apanhar do marido, uma mulher pega o telefone.
Antes de chamar uma ambulância ou a polícia, ela pede ajuda a uma das
atendentes do Ligue 180, serviço de orientação do governo federal. Outra
brasileira, mantida em cárcere privado pelo companheiro, vai até a janela do
banheiro e clama por socorro. Uma vizinha, sem saber direito como agir,
disca para o mesmo número e recebe informações.

Histórias assim preenchem a rotina na central de atendimento da Secretaria
de Políticas para as Mulheres (SPM), em Brasília. As atendentes, todas do
sexo feminino, chegam a ouvir até 200 relatos por dia, de todos os Estados.
Embora a maioria dos atendimentos esteja relacionado à violência, o serviço
também dá esclarecimentos sobre temas como guarda de filhos e pedidos de
pensão alimentícia.

Em Minas, Belo Horizonte é a cidade que mais faz ligações - foram 3.186
entre janeiro e junho deste ano, uma média de 25,25 registros para cada
grupo de 10 mil mulheres. Na mesma base de comparação, Araçaí, município da
região Central que alcançou a maior taxa no Estado, o índice foi de 154,91.

"É possível que, das 18 mulheres de Araçaí que ligaram, muitas ainda estejam
pensando em procurar a polícia", diz a coordenadora da central de
atendimento, Clarissa Carvalho. "O 180 é uma porta de entrada gratuita para
informar os casos". Ela ressalta que a subnotificação da violência contra a
mulher ainda é grande e que "é enorme o número de pessoas que se calam e não
entram nas estatísticas".

Segundo Elisamar Pereira dos Santos, 38, uma das atendentes do Ligue 180, a
voz das mulheres que telefonam deixa transparecer o desespero de quem sofre
agressões ou ameaças. "Muitas não sabem nem por onde começar. Há casos em
que primeiro temos que tentar acalmar a pessoa, para depois passar as
informações. Algumas falam até em suicídio", afirma. Na maior parte dos
casos, a vítima é a autora do telefonema.

A subsecretária de Direitos Humanos de Minas Gerais, Carmen Rocha, reconhece
que "denunciar não é fácil", já que pode resultar em represálias, mas é o
primeiro passo para se livrar dos maus-tratos. "Quem pode romper esse ciclo
é só a mulher".



Mulher agredida ainda se esconde por medo
Enquanto Ligue 180 recebeu 18 telefonemas do município, PM só registrou
cinco casos 
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=210604,OTE&busca=ligue%
20180&pagina=1
<http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=210604,OTE&busca=ligue
%20180&pagina=1> 
Araçaí. Não é a violência das ruas que assusta. O que acontece dentro das
casas, escondido por cortinas e mascarado por gritos contidos, é que
assombra a pequena Araçaí, na região Central de Minas. As maldades cometidas
contra mulheres na pacata cidade - onde outros crimes são raros - são
responsáveis por incluí-la em uma triste estatística.

No Estado, o município foi o que registrou a maior taxa de atendimentos na
Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço que orienta vítimas de
violência doméstica e familiar. Entre janeiro e junho, foram 18 ligações. Um
número alto, para uma cidade onde a população feminina é de 1.162 pessoas.

Encontrar as vítimas de agressão, no entanto, é difícil. Sabe-se que elas
existem, mas o rosto delas continua uma incógnita. O medo e a vergonha da
exposição já característicos nessas situações tornam-se ainda maiores em
cidades como Araçaí, onde todos os 2.247 habitantes se conhecem. "Tudo aqui
vira fofoca", diz uma moradora.

O número de mulheres que toma coragem para denunciar o homem é um indicativo
da apreensão: neste ano, cinco ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha
foram registradas na unidade local da Polícia Militar (PM) - duas agressões,
duas lesões corporais e um estupro.

A não ser que as vítimas tenham procurado também a central mantida pela
Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), do governo federal, os casos
ficaram de fora da estatística do 180 - o serviço não encaminha denúncias às
autoridades. Como as ligações são anônimas, talvez elas sejam a única opção
para quem necessita desabafar.

O TEMPO localizou uma das mulheres que entraram na lista de ocorrências da
PM. Ela foi brutalmente agredida dentro de casa pelo ex-marido, no início
deste ano. A vítima chegou a relatar à reportagem sua história completa,
mas, pressionada pela família e temendo vingança do agressor, voltou atrás e
pediu para os detalhes não serem publicados. "Nunca me sinto totalmente
tranquila", justificou.

Acuadas. Se os casos que chegam à polícia são poucos, mais escassos ainda
são os de mulheres que decidem manter a queixa e se amparar na Lei Maria da
Penha - que garante, por exemplo, a aplicação de medida protetiva, impedindo
o homem de se aproximar da vítima.

"É comum a mulher mentir, negar os maus-tratos", afirma o sargento Marconi
Chaves, comandante do posto da PM. Em uma das ocorrências, em abril, foi
isso que aconteceu. Dependência financeira e vontade de preservar a família,
geralmente, estão por trás do medo.


http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=209238,OTE&busca=ligue%
20180&pagina=1
<http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=209238,OTE&busca=ligue
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A cada dia, uma brasileira denuncia cárcere privado
Pesquisa mostrou que em 59% dos casos, as agressões ocorrem diariamente
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LUCIENE CÂMARA
 <http://www.google.com/buzz/post <http://www.google.com/buzz/post> >
FOTO: DOUGLAS MAGNO 
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Atitude. Depois de dois meses sendo ameaçada, estudante denunciou o
ex-namorado à polícia
DOUGLAS MAGNO 
Atitude. Depois de dois meses sendo ameaçada, estudante denunciou o
ex-namorado à polícia
Dados divulgados ontem pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM),
do governo federal, mostram que, por dia, pelo menos uma mulher no Brasil
procura o Disque-Denúncia para relatar que está ou foi mantida em cárcere
privado. De janeiro a junho deste ano, 211 situações como essa chegaram à
Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180). Minas Gerais faz parte desse
cenário, ocupando o 14º lugar no ranking dos Estados que mais registram
queixas de violência doméstica.

Segundo o levantamento da SPM, a cada grupo de 100 mil mulheres de Minas,
280,52 denunciaram que foram vítimas de agressão no primeiro semestre deste
ano. No mesmo período do ano passado, o Estado estava em 13º lugar no
ranking. Embora tenha caído uma posição, a taxa de denúncias aumentou 19,17%
neste ano, em comparação com os primeiros seis meses de 2011, quando a taxa
era de 235,39 vítimas para cada grupo de 100 mil mulheres.

Belo Horizonte também aparece na 14ª colocação do ranking de capitais,
com[/TEXTO_NORMAL] 25,25 denunciantes para cada grupo de 100 mil habitantes.
Outros sete municípios mineiros estão entre os 50 do Brasil que mais fizeram
denúncias ao Ligue 180 (desconsiderando as capitais) de janeiro a junho
passado: Araçaí, na região Central, com taxa de 154,91; Divinésia e
Silveirania, ambos na Zona da Mata, com 141,02 e 134,10, respectivamente;
Igaratinga, na região Centro-Oeste, com 102,36; Senador José Bento, no Sul
de Minas, com 92,70; Presidente Juscelino, na região Central, com 78,45, e
São João da Mata, no Sul, com 75,08.

A pesquisa mostra ainda que, em 52,39% das denúncias, é observado o risco de
morte da mulher. E um outro número assustador: em mais da metade dos casos
(59,57%), as agressões são diárias, sendo que em quase 68% das situações os
filhos assistem a tudo. 

Entre os diversos tipos de agressões denunciadas, a violência física
predomina, com 56,65% dos casos, 
seguida da psicológica, com 27,21%, e da moral, com 12,19%. A sexual aparece
em 1,92% dos relatos. 
Por último vem o cárcere privado, presente em 0,44% das queixas, o
suficiente para render a média de uma denúncia diária. "É um número
preocupante considerando a gravidade do delito. Tirar a liberdade de ir e
vir de alguém é uma atitude de total violência, prevista na Lei Maria da
Penha", afirmou o assessor jurídico do Instituto Brasileiro de Direito de
Família (IBDFAM), Ronner Botelho.

Segundo ele, ao denunciar, o agressor é preso em flagrante e pode pegar pena
de três meses a três anos, conforme a Lei Maria da Penha. "O cárcere
privado, somado a outros crimes como a agressão, complica ainda mais a
situação do autor", explicou Botelho. Ele alerta para a importância de os
vizinhos e familiares desconfiarem de um sumiço da mulher ou comportamento
estranho para, então, denunciarem.

O levantamento mostrou que 70% das agressões são praticadas pelos maridos
das vítimas. Esse dado sobe para 89,17%, considerando outros vínculos
afetivos (ex-marido, namorado e ex-namorado). 

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Estudante vai à polícia e se livra do ex
Além <mailto:DC em 1,2,350,0,0.4,0,0,0,1,102,0,C011%3E7[NORMAL_A]Al%C3%A9m
<mailto:DC em 1,2,350,0,0.4,0,0,0,1,102,0,C011%3E7[NORMAL_A]Al%C3%A9m> > de
acionar o Ligue 180, a mulher deve procurar a polícia para denunciar o
agressor e obter as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, que
completou seis anos ontem. É o que fez a estudante G.M.M, 31, que só
conseguiu se livrar das ameaças do ex-namorado após ir, há dois meses, à
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na capital, que fica na rua
Aimorés, 3.005, no Barro Preto, na região Centro-Sul.

"Depois que consegui a medida protetiva, que o impedia de se aproximar de
mim ou me ligar, nunca mais fui xingada ou ameaçada", disse ela. A estudante
viveu um relacionamento de apenas dois meses, tempo suficiente para perceber
o comportamento violento do ex-namorado. "Ele não chegou a me agredir
fisicamente, mas era estúpido e dizia que se eu o denunciasse, a situação
ficaria pior". (LC)






Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
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Presidência da República
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