[Pactonacional] ENC: Setor de seguro deixa de cobri doenças como aids e câncer

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Abril 2 19:13:24 BRT 2013



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De: Nilza do Carmo Scotti 
Enviada em: terça-feira, 2 de abril de 2013 11:27
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Setor de seguro deixa de cobri doenças como aids e câncer 

TRIBUNA DA BAHIA - BA | ECONOMIA 
DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS 
Setor de seguro deixa de cobri doenças como aids e câncer 
Formato A4: PDF <exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_noticia=5863901> WEB
<exportacao/noticia_A4.asp?cd_noticia=5863901> 
Chamada de capa 
Nenhum dos principais planos de seguro de vida das maiores empresas do
mercado oferece integralmente as coberturas adicionais mais procuradas, como
doenças graves (câncer e aids), invalidez por acidente, morte do cônjuge e
invalidez por doença funcional -que não aparece em exame laboratorial. 
Segundo levantamento da Proteste, associação de defesa do consumidor, feito
com 9 companhias e 17 planos diferentes e obtido pela Folha, pelo menos um
desses itens sempre fica de fora. O que os produtos sempre oferecem é a
cobertura por morte natural ou acidental, considerada básica. 
Isso inclui a morte decorrente de doença grave, mesmo que o cliente não
tenha contratado esse item. Se tivesse um plano que inclui doença grave,
poderia receber assim que a enfermidade fosse diagnosticada. A que menos
aparece é a de invalidez por doença funcional. Segundo o Proteste, muitas
vezes o consumidor não entende que as coberturas adicionais não são
oferecidas porque os contratos são confusos, com muitas páginas e termos
técnicos. 
Como os seguros de vida são contratos de adesão (com regras estabelecidas
por um órgão regulador), não é possível alterá-los posteriormente. 
Portanto, informar-se RESTRIÇÃO dos detalhes antes de assinar os documentos
é essencial para o consumidor, diz Gisele Rodrigues, técnica da Proteste. 
PRÊMIO - "Ao se deparar com o termo 'prêmio', por exemplo, o segurado pode
pensar que esse é o valor que receberá de indenização, quando, na verdade, é
o custo que pagará à operadora", ressalta. "Mesmo que os contratos tragam
glossários para esses termos, é difícil manusear tantas páginas", disse. 
Segundo ela, poucas empresas disponibilizam os contratos em seus sites. 
Sem conseguir avaliar se o produto atende às necessidades, o consumidor
acaba confiando no corretor. "A situação é ainda pior em seguros que são
oferecidos automaticamente na aquisição de cartões 'private label', como os
das lojas de departamentos, que acabam sendo contratados pelo consumidor
pelo seu baixo custo." Olívio Luccas Filho, diretor de vida, atuária e
precificação da seguradora Allianz, discorda de que haja pouca clareza.
"Para elaborarmos o contrato de cada produto, seguimos um 'checklist' de 17
páginas. Até mesmo o tamanho da letra que será usada é regulado pela Susep
[órgão regulador do segmento]."


Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
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