[Pactonacional] ENC: SPM mídia: documentário 15 filhos

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Fevereiro 26 10:33:20 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 10:19
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: SPM mídia: documentário 15 filhos

O GLOBO ONLINE | 
SECRETARIA DE MULHERES 
Imagem 1
<http://www.linearclipping.com.br/IMGs/2013%5C2%5C23%5Cv476_5482912_0.jpg
<http://www.linearclipping.com.br/IMGs/2013%5C2%5C23%5Cv476_5482912_0.jpg> >

Tortura na infância rendeu traumas e documentário sobre a repressão
Veja a matéria no site de origem
<http://oglobo.globo.com/pais/tortura-na-infancia-rendeu-traumas-documentari
o-sobre-repressao-7659310
<http://oglobo.globo.com/pais/tortura-na-infancia-rendeu-traumas-documentari
o-sobre-repressao-7659310> >
SÃO PAULO - Chamada pela direção da escola para uma reunião por causa do
comportamento da filha Maria de Oliveira, a atual ministra de Políticas para
as mulheres Eleonora Menicucci identificou de imediato o motivo pelo qual a
garota chorava na hora de sair da sala para o recreio: o pátio da escola
lembrava a prisão onde a mãe ficou presa. 

A experiência da infância motivou a menina a dirigir o documentário "15
filhos", sobre a lembrança de jovens que tiveram os pais presos ou mortos
pela repressão. Filmado em 1996, época em que ainda não se falava em
instalação de comissões da verdade no Brasil, o filme relata episódios como
o gesto violento de uma mulher enfiando a mão e revirando o pacote de
pipocas que a menina levava para a mãe na prisão. 

Já a lembrança das irmãs Telma e Denise de Lucena, filhas do operário
Antônio Raymundo, é ainda mais dolorosa por um motivo: assistiram a execução
do pai à queima-roupa, na porta de casa, quando tinham 3 anos e 9 anos de
idade, respectivamente. 

- Nunca vou me esquecer do rosto desse rapaz, que chegou perto do meu pai,
pôs a arma na cabeça (dele) e atirou - descreve Telma, que nos dias
seguintes não seria capaz de reconhecer a mãe na prisão porque estava
"deformada" e "nem tinha voz de mãe". 

- No Juizado criaram uma imagem da gente, como se fôssemos bandidos. Falavam
para as crianças: "Olha, esses aí são terroristas. Não mexam com eles,
porque são perigosos" - lembra Denise, cujo irmão, Adilson, era obrigado a
acompanhar agentes da repressão em diligências para localizar armas ou dar
informações, sob ameaça de espancamento. 

História semelhante viveram três dos quatro filhos de Ilda Martins da Silva,
mulher do guerrilheiro Virgílio Gomes da Silva, que foram presos junto com a
mãe e levados para a sede da Operação Bandeirante (Oban), em São Paulo, em
1969. No período em que os pais estiveram detidos, os militares levavam as
crianças de 7 anos, 8 anos e quatro meses para "passear". 

- Eles mostravam eles para outras famílias, diziam que seriam adotados por
elas. Os mais velhos tinham tanto medo de se separarem da irmã que dormiam
amarrados no berço dela - conta Ilda. 

O silêncio geral sobre a violência na ditadura militar nos anos 80 e 90 foi
algo que tornou ainda mais difícil essa experiência, conta Janaína Teles, e
foi praticamente um "segundo trauma". Ela buscou a aproximação teórica com o
tema como forma de lidar com este incômodo. Hoje já tem o título de doutora
em história social. Mas não fala em superação. 

- A ressignificação deste passado acontece em vários momentos. Quando você é
adolescente tem certas implicações, perto dos 40 anos são outras. Até o fim
da vida a superação será relativa. Os traumas são profundos - diz. 




EXTRA ONLINE - RJ | BRASIL 
SECRETARIA DE MULHERES 
Tortura na infância rendeu traumas e documentário sobre a repressão
Thiago Herdy - O Globo
Veja a matéria no site de origem
<http://extra.globo.com/noticias/brasil/tortura-na-infancia-rendeu-traumas-d
ocumentario-sobre-repressao-7659317.html
<http://extra.globo.com/noticias/brasil/tortura-na-infancia-rendeu-traumas-d
ocumentario-sobre-repressao-7659317.html> >
SÃO PAULO - Chamada pela direção da escola para uma reunião por causa do
comportamento da filha Maria de Oliveira, a atual ministra de Políticas para
as mulheres Eleonora Menicucci identificou de imediato o motivo pelo qual a
garota chorava na hora de sair da sala para o recreio: o pátio da escola
lembrava a prisão onde a mãe ficou presa. 

A experiência da infância motivou a menina a dirigir o documentário "15
filhos", sobre a lembrança de jovens que tiveram os pais presos ou mortos
pela repressão. Filmado em 1996, época em que ainda não se falava em
instalação de comissões da verdade no Brasil, o filme relata episódios como
o gesto violento de uma mulher enfiando a mão e revirando o pacote de
pipocas que a menina levava para a mãe na prisão. 

Já a lembrança das irmãs Telma e Denise de Lucena, filhas do operário
Antônio Raymundo, é ainda mais dolorosa por um motivo: assistiram a execução
do pai à queima-roupa, na porta de casa, quando tinham 3 anos e 9 anos de
idade, respectivamente. 

- Nunca vou me esquecer do rosto desse rapaz, que chegou perto do meu pai,
pôs a arma na cabeça (dele) e atirou - descreve Telma, que nos dias
seguintes não seria capaz de reconhecer a mãe na prisão porque estava
"deformada" e "nem tinha voz de mãe". 

- No Juizado criaram uma imagem da gente, como se fôssemos bandidos. Falavam
para as crianças: "Olha, esses aí são terroristas. Não mexam com eles,
porque são perigosos" - lembra Denise, cujo irmão, Adilson, era obrigado a
acompanhar agentes da repressão em diligências para localizar armas ou dar
informações, sob ameaça de espancamento. 

História semelhante viveram três dos quatro filhos de Ilda Martins da Silva,
mulher do guerrilheiro Virgílio Gomes da Silva, que foram presos junto com a
mãe e levados para a sede da Operação Bandeirante (Oban), em São Paulo, em
1969. No período em que os pais estiveram detidos, os militares levavam as
crianças de 7 anos, 8 anos e quatro meses para "passear". 

- Eles mostravam eles para outras famílias, diziam que seriam adotados por
elas. Os mais velhos tinham tanto medo de se separarem da irmã que dormiam
amarrados no berço dela - conta Ilda. 

O silêncio geral sobre a violência na ditadura militar nos anos 80 e 90 foi
algo que tornou ainda mais difícil essa experiência, conta Janaína Teles, e
foi praticamente um "segundo trauma". Ela buscou a aproximação teórica com o
tema como forma de lidar com este incômodo. Hoje já tem o título de doutora
em história social. Mas não fala em superação. 

- A ressignificação deste passado acontece em vários momentos. Quando você é
adolescente tem certas implicações, perto dos 40 anos são outras. Até o fim
da vida a superação será relativa. Os traumas são profundos - diz. 


Isabel Clavelin
Chefe de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
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Via N1 Leste s/nº, Pavilhão das Metas, Praça dos Três Poderes
CEP 70150-908 | Brasília- DF 

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