[Pactonacional] ENC: 'Estamos diante da violência, mas não a percebemos'

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Terça Março 26 09:12:18 BRT 2013


 

 

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De: Nilza do Carmo Scotti 
Enviada em: terça-feira, 26 de março de 2013 08:41
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: 'Estamos diante da violência, mas não a percebemos'

 

 

 

Nilza Scotti 
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'Estamos diante da violência, mas não a percebemos'


Curitiba - "Muitas vezes a gente fica indignado com um assassinato, com um
crime. Mas, na nossa vida cotidiana, há outras situações. A gente vê a
violência contra a mulher, mas não enxerga." A frase da secretária nacional
de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, põe em
foco a urgência com que a questão deve ser tratada no País. 

Para ela, a violência urbana, especialmente aquela praticada contra a
mulher, presente todos os dias nos noticiários, é consequência de décadas de
silêncio dentro de casa. Na tentativa de combater o problema, Aparecida pede
que o Estado e a sociedade se unam e discutam a situação. Ela participou
ontem em Curitiba de um seminário de lideranças das áreas de segurança
pública, Justiça, saúde e assistência social para tratar do tema. 

"Quantas de nós não conhecem alguém que é ou já foi vítima de violência
doméstica, de violência sexual? Estamos diante da violência todos os dias e
não a percebemos. Só vamos tomar uma atitude quando começarmos a enxergar",
ressaltou. "Que atitudes nós podemos oferecer quando uma criança, desde a
infância, vê seu pai colocando um revólver ou uma faca no pescoço da mãe? Vê
ele jogando água quente na esposa, espancando a companheira? Que adulto irá
se tornar esse jovem?", questionou. 

Crimes 

De acordo com o Mapa da Violência 2012, elaborado pelo Instituto Sangari e
pelo Ministério da Justiça, o Paraná ocupa o terceiro lugar no ranking de
assassinatos contra mulheres, atrás do Espírito Santo e de Alagoas. O Estado
registrou em 2010 um índice de 6,3 mortes para cada grupo de 100 mil
mulheres. Foram 338 homicídios, quase um por dia. A média nacional, sétima
mais alta do mundo, é de 4,4. 

Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, é o segundo mais violento do
Brasil, com taxa de 24,4 homicídios. Araucária, com 13,4, e Fazenda Rio
Grande, com 12,2, também na RMC, são outros que figuram na lista.

Mariana Franco Ramos e Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local

 

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