[Pactonacional] ENC: para conhecimento

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Outubro 5 10:28:09 BRT 2012



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De: Nilza do Carmo Scotti 
Enviada em: sexta-feira, 5 de outubro de 2012 09:37
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: para conhecimento

 TRIBUNA DA BAHIA - BA | CIDADE 
OUTROS 
Mulheres são alvos de crime virtual
MARIACELIA VIEIRA
Formato A4: PDF
<http://www.linearclipping.com.br/spm/exportacao/pdf_a4/noticia.asp?cd_notic
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235838
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235838> >
Chamada de capa
Delegado baiano afirma que 70% das vítimas de crimes cibernéticos são
mulheres, instruídas e com alto poder aquisitivo. O prejuízo anual no país
chega a R$ 15 bilhões

MARIACELIA VIEIRA REPÓRTER

A Bahia começa a mensurar os prejuízos dos crimes cibernéticos, mas não tem
data prevista para a divulgação do primeiro rela tório, segundo o delegado
Charles Antônio Leão Gomes, do Grupo Especializado de Repressão aos Crimes
por Meios Eletrônicos da Secretaria de Segurança Pública.  De acordo com a
pesquisa divulgada ontem pela Norton da Symantec, no Brasil esses crimes
geraram somente no ano passado prejuízos superiores aos R$ 15 bilhões,
somente no ano passado. A pesquisa mostrou também que 28,3 milhões de
pessoas foram vítimas deste tipo de crime no país - cada uma perdeu, em
média, R$ 562.

 O grupo que investiga os crimes cibernéticos denunciados na Bahia está de
casa nova no Complexo dos Barris, num ataque feroz aos ciber-criminosos,
sempre cultos, bem informados e socialmente bem colocados. Com uma melhor
infraestrutura e maior conscientização da população, as conclusões poderão
sair em breve, como admite Leão.

Segundo ele, os trabalhos estão iniciando e seria temeroso quantificar, mas
já podemos dizer que 70% das vítimas são mulheres, instruídas e com alto
poder aquisitivo. Quando o assunto é o montante dos prejuízos, o delegado
alega que "a polícia ainda trabalha com uma grande cifra negra, porque a
maior parte dos prejuízos não é informada". Segundo ele, quando o crime está
ligado diretamente às fraudes eletrônicas, as instituições financeiras,
banco e cartão de crédito, providenciam o estorno, mas não  orientam seu
cliente a  registrar um Boletim de Ocorrência. "Além de fazer prosperar o
crime, porque o cliente poderá ser novamente atacado, a polícia não
investiga.

No universo dos golpes são vedetes as fraudes eletrônicas com subtração de
dados e uso de REDES SOCIAIS como instrumentos de vingança. Também os casos
de "ex" que querem a todo custo denegrir  e expor a imagem do (a) parceiro
(a) estão no topo da lista de reclamações, sendo seguido de perto àquelas
compras  feitas na INTERNET que nunca chegaram, ou não foi aquilo que se
mostrou. Além dos crimes relacionados ao uso de bancos pela INTERNET, também
causam prejuízos vírus, roubo de dados pessoais, invasão de e-mails e perfis
sociais, invasão de dispositivos móveis e bullying online

A maioria dos internautas que se tornam vítimas, segundo Leão, é de pessoas
que não tem cuidado nos acessos e pretensões. "Entram em sites sem verificar
a segurança, fornecem dados e depois dizem que o cartão foi clonado ou
coisas do tipo. O problema é que as informações foram passadas a pessoas
erradas e quando descobrem tudo já aconteceu," pontua Leão. A pesquisa
divulgada pela  empresa de segurança mostra ainda  que alguns internautas
ignoram medidas que poderiam protege-los. "Dos entrevistados, 40%  não usam
senhas complexas nem as alteram com frequência", diz o comunicado. "Além
disso, mais de um terço não certifica o símbolo de cadeado no navegador
antes de digitar informações pessoais críticas."

O e-mail, protegido pela senha, é apontado por especialistas da Symantec
como uma das portas de entrada dos ciber-criminosos. "Muitas vezes, e-mails
pessoais contêm as chaves importantes para o mundo virtual. Contraventores
podem tanto ganhar acesso a tudo em sua caixa de entrada do e-mail quanto
redefinir suas senhas para qualquer outro site que você possa acessar",
afirma Adam Palmer, analista-chefe de crimes cibernéticos da Norton, segundo
o comunicado da empresa.

 

Segredos e violações

O Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos funciona
no Complexo dos Barris a partir de hoje, sendo responsável por investigar
crimes cometidos pela INTERNET e sistemas de TELEFONIA, como fraudes
financeiras, golpes, clonagem de linhas telefônicas, divulgação de segredos
e violação de e-mails.

Desde agosto até ontem, 70 ocorrências foram  registradas pela equipe do
Grupo  de Repressão a Crimes  Cibernéticos e estão sendo investigadas. Mas,
o coordenador do grupo ressalta que as unidades policiais também têm a
capacidade de registrar  um Boletim de Ocorrência nesse nível. "Nosso
objetivo é dar suporte  as outras unidades, transferindo know hw. Ficamos
entre a perícia (a parte técnica) e o delegado (o lado jurídico).

Todos os PROVEDORES de INTERNET em operação na Bahia serão cadastrados,
sejam eles institucionais ou comerciais. Além disso, o núcleo atuará em
conjunto com a Polícia Militar, a Polícia Federal e outras instituições
policiais.

Casos curiosos registrados pelo grupo é o que mais tem. Com dificuldade para
selecionar alguns, Leão comenta uma situação verificada na última
quarta-feira, quando uma mulher chegou a sua sala para registrar um Boletim
de Ocorrência. Ela queria denunciar  o recebimento de R$70 mil em sua conta
. Ao longo da conversa, informou que  tinha fornecido seus dados para um
amigo e estava temerosa. Depois a suposta vítima  foi a agência BANCÁRIA e
foi impedida de retirar o valor, sendo informada pelo gerente que  o
dinheiro teria sido  transferido durante uma fraude.

 Segundo o delegado, no final do dia ela passou de vítima a investigada por
receptação de valores. "Ela que se dizia dona de um site de  ARTESANATO, era
na verdade uma garota de programa que aceitou participar de um golpe e por
isso receberia R$ 5 mil quando entregasse o dinheiro. A mulher apenas
solicitou o BO para tentar sair como vítima se a fraude fosse descoberta.
Estamos investigando a atuação  do grupo".

 

Modalidades de golpes

Treze mil adultos com idades entre 18 e 64 anos, em 24 países, serviram à
pesquisa da Norton da Symantec, que descobriu os R$15,9 bilhões de prejuízos
no Brasil. Segundo a pesquisa, o custo global do crime cibernético chegou a
US$ 110 bilhões, com cerca de 556 milhões de adultos vítimas de fraudes
online durante o período, sendo uma média de US$ 197 por pessoa (R$ 399).

Conforme relatório da Norton, a soma indicada pelo estudo no Brasil é mais
de dez vezes superior ao prejuízo de R$ 1,5 bilhão registrado pela Federação
Brasileira de Bancos (Febraban), em 2011, com fraudes em serviços bancários
via INTERNET e celular, em transações de call center, cartões de crédito e
de débito. A soma representa crescimento de 60% em relação a 2010, segundo a
federação.

Ainda sobre o Brasil, a empresa responsável pela pesquisa mostra que  32%
dos adultos pesquisados foram vítimas de crimes virtuais nos últimos 12
meses. Outros 44% receberam mensagens de texto vindas de desconhecidos, que
pediam que eles clicassem em links ou ligassem para um número desconhecido.
Em REDES SOCIAIS, 23% dos entrevistados foram vítimas de crimes específicos
para os sites sociais.

A pesquisa mostra também um aumento de novas formas de crimes online em
comparação com o ano passado". Conforme o relatório, os ciber-criminosos
estão mudando suas táticas para atingir plataformas móveis e sociais.


Nilza Scotti
Assessora de Imprensa
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres Presidência da República
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