[Pactonacional] ENC: Jornada flexível livra as mães de terceirizar o cuidado com os filhos

Susan Sousa Alves susan.alves em spmulheres.gov.br
Sexta Abril 5 09:43:35 BRT 2013



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De: Isabel Clavelin 
Enviada em: sexta-feira, 5 de abril de 2013 08:37
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: Jornada flexível livra as mães de terceirizar o cuidado com os
filhos


FOLHA DE S. PAULO - SP | MERCADO 
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Jornada flexível livra as mães de terceirizar o cuidado com os filhos
SILVIA SALEK
Veja a matéria no site de origem
<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/102154-jornada-flexivel-livra-as-m
aes-de-terceirizar-o-cuidado-com-os-filhos.shtml
<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/102154-jornada-flexivel-livra-as-m
aes-de-terceirizar-o-cuidado-com-os-filhos.shtml> >
Há dez anos em Londres e sem babá, brasileira negociou horários com empresa
SILVIA SALEK
ESPECIAL PARA A FOLHA
Foco 
"Como vocês vivem sem empregada?" Nos meus mais de dez anos em Londres, a
pergunta já me foi feita inúmeras vezes por brasileiros que descobrem que,
apesar de ter dois filhos e trabalhar em tempo integral, não conto com a
supostamente indispensável ajuda doméstica. 
A realidade de minha família, motivo de espanto para muitos amigos
"viajados", é compartilhada pela classe média do "Primeiro Mundo". 
Aqui, causo espanto quando conto de babás que acordam no meio da noite para
dar leite a bebês, da figura da "folguista" ou dos uniformes brancos que
diferenciam mães de babás em parques, festas e restaurantes. 
Mas, voltando à pergunta inicial, minha receita de "sobrevivência" tem três
ingredientes: uma jornada fixa no trabalho, uma divisão igualitária das
tarefas domésticas com meu marido e a adoção de padrões de arrumação e
limpeza "mais ingleses". 
Nossa casa não tem o delicioso cheiro artificial de limpeza das casas
brasileiras, roupas não brotam dobradas das gavetas como por mágica e o
banheiro só brilha às segundas-feiras, quando vem a faxineira por quatro
horas que custam cerca de R$ 100. 
Conheço muitas famílias, no entanto, que não têm faxineira. Têm dinheiro
para isso, mas nem chegam a considerar a possibilidade. 
Lá em casa, eu geralmente faço a comida e meu marido cuida da cozinha. Com
as roupas, o trato é ele pendurar e eu dobrar e guardar. Digo "o trato"
porque, na prática, há sempre problemas. Ele me acusa de fazer menos que ele
e, curiosamente, é alvo da mesma acusação. 
O trato com o trabalho, no entanto, é mais fundamental e menos sujeito a
contestações. Aceitei uma promoção recente com uma condição: que pudesse
trabalhar das 7h às 15h e tivesse tempo de buscar meus filhos na escola. 
A BBC aceitou meu pedido e, apesar do dia corrido (muitas vezes literalmente
corrido pelas ruas de Londres para vencer o relógio), consigo chegar
diariamente a tempo para minha segunda jornada acompanhando o período
pós-escola dos meus dois filhos, Marina, de oito anos, e Marc, de quatro. 
Não preciso, portanto, terceirizar a criação de meus filhos. Sou eu que
converso sobre dinossauros com o Marc e que treino com a Marina estratégias
de defesa contra os bullies da escola. Todas as noites, Marc lê para mim em
uma brincadeira em que ele finge ser meu pai, e eu, a filha. 
E meu acordo, conhecido aqui como jornada flexível, não é algo fora do comum
e inclui também o chamado "part-time", ou seja, frações do tradicional tempo
integral geralmente com reduções proporcionais no salário. 
O patrão não é obrigado a aceitar, mas existe uma abertura cada vez maior
para isso. Recentemente, ilustrando como essa modalidade vem ganhando
projeção, a consultoria Ernst Young publicou um ranking com 50 executivos de
destaque que adotaram a jornada flexível. 
A maioria na lista é do sexo feminino, mas a mudança está de longe de dizer
respeito apenas a mulheres. 
Na semana passada, por exemplo, assisti a uma palestra de um desses
superexecutivos em que ele mencionou -sem nenhum constrangimento- que
passaria em breve a trabalhar de segunda a quinta. Queria passar mais tempo
com o filho. 
Disse ainda que faz questão de sair na hora marcada para que os funcionários
vejam que longas jornadas não são parâmetro de desempenho. Concluiu dizendo
que não vive para trabalhar, mas, sim, trabalha para viver. 
Ele parece ilustrar uma mudança de mentalidade que se afasta do "work till
you drop" (trabalhe até cair), que veio com a onda neoliberal dos anos 1980,
e se aproxima de uma visão mais pós-moderna das relações de trabalho que
valoriza a qualidade, e não apenas a quantidade. Deve gerar um certo espanto
no Brasil e ainda é novidade por aqui. Mas foi fundamental para que eu
conseguisse um equilíbrio entre vida familiar e profissional. 
SILVIA SALEK é editora-chefe da BBC Brasil em Londres 
"[Há] uma mudança de mentalidade que se afasta do "work till you drop"
(trabalhe até cair) e se aproxima de uma visão mais pós-moderna das relações
de trabalho, que valoriza a qualidade e não só a quantidade"


Isabel Clavelin
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