[Pactonacional] ENC: - ELAS chegaram ao topo - Estadão
Susan Sousa Alves
susan.alves em spmulheres.gov.br
Segunda Abril 8 19:01:41 BRT 2013
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De: Nilza do Carmo Scotti
Enviada em: segunda-feira, 8 de abril de 2013 11:05
Para: SPMULHERES - GERAL
Assunto: - ELAS chegaram ao topo - Estadão
O ESTADO DE S. PAULO - SP | NEGÓCIOS
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ELAS chegaram ao topo
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Fundos de private equity começam a abrir espaço para mulheres em cargos de
liderança
O mundo predominantemente masculino dos fundos de private equity gerou uma
série de apelidos ofensivos no final dos anos 1980: bárbaros, piratas,
abutres.
Mesmo assim, Sandra J. Horbach quis fazer parte dele. Formada em
administração pela Universidade Stanford e ex-funcionária do banco Morgan
Stanley, Sandra pediu emprego em pelo menos dez empresas de private equity
(que compram participações em outras companhias). Recebeu oferta de três.
"Em algumas delas, ficou claro que a negativa tinha a ver com o fato de eu
ser mulher", lembra.
Após se formarem 1987, ela entrou na Fortsmann Little&Company.Quando foi
nomeada sócia, cinco anos depois, era a única mulher nessa condição em
qualquer grande empresa americana de private equity. Hoje, aos 52 anos,
Sandra dirige o departamento de varejo do Carlyle Group, e já não está
sozinha na classe.
As mulheres estão gradualmente ocupando postos de liderança em empresas de
private equity. Algumas estão até invadindo a suíte executiva. Em 2011, o
Carlyle promoveu Adena Friedman à diretora financeira.
Ela foi a primeira mulher a participar do conselho de administração do
grupo. Pouco antes de abrir o capital, o Blackstone Group contratou Joan
Solotar como diretora executiva.
Mas ainda persiste uma grande lacuna de gênero. Na América do Norte, cerca
de 10% dos funcionário seniores em private equity são mulheres, segundo um
relatório da Preqin. Para se ter uma ideia, em Wall Street, de modo geral,
as mulheres estão presentes em 19% dos postos de liderança.
A ausência de mulheres em fundos de private equity tem ficado evidente à
medida que o setor evolui. Conhecidas no passado pelo perfil agressivo e
independente, as empresas de private equity estãos e tornando grandes
empresas de capital aberto e com novas clientelas para agradar.
Por escolha ou circunstância, o setor está começando a enfrentar o déficit
de gênero com programas internos e esforços de recrutamento. "O diálogo em
torno do assunto mudou", diz Joan Solotar, diretora de relações externas e
estratégia no Blackstone. "As companhias estão pensando em maneiras para
atrair e reter mulheres de alto nível." Herança. O setor de private equity
se desenvolveu principalmente a partir dos bancos de investimento na década
de 1970, quando as mulheres eram, em geral, mais secretárias do que
executivas. As empresas com marca própria que floresceram na década seguinte
foram todas fundadas por homens que tendiam a contratar outros como eles.
A Kohlberg Kravis Roberts & Company (KKR) - iniciada por dois primos, Henry
R. Kravis e George R. Roberts, e um colega mais velho, Jerome Kohlberg Jr.
- não empregou uma única mulher como diretora de gestão até 2009, quando
contratou Suzanne Donohoe do Goldman Sachs.
Hoje, ela é sócia do KKR.
No começo, muitas mulheres conseguiram desbravar setores onde os homens
ainda não dominavam. Em 1989, um ano depois de ingressar na Warburg Pincus,
Elizabeth Weatherman recebeu a missão de aplicara expertise de gestão do
fundo em companhias de equipamentos médicos que tinham acabado de ser
adquiridas p elo private equity. "Foi um custo de oportunidade baixo na
quela época", disse Elizabeth, hoje com 53a nos."Eu era jovem e ainda não
tinha me testado." Seu primeiro investimento foi um fracasso. O segundo, uma
empresa chamada EPTechnologies, foimais bem-sucedido e resultou numa oferta
pública de ações (IPO, em inglês).O terceiro, a compra da Xomed da
Bristol-Myers Squibb, em 1994, tornou-se um modelo para negó- cios futuros.
No comando do grupo de assistência médica total da Warburg, Elizabeth
supervisionou a compra por US$ 3,67 bilhões da Bausch & Lomb, em 2007, uma
fabricante de produtos ópticos que estava enfrentando dificuldades depois de
um recall de produtos. Em situação mais sólida hoje, a companhia entrou com
pedido de abertura do capital em março. Segundo fontes do mercado, a
expectativa é de que a empresa alcance um valor de mercado de US$ 10
bilhões.
A trajetória de Carrie Wheeler é um pouco diferente. Ela entrou na TPG
Capital quando a empresa ainda era uma iniciante e teve a oportunidade de
assumir grandes responsabilidades ainda com pouca idade. Aos 29 anos, Carrie
foi escolhida para administrar a Denbury Resources, uma companhia de
petróleo e gás em que a TPG havia investido na época. Ela era a única mulher
num mar de executivos homens de meia idade.
Destacar-se em reuniões corporativas de alto nível pode ser realmente
vantajoso, disse Carrie, de 41 anos, que hoje dirige os investimentos em
varejo e consumo da TPG. "É um raro momento em que alguém se esquece do meu
nome", disse ela.
Dificuldades. Apesar de as mulheres terem feito incursões, é difícil entrar
nos escalões mais altos, em parte porque os fundadores com frequência
permanecem nesses postos. É o caso de KKR, Carlyle e Blackstone.
Vislumbrando um novo modelo de empresa de private equity, Molly Ashby
começou a sua pró- pria. Ela abandonou seu emprego como a número dois no
braço de private equity de um antecessor do JPMorgan Chase e criou a Solera
Capital em 1999.
Como a empresa era nova e, além disso, comandada por uma mulher, teve de
enfrentar investidores céticos até conseguir criar seu primeiro fundo. A
sorte é que Molly tinha um mentor muito bem relacionado: Stephen
Schwartzman, que havia sido cofundador do Blackstone quase 15 anos
antes.Depois de se conhecerem por meio de um conhecido comum, Molly procurou
se aconselhar com Schwarzman sobre como levantar dinheiro, contratar uma
equipe e manter o foco apesar dos desafios.
Houve alguns tropeços iniciais. Em 2004, um investimento da Solera, a
companhia de alimentos naturais Annie's, passou por dificuldades, o que
levou Molly a trocar a direção da empresa e fazer mudanças de pessoal dentro
da sua própria companhia. No ano passado, a Annie's teve uma estreia
bem-sucedida no mercado de capitais e Molly - aos 53 anos e com a grande
maioria de funcionárias mulheres - provocou um burburinho em Wall Street.
"Ela consegue atrair alguns grandes talentos que eu jamais conseguia trair,
porque eles querem ser associados a uma empresa comandada por mulheres",
disse Hamilton E. James, presidente e diretor de operações da Blackstone,
que conheceuMolly socialmente há mais de uma década e também tem sido uma
importante fonte de conselhos.
Diversidade. Com o movimento de abertura de capital de grandes empresas de
private equity, o setor, de modo geral, passou a fazer uma análise profunda
de suas próprias práticas. As empresas tendem a promover executivos dentro
de suas fileiras, e isso com frequência dificulta melhorar a diversidade.
O setor está tentando abordar essa questão, mas de maneira muito modesta
ainda. Em 2007, a Bain Capital começou a visitar cursos de pós-graduação em
administração de empresas com programas direcionados amulheres. Neste ano,
22% dos analistas e associados que entraram na Bain são mulheres. Em 2010,
esse porcentual era de 6%.
mulheres do Blackstone começaram a se reunir, nos últimos meses,com alunas
do primeiro e segundo ano de faculdades para ajudá-las a se preparar para
entrevistas de emprego. No Carlyle, um terço dos associados que atuam em
aquisições nos Estados Unidos são mulheres.
A mudança. Várias empresas também estão desenvolvendo eventos para suas
funcionárias.
Joan Solotar, do Blackstone, supervisiona uma série de jantares e eventos
com oradoras como Barbara Tannenbaum, uma palestrante da Universidade Brown
que ensina comunicação persuasiva. Em maio do ano passado, Suzane Donohoe,
do KKR, trouxe um treinador executivo para uma discussão com mulheres
seniores sobre criação de marca pessoal e gestão de suas carreiras.
No Carlyle, Adena Friedman, a diretora financeira que trabalhou
anteriormente no Nasdaq OMX Group, foi mediadora de uma série de 15 almoços
para funcionárias no ano passado, encorajando-as a partilharem "questões
urgentes". A partir dessas conversas, ela ajudou a iniciar um programa de
aconselhamento.
É especialmente útil para mulheres poder discutir como equilibrar carreira e
família, disse Adena Friedman, mas acrescentou que "os homens enfrentam esse
problema tanto quanto elas". Adena, de 43 anos, trabalhou em tempo parcial
na Nasdaq quando seus dois filhos eram novos. Quando voltou a trabalhar em
tempo integral, seu marido, Michael C. Friedman, que era um advogado na
Fannie Mae, começou a trabalhar em tempo parcial e depois assumiu
integralmente as tarefas do lar e o cuidado com as crianças. "É difícil
equilibrar a necessidade de estar em casa e a necessidade de estar no
trabalho, e conseguir um bom desempenho nas duas arenas", disse Adena. "Para
ser franca, o sentimento de culpa é extremo." TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
[Nilza do Carmo Scotti] Nilza Scotti
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